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  • Samsung Health passa a usar seus dados de saúde para treinar IA — e você não poderá sincronizar dados se recusar

    Samsung Health passa a usar seus dados de saúde para treinar IA — e você não poderá sincronizar dados se recusar

    A Samsung iniciou, nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, a utilização de dados coletados pelo Samsung Health para treinar modelos de inteligência artificial. A novidade foi comunicada por meio de uma notificação de consentimento enviada a alguns usuários, que agora precisam decidir se autorizam ou não o uso de suas informações para esse fim.

    O que muda na prática?

    Caso o usuário opte por não compartilhar os dados, um alerta é exibido informando que a sincronização das informações com a conta Samsung será imediatamente interrompida. Isso significa que atividades, medicações registradas e dados de saúde — como ciclo menstrual — não serão atualizados no aplicativo.

    Dados sensíveis em treinamento de IA

    O Samsung Health é conhecido por integrar informações de saúde de terceiros, como aplicativos de fitness, e também coleta dados diretamente de dispositivos como o Galaxy Watch. Entre as informações compartilhadas com a IA da Samsung estão registros de atividades físicas, uso de medicamentos e detalhes sobre saúde reprodutiva. Além disso, a empresa deixa claro que os dados podem passar por revisão humana, o que levanta questionamentos sobre privacidade.

    Como proceder?

    Os usuários que não se sentirem confortáveis com o uso de seus dados para treinamento de IA devem recusar o consentimento na notificação. No entanto, é necessário estar ciente de que isso resultará na perda de sincronização dos dados no ecossistema Samsung. A empresa não detalhou se haverá opções para anonimizar as informações ou se elas serão excluídas após o treinamento.

  • Sabotagem em projeto open source: desenvolvedor é acusado de quase derrubar o OpenMandriva Linux

    Sabotagem em projeto open source: desenvolvedor é acusado de quase derrubar o OpenMandriva Linux

    Um dos pilares do software livre — a colaboração voluntária e comunitária — foi posto à prova esta semana no OpenMandriva Linux. O que começou como um projeto promissor, nascido em 2012 após o colapso do Mandriva Linux, enfrentou uma crise interna que quase paralisou a distribuição.

    O estopim: um mantenedor sob suspeita de sabotagem

    O incidente envolveu dois nomes conhecidos da comunidade: Davide Beatrici, desenvolvedor ativo do projeto, e AngryPenguin, um dos mantenedores oficiais. Segundo relatos, o último teria deletado repositórios e funcionalidades críticas do sistema, causando transtornos para usuários e colaboradores. Embora os motivos ainda não tenham sido esclarecidos, a OpenMandriva Association já iniciou o processo de restauração dos arquivos perdidos.

    OpenMandriva: da crise do Mandriva à resiliência do open source

    O OpenMandriva Lx nasceu em 2012 como herdeiro do Mandrivia Linux, uma distribuição francesa que, em sua época, foi uma das primeiras a ganhar popularidade no Brasil — graças à parceria com a Conectiva Linux. Desde então, a OpenMandriva Association manteve o projeto vivo, focado em atender usuários domésticos e entusiastas. Agora, a comunidade enfrenta um desafio inesperado: reconstruir a confiança em meio a acusações de sabotagem.

    Lições para o futuro: open source além da boa vontade

    O caso reacende discussões sobre os riscos de projetos open source dependerem de esforços altruístas. Sem estruturas formais de governança, conflitos como esse podem escalar rapidamente. Enquanto a associação trabalha para normalizar os sistemas, a comunidade debate: como evitar que a boa vontade se torne um ponto fraco do ecossistema?

  • Inflação oficial recua para 0,16% em junho: preços de alimentos puxam queda e meta do BC se aproxima do limite

    Inflação oficial recua para 0,16% em junho: preços de alimentos puxam queda e meta do BC se aproxima do limite

    IPCA registra menor taxa desde maio de 2025

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou junho em 0,16%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10 de julho de 2026), pelo IBGE. A taxa representa uma queda expressiva em relação aos 0,31% registrados em maio e é a menor desde maio de 2025, quando o índice foi de 0,12%. A desaceleração foi impulsionada, sobretudo, pela queda nos preços de alimentos, que recuaram 0,45% no mês.

