Categoria: Policial

  • Governo reduz déficit primário para R$ 52 bi, mas rombo fiscal segue pressionado por precatórios

    Governo reduz déficit primário para R$ 52 bi, mas rombo fiscal segue pressionado por precatórios

    O governo federal revisou para baixo a previsão de déficit primário de 2026, reduzindo o rombo estimado de R$ 60,3 bilhões para R$ 52 bilhões. A atualização consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento encaminhado nesta sexta-feira (24) ao Congresso Nacional e que norteia a execução orçamentária do ano.

    Precatórios e gastos desvinculados ainda pesam no resultado fiscal

    O ajuste na projeção reflete a queda nas despesas obrigatórias, mas o déficit primário — que exclui o pagamento de juros da dívida pública — continua pressionado por dois fatores principais: os precatórios e as despesas fora do arcabouço fiscal. Até 2026, os precatórios estão desvinculados da meta fiscal após acordo firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023, enquanto outras despesas, como as de defesa, saúde e educação, têm tratamento especial por lei.

    Despesas excluídas da meta somam R$ 62,8 bilhões

    Ao incorporar precatórios e gastos desvinculados, a previsão de despesas totais fora da meta fiscal encolheu de R$ 64,4 bilhões para R$ 62,8 bilhões no novo relatório. Apesar da redução, o volume ainda representa um desafio para a gestão fiscal, sinalizando que o governo precisa encontrar alternativas para conter o crescimento do endividamento público sem comprometer investimentos essenciais.

  • Tráfego no Estreito de Ormuz cai pela metade em um ano: riscos geopolíticos freiam comércio global

    Tráfego no Estreito de Ormuz cai pela metade em um ano: riscos geopolíticos freiam comércio global

    O Estreito de Ormuz, passagem vital para 20% do petróleo global, registrou nesta última terça-feira, 22 de julho de 2026, o menor volume de tráfego em meses: apenas três navios de carga cruzaram a região. Os dados da Kpler revelam uma queda de 25% em relação à segunda-feira (quatro embarcações), enquanto o número de superpetroleiros e navios-tanque de GNL permanece zerado — um indicativo claro de que as tensões geopolíticas estão moldando não só a segurança, mas também a economia do transporte marítimo.

    Navios em trânsito: cargas leves e rotas hesitantes

    Entre os três navios que arriscaram a travessia, destacam-se o Kaiser, que deixou o estreito carregado, e o graneleiro H7 Smb8, que ingressou em lastro — sinal de que sua carga será embarcada no Golfo Pérsico para posterior destino. O terceiro navio, o Hsin Ocean, transportava oleína de palma refinada, uma commodity que, embora menos estratégica que o petróleo, ainda depende de vias seguras para escoamento.

    Guerra comercial e suas sombras: por que o estreito importa

    A redução drástica no fluxo de embarcações não é um fenômeno isolado. Desde o início de 2026, a rota — que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico — tem sofrido com ataques recorrentes entre forças americanas e iranianas, forçando armadores a reavaliar rotas alternativas ou, em muitos casos, suspender operações temporariamente. A ausência de superpetroleiros (VLCC) e navios-tanque de GNL na última semana reforça a tese de que o setor optou pela contenção, mesmo em meio à alta demanda sazonal por combustíveis.

    Especialistas ouvidos pela imprensa internacional alertam que, se a instabilidade persistir, os preços dos combustíveis poderão sofrer pressões inflacionárias em mercados dependentes de petróleo do Oriente Médio, como China e Índia. Além disso, a redução da capacidade de escoamento pode gerar um efeito dominó em cadeias globais de suprimentos, especialmente na indústria química e de alimentos.

  • Alckmin define Lei da Reciprocidade como resposta a ‘injustiças’ contra o Brasil, não como retaliação

    Alckmin define Lei da Reciprocidade como resposta a ‘injustiças’ contra o Brasil, não como retaliação

    Lei da Reciprocidade: instrumento de equilíbrio, não de revanche

    Em entrevista concedida na noite desta terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou que a Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma medida retaliatória, mas como um mecanismo para repor condições justas no comércio internacional. Segundo ele, a legislação, aprovada por unanimidade no Congresso em 2025, oferece ferramentas para respostas institucionais em situações de desequilíbrio comercial.

    Críticas ao ‘olho por olho’ e defesa da reciprocidade

    Alckmin recorreu à metáfora clássica para afastar a ideia de que a medida configuraria uma escalada de retaliações. “A ideia não é retaliação. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, declarou, destacando que a lei busca evitar que ambos os lados sofram prejuízos em uma espiral de ações hostis.

    Impacto das tarifas americanas e reação empresarial

    A entrevista ocorreu após uma reunião com representantes de setores brasileiros afetados pelo aumento de tarifas imposto pelo governo de Donald Trump nos últimos dias. Diversas associações de empresários haviam manifestado preocupação com possíveis retaliações unilaterais, o que levou o governo a reforçar que a Lei da Reciprocidade atua como um escudo institucional, não como uma provocação.

  • Frente fria derruba temperaturas e traz tempestades: alerta de chuva extrema no Sul e Mato Grosso do Sul

    Frente fria derruba temperaturas e traz tempestades: alerta de chuva extrema no Sul e Mato Grosso do Sul

    A partir desta terça-feira (21), uma frente fria avança pelo Brasil, trazendo mudanças bruscas no tempo e colocando estados do Sul e do Centro-Oeste em estado de alerta. O sistema deve provocar tempestades intensas entre a noite desta terça e a sexta-feira (24), com acumulados de chuva que podem superar os 200 mm em áreas do Rio Grande do Sul.

    Temporais com potencial destrutivo

    As regiões mais afetadas incluem o Sul do Brasil — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — além de Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alerta para volumes expressivos de chuva, queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 100 km/h. A Climatempo destaca que a frente fria concentrará os maiores volumes de precipitação no país nesse período, com risco de alagamentos e deslizamentos.

    Baixa umidade mantém alerta no Centro-Oeste e Sudeste

    Enquanto o Sul enfrenta a instabilidade, o Centro-Oeste, grande parte do Sudeste e o interior do Nordeste continuam sob condição crítica de seca. A baixa umidade relativa do ar, que já atinge níveis preocupantes, eleva o risco de queimadas e incêndios florestais. O contraste entre as regiões reforça a instabilidade climática que afeta o país nesta semana.