Tarifa dos EUA ignora políticas brasileiras de combate ao trabalho forçado
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alegando que a decisão se baseia em “argumentos que não são reais”. A justificativa apresentada pelo governo estadunidense — de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para combater o trabalho forçado — foi rechaçada pela gestão brasileira, que defende possuir uma política consolidada no tema.
Medidas de reciprocidade já são estudadas
Em resposta à sobretaxa, o governo brasileiro anunciou que buscará reverter a decisão por meio de negociações diplomáticas, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade. A alíquota de 12,5% entra em vigor nesta sexta-feira (24 de julho de 2026), somando-se à tarifa de 25% já implementada no início da semana, o que amplia as barreiras comerciais ao Brasil em um momento de recorde histórico nas exportações de carnes, que ultrapassaram US$ 16 bilhões no acumulado do ano.