    Meta de inflação do BC: entre a corda bamba

    A meta oficial de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, um intervalo que vai de 1,5% a 4,5%. Desde o início de 2025, o Banco Central passou a avaliar a inflação com base nos últimos 12 meses, não mais apenas no acumulado do ano anterior. Caso a inflação ultrapasse o limite superior por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

    Alimentos e inflação: um ciclo de queda

    A alta nos preços de alimentos havia sido um dos principais vilões da inflação em 2025, mas o cenário mudou em 2026. Em junho, itens como legumes, verduras e carnes registraram quedas significativas: a batata-inglesa, por exemplo, caiu 12,3% em junho, enquanto o óleo de soja recuou 3,8%. A queda nos preços de alimentos é um alívio para as famílias de baixa renda, que concentram seus gastos nesse grupo, mas também reduz a pressão sobre o IPCA, que é o termômetro oficial para a política monetária do Banco Central.

    Como o IPCA é calculado e quem sente seus efeitos

    O IPCA mede a variação do custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Para chegar ao índice, são monitorados os preços de 377 subitens (produtos e serviços) em 12 regiões metropolitanas, incluindo Goiânia e Brasília. A coleta abrange desde itens básicos, como arroz e feijão, até serviços como aluguel e transporte público. A estabilização recente sugere um cenário mais controlado, mas ainda exige atenção do BC, que segue de olho nos próximos meses para evitar que a inflação volte a acelerar.

  • Inflação oficial acumula 4,64% em 12 meses; INPC registra alta de 4,33% em junho

    Inflação oficial acumula 4,64% em 12 meses; INPC registra alta de 4,33% em junho

    Nesta sexta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou os resultados de junho para os principais indicadores de inflação no país. O INPC, que serve de base para reajustes salariais de diversas categorias, subiu 0,14% no mês, acumulando alta de 4,33% nos últimos 12 meses. Já o IPCA — considerado a inflação oficial do Brasil — registrou 0,16% em junho e 4,64% no acumulado anual.

    Alimentos ficam mais baratos, mas itens não alimentícios puxam inflação

    Enquanto os produtos alimentícios apresentaram deflação de 0,29% em junho, os itens não alimentícios subiram 0,28%. Essa dinâmica reflete um cenário de preços relativamente estáveis para a cesta básica, mas com pressões em serviços e bens duráveis. A queda nos alimentos pode indicar uma acomodação após períodos de alta, como os observados no início do ano.

    Diferenças entre INPC e IPCA: quem sente mais a inflação?

    Os dois índices medem a inflação de forma distinta. O INPC considera famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos (atualmente R$ 1.620), enquanto o IPCA abrange lares com renda de 1 a 40 salários mínimos. Isso explica por que o IPCA, ao incluir faixas de renda mais altas, pode registrar variações ligeiramente diferentes. Para trabalhadores de baixa renda, entretanto, o INPC continua sendo o principal referencial para reajustes salariais.

    Impacto nos salários e na economia

    O INPC é crucial para categorias profissionais, pois seus resultados influenciam diretamente os reajustes de salários e benefícios. Com o acumulado de 4,33% em 12 meses, trabalhadores e sindicatos devem avaliar se os reajustes negociados no período estão sendo suficientes para compensar a inflação. Já o IPCA, ao atingir 4,64%, reforça a atenção do Banco Central no controle dos preços, especialmente em um contexto de juros elevados e incertezas econômicas.

    Os dados reforçam a necessidade de monitoramento constante dos índices de preços, especialmente em um ano marcado por eleições e mudanças na política monetária.

