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  • TIM amplia oferta de planos controle: 20 GB a R$ 35/mês e 30 GB por R$ 30/mês no anual

    TIM amplia oferta de planos controle: 20 GB a R$ 35/mês e 30 GB por R$ 30/mês no anual

    Planos com foco em 5G e pagamento facilitado

    A operadora TIM anunciou nesta semana, em entrevista ao Tecnoblog, uma reformulação em sua linha de planos controle, com lançamentos que incluem cobertura 4G/4.5G/5G DSS e 5G puro, além de roaming nacional e ligações/SMS ilimitados para números TIM. Os destaques são o TIM Controle Fit anual — que oferece 30 GB por R$ 30 mensais (total de R$ 360 no ano) — e a opção mensal com 20 GB por R$ 35, sem fidelização.

    Diferencial para públicos sem crédito tradicional

    O plano anual de 30 GB a R$ 30/mês foi desenhado para atender clientes com restrições de crédito, permitindo pagamento via cartão de crédito sem necessidade de análise de score. Segundo Thompson Gomes, chefe de marketing da TIM, a simplificação do processo de contratação é um dos pilares da estratégia, além do apelo ao 5G — tecnologia já disponível para os assinantes, mas ainda pouco explorada em planos controle.

    O que muda em relação aos planos anteriores?

    A TIM abandona a oferta de WhatsApp ilimitado, que não fazia parte dos novos planos, e reforça o pacote de dados como principal atrativo. Os clientes que optarem pelo formato anual têm vantagem financeira: o custo por GB cai de R$ 1,75 (plano mensal de 20 GB) para R$ 1,00 (anual de 30 GB). A operadora não detalhou se os planos incluem benefícios como descontos em serviços de streaming ou cashback, comuns em outras operadoras.

    5G como carro-chefe, mas sem adesão expressiva

    Apesar da infraestrutura 5G estar presente nos novos planos, a adoção ainda enfrenta desafios. Segundo dados da Anatel, menos de 20% dos dispositivos móveis no Brasil são compatíveis com a tecnologia, e muitos usuários sequer têm cobertura 5G em suas regiões. A TIM, contudo, segue apostando no argumento, destacando que os planos já incluem acesso à rede de alta velocidade, mesmo que a utilização efetiva dependa da infraestrutura local e do aparelho do cliente.

  • Starlink no celular no Brasil: veja quais modelos já podem usar internet via satélite (e o que falta para funcionar)

    Starlink no celular no Brasil: veja quais modelos já podem usar internet via satélite (e o que falta para funcionar)

    Tecnologia Direct-to-Device: o que mudou com a decisão da Anatel

    A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu o sinal verde para a Starlink e outras empresas oferecerem internet via satélite diretamente em smartphones, sem a necessidade de antenas externas. Essa modalidade, chamada de Direct-to-Device (D2D), promete revolucionar a conectividade em regiões remotas ou com cobertura precária, onde hoje o sinal das operadoras é inexistente ou instável.

    No entanto, a decisão da Anatel não garante acesso imediato ao serviço. O usuário precisa de um aparelho compatível, além da adesão das operadoras brasileiras e atualizações técnicas nos sistemas operacionais. Até 13 de julho de 2026, nenhum celular no mercado nacional oferece suporte nativo a esse recurso, mas fabricantes já estão em processo de homologação.

    Como verificar se seu celular já é compatível (ou estará em breve)

    Até o momento, a lista de aparelhos homologados para a tecnologia D2D ainda não foi publicada pela Anatel ou pela GSMA (associação global de operadoras). No entanto, especialistas apontam que os principais candidatos são os modelos lançados a partir de 2024, com chips 5G avançados e capacidade de processamento compatível. Marcas como Samsung, Apple, Xiaomi e Motorola já trabalham em parcerias com operadoras para viabilizar o serviço.

    Para conferir se o seu celular entrará na lista, siga estes passos:

    • Consulte o fabricante: Empresas como Starlink e operadoras brasileiras (Claro, Vivo, TIM, entre outras) devem divulgar atualizações oficiais nos próximos meses. A Apple, por exemplo, já anunciou que o iPhone 15 e modelos posteriores terão suporte à tecnologia.
    • Verifique atualizações do sistema: O Android 15 e o iOS 18 já incluem estruturas para integração com satélites, mas é necessário aguardar a liberação por parte das fabricantes e operadoras.
    • Fique atento às homologações: A Anatel deve publicar, até o final de 2026, uma lista oficial de aparelhos e operadoras autorizadas a operar com D2D no Brasil.

    O que falta para a Starlink no celular virar realidade no Brasil

    A tecnologia existe, mas o acesso depende de uma cadeia complexa de fatores:

    • Operadoras: As empresas de telecomunicações precisam fechar parcerias com provedores de satélite (como a Starlink) e investir em infraestrutura terrestre para viabilizar o serviço.
    • Regulamentação técnica: A Anatel ainda está definindo normas específicas para a comercialização, incluindo limites de potência dos sinais e proteção de dados dos usuários.
    • Preço e cobertura: Embora a Starlink já ofereça planos nos EUA e Europa, não há previsão de valores ou áreas cobertas no Brasil. Especialistas estimam que o serviço possa custar entre R$ 50 e R$ 200 por mês, dependendo da região.
    • Demanda do consumidor: Sem um ecossistema claro, muitos usuários podem hesitar em investir em um aparelho compatível sem garantia de funcionamento imediato.

    O que os especialistas dizem sobre o futuro da conectividade via satélite

    Para Max Ferreira, analista de mobilidade da ClickNews, a Starlink no celular tem potencial para reduzir a desigualdade digital no Brasil, mas depende de um esforço coordenado entre fabricantes, operadoras e governo. “A tecnologia já é uma realidade em outros países, mas aqui o desafio é adaptar o modelo às nossas dimensões continentais e à burocracia regulatória“. Ele destaca que, mesmo com os entraves, a tendência é que o serviço comece a ser testado em 2026, com expansão gradual até 2027.

    Já a GSMA Brasil, em nota recente, afirmou que as operadoras estão em fase de testes com satélites de baixa órbita (LEO), mas ainda não há previsão para lançamento comercial. “O usuário deve esperar pelo menos até 2027 para ver opções consistentes no mercado“, declarou um porta-voz.

    Conclusão: vale a pena esperar ou trocar de celular agora?

    Se o seu objetivo é ter internet via satélite no celular, a recomendação atual é aguardar. Até julho de 2026, não há nenhum modelo 100% pronto para rodar a tecnologia no Brasil, e forçar uma atualização ou troca de aparelho pode resultar em incompatibilidade. A melhor estratégia é monitorar os anúncios oficiais da Starlink, das operadoras e da Anatel, além de verificar se o seu fabricante já anunciou suporte para D2D nos próximos lançamentos.

    Enquanto isso, a conectividade tradicional (4G/5G) segue como a opção mais estável — e a Starlink no celular, por enquanto, é uma promessa que ainda depende de muitos ‘se’s.