  • Reforma Tributária: Produtores rurais ganham mais um ano para regularizar CNPJ

    Reforma Tributária: Produtores rurais ganham mais um ano para regularizar CNPJ

    Prazo estendido após pressão do agronegócio

    A obrigatoriedade de registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas foi adiada para 1º de janeiro de 2027, conforme decisão da Receita Federal e do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) anunciada em 10 de julho de 2026. A medida atende a pedidos de entidades do setor, que argumentavam pela necessidade de mais tempo para se adaptar às mudanças impostas pela Reforma Tributária sem interromper a operação dos produtores durante o período de transição.

    O que muda para o produtor rural?

    Até 31 de dezembro de 2026, os produtores rurais pessoas físicas poderão continuar emitindo notas fiscais e documentos fiscais sem a obrigatoriedade do CNPJ, mantendo sua condição atual de pessoa física. A medida visa evitar transtornos operacionais enquanto o governo finaliza a regulamentação do novo sistema tributário, que unificará impostos como ICMS, PIS e Cofins no IBS e CBS.

    Preparação para 2027: o que fazer agora?

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomenda que os produtores aproveitem o período adicional para se familiarizarem com as novas regras, especialmente aquelas relacionadas à inscrição no CNPJ e ao sistema simplificado de transição. A entidade destaca que a regularização antecipada pode evitar problemas futuros, como a impossibilidade de emissão de documentos fiscais após a entrada em vigor da obrigatoriedade.

    Impacto da Reforma Tributária no agronegócio

    A Reforma Tributária, aprovada em dezembro de 2023, promete simplificar o sistema de arrecadação, mas exige uma reestruturação significativa das obrigações acessórias. Para o produtor rural, a transição para o CNPJ em 2027 será um marco importante, pois permitirá a continuidade das atividades sem interrupções, além de facilitar o acesso a linhas de crédito e programas governamentais que exigem a inscrição no cadastro.

  • Canistel: a ‘fruta de ouro’ que pode revolucionar a gastronomia tropical

    Canistel: a ‘fruta de ouro’ que pode revolucionar a gastronomia tropical

    Na última sexta-feira (10 de julho de 2026), uma fruta tropical pouco conhecida no Brasil chamou atenção por suas características únicas: o canistel, apelidado de “fruta de ouro” devido à sua polpa amarela intensa, semelhante à gema de ovo, e sabor adocicado que lembra o tradicional doce de leite.

    Adoção gradual no mercado gourmet

    Embora ainda seja raro nas bancas convencionais, o canistel tem ganhado espaço em feiras de alimentos especiais e entre chefs que buscam inovação na gastronomia tropical. Sua textura cremosa e aroma suave — que se intensifica quando maduro — o tornam uma alternativa versátil para pratos doces e salgados. Alguns restaurantes já incluem a fruta em sobremesas, geleias ou até mesmo em risotos, substituindo ingredientes mais convencionais.

    Desafios logísticos e oportunidades

    Ainda pouco explorado comercialmente, o canistel enfrenta barreiras como a rápida maturação e a fragilidade na conservação. Produtores de regiões como o Norte e Nordeste do Brasil, onde o clima tropical favorece seu cultivo, precisam investir em tecnologias de armazenamento e distribuição para ampliar o acesso. Segundo especialistas, a fruta poderia se tornar um produto de nicho premium, semelhante ao que ocorreu com a goiaba branca ou o cupuaçu na última década.

    Potencial nutricional e futuro promissor

    Além do apelo sensorial, o canistel é rico em vitamina A, fibras e antioxidantes, o que reforça seu valor como alimento funcional. Pesquisadores da Embrapa já estudam seu potencial para cultivos em larga escala, visando reduzir custos e popularizar sua presença nos mercados. Com o crescente interesse por sabores exóticos e ingredientes naturais, a ‘fruta de ouro’ pode, em breve, deixar de ser uma raridade para se tornar um símbolo da diversidade da fruticultura brasileira.

  • BYD Dolphin Mini 2026 estreia com 129 cv e supera rival interno: o que mudou?

    BYD Dolphin Mini 2026 estreia com 129 cv e supera rival interno: o que mudou?

    A transformação do BYD Dolphin Mini em um compacto de dimensões robustas — com 4,20 metros de comprimento — marca uma virada estratégica do fabricante chinês. Registrado no Ministério da Indústria e Tecnologia da China (MIIT) na primeira semana de julho de 2026, o novo modelo abandona o conceito ‘mini’ para se posicionar como uma alternativa direta ao Dolphin GS (4,12 m), que até então era o maior da linha.

    Potência e performance: de 75 cv para 129 cv

    O coração do Dolphin Mini 2026 pulsa com um motor elétrico de 129 cavalos (95 kW), um salto significativo em relação aos 75 cv (55 kW) do modelo anterior. Essa evolução não apenas supera o desempenho do Dolphin GS — que mantém sua motorização original — como também responde ao crescimento das vendas de rivais como o Geely EX2 (Xingyuan), o carro elétrico mais vendido na China atualmente. A velocidade máxima, antes limitada a cerca de 120 km/h, atinge agora 150 km/h, alinhando-se às expectativas de um mercado cada vez mais exigente.

    Design e estratégia: o que o novo Dolphin Mini entrega?

    Além das dimensões ampliadas, o hatch elétrico recebe um design completamente renovado. Linhas mais arredondadas e detalhes modernos — como faróis full LED e uma grade frontal inspirada em modelos premium — refletem a ambição da BYD de conquistar não só o público chinês, mas também o brasileiro. A chegada ao Brasil, prevista para os próximos meses, tem como objetivo manter a liderança da marca no segmento de elétricos compactos, onde a concorrência acirrada já pressiona as margens de lucro.

    O que esperar do lançamento no Brasil?

    A estratégia da BYD no país passa por capitalizar o sucesso do Dolphin atual, que já é um dos elétricos mais vendidos, com mais de 20 mil unidades comercializadas em 2025. Com a segunda geração, a empresa aposta em um produto mais robusto e tecnológico, mas enfrenta desafios como a infraestrutura de recarga ainda em expansão e a necessidade de manter preços competitivos frente a rivais como o Tesla Model 3 e o Volkswagen ID.3. A batalha pelo topo do mercado elétrico brasileiro está apenas começando.

  • Instagram estuda barrar conteúdos de IA para quem não quer ver, diz Mosseri

    Instagram estuda barrar conteúdos de IA para quem não quer ver, diz Mosseri

    Na última sexta-feira, 10 de julho de 2026, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, admitiu que a plataforma deve evoluir para atender às preferências dos usuários em relação aos conteúdos gerados por inteligência artificial (IA). Em entrevista ao podcast de Lenny Rachitsky, ele afirmou que o algoritmo da rede social precisa ser aprimorado para identificar e evitar a recomendação de vídeos e imagens produzidos por IA àqueles que não demonstram interesse neles.

    Algoritmo deve aprender a rejeitar conteúdos indesejados de IA

    Mosseri esclareceu que a Meta, empresa controladora do Instagram, não pretende eliminar completamente os conteúdos de IA da plataforma, mas sim ajustar seus sistemas de recomendação para que eles sejam menos exibidos a usuários que não os consomem. A ideia é que o próprio algoritmo aprenda a reconhecer as preferências individuais e, assim, personalize o feed de forma mais assertiva.

    Meta explora soluções como certificação de conteúdos reais

    Além da customização algorítmica, a empresa já estuda outras iniciativas, como a criação de um espaço dedicado exclusivamente a conteúdos gerados por IA e a implementação de selos de autenticidade para facilitar a identificação de materiais produzidos por humanos. Essas medidas buscam atender à crescente demanda por transparência em um ecossistema digital cada vez mais dominado por ferramentas de IA.

    Crescimento da IA nas redes sociais exige respostas rápidas

    Nos últimos anos, os conteúdos gerados por inteligência artificial inundaram as redes sociais, mas ainda não há uma ferramenta simples para escondê-los. A fala de Mosseri reflete a pressão por soluções que conciliem inovação tecnológica e experiência do usuário, um equilíbrio que a Meta tenta alcançar sem prejudicar o engajamento na plataforma.

  • Yamaha lança motos Fazer FZ15 Deadpool e Crosser Wolverine em série limitada no Festival do Japão 2026

    Yamaha lança motos Fazer FZ15 Deadpool e Crosser Wolverine em série limitada no Festival do Japão 2026

    A Yamaha inova mais uma vez ao unir duas paixões do público jovem: motos e super-heróis. Nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, a marca japonesa anunciou o lançamento das motocicletas Fazer FZ15 ABS Connected Deadpool e Crosser Z ABS Wolverine, duas edições limitadas que serão comercializadas durante o Festival do Japão 2026, realizado entre os dias 10 e 12 de julho em São Paulo (SP).

    Série limitada com apenas 500 unidades cada

    Cada modelo contará com apenas 500 unidades produzidas, garantindo exclusividade aos colecionadores e fãs. A pré-venda já está disponível a partir desta sexta-feira, com entrega prevista para agosto de 2026. O preço público sugerido é de R$ 23.490 (sem frete), acompanhado de três anos de garantia e programa de revisões.

    Inspiração em Deadpool e Wolverine

    As motocicletas recebem grafismos exclusivos baseados nos personagens da Marvel. A Fazer FZ15 Deadpool traz referências ao uniforme, cinto, símbolo e logotipo do anti-herói, enquanto a Crosser Wolverine homenageia o mutante com detalhes que remetem às suas características icônicas. Ambas mantêm a estrutura urbana e tecnológica das versões originais, como o sistema ABS Connected.

    Parceria estratégica entre Yamaha e Marvel

    A colaboração entre as duas marcas teve início em 2019 e já resultou em 11 edições especiais de motocicletas. A estratégia visa aproximar o universo das duas rodas da cultura pop, atraindo consumidores mais jovens e fãs de quadrinhos, cinema e games. Segundo a Yamaha, a iniciativa reforça a conexão emocional com o público, combinando performance e estilo.

  • SK Hynix arrecada US$ 26,5 bilhões na Nasdaq e bate recorde histórico de estreia estrangeira

    A SK Hynix, segunda maior fabricante global de chips de memória, protagonizou um marco sem precedentes na Nasdaq na última quinta-feira (09/07). A empresa sul-coreana captou US$ 26,5 bilhões (aproximadamente R$ 135,7 bilhões) com a venda de ADRs (American Depositary Receipts), estabelecendo um novo recorde para uma estreia estrangeira em bolsas americanas — superando os US$ 21,8 bilhões levantados pela Alibaba em 2014.

    Onda de investimentos impulsionada pela IA

    O aporte bilionário reflete a corrida global por infraestrutura dedicada à inteligência artificial, setor que deve movimentar até US$ 725 bilhões em 2026 apenas pelos gigantes tecnológicos norte-americanos (Amazon, Microsoft, Google e Meta), segundo projeções do mercado. A SK Hynix, que já ocupa a segunda posição no ranking de fornecedores de chips de memória, planeja destinar os recursos à expansão de sua capacidade produtiva e à aquisição de equipamentos de ponta para atender à demanda crescente.

    Cenário competitivo e desafios

    O sucesso da estreia da SK Hynix na Nasdaq contrasta com o ambiente de alta volatilidade que tem marcado os mercados de tecnologia nos últimos anos. Analistas destacam que, embora a demanda por memória para IA esteja em expansão, a concentração de fornecedores — sobretudo asiáticos — e a dependência de poucos clientes (como fabricantes de smartphones e data centers) expõem a empresa a riscos de superprodução ou ciclos de preços voláteis. A estratégia de diversificação, portanto, será crucial para sustentar o crescimento.