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  • Ourinhos sedia última etapa do Passaporte do Cavalo Crioulo: vagas para Expointer 2026 em jogo

    Ourinhos sedia última etapa do Passaporte do Cavalo Crioulo: vagas para Expointer 2026 em jogo

    A Exposição Passaporte do Cavalo Crioulo encerra as seletivas da Região 8 no ciclo de Outono 2026 com uma etapa decisiva em Ourinhos (SP), entre os dias 9 e 13 de junho no Parque Olavo Ferreira de Sá. O evento definirá os últimos oito classificados — quatro machos e quatro fêmeas — para a Grande Final da Morfologia da Expointer 2026, que ocorrerá em Esteio (RS).

    Mais de 80 animais em disputa e a busca pela vaga na Expointer

    A seletiva de Ourinhos reúne exemplares de sete estados — Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás — e promete superar o recorde de participação do ano passado, quando 84 animais (64 Marcados e 19 Incentivos) disputaram as vagas. A prova é considerada a maior em número de inscritos na área de Expansão do Cavalo Crioulo, consolidando a região como um polo estratégico para a modalidade.

    Ourinhos como ponto de conexão entre o norte do Paraná e sul de São Paulo

    “A Passaporte em Ourinhos é um evento muito esperado na região, além de ter uma localização estratégica, já que concilia as regiões do norte do Paraná ao sul de São Paulo”, destaca Gérson de Medeiros, gerente de Expansão da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). A escolha da cidade reflete não apenas a relevância da prova, mas também a capacidade de atrair criadores e animais de diferentes estados para um mesmo palco.

    O que está em jogo para criadores e animais

    A etapa final de Ourinhos não é apenas uma classificação: é a chance de selar a participação na Expointer 2026, o maior evento do setor no Brasil. Com a data-base de 11 de junho de 2026, os oito finalistas terão a oportunidade de se destacar em uma das mais tradicionais exposições de cavalos do país, consolidando não apenas o desempenho individual dos animais, mas também o prestígio dos estados participantes.

  • Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    A Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo: um teste de rusticidade há mais de cinco décadas

    A 24ª Marcha Anual de Resistência do Cavalo Crioulo, que começa no dia 13 de junho em Bagé (RS), entrou para a história ao registrar 79 conjuntos inscritos — o maior número desde a primeira edição, em 1971. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a prova é considerada a principal competição de resistência da raça e integra o tripé seletivo, ao lado do Freio de Ouro e da Morfologia. Segundo Silvano Luiz de Albuquerque, diretor da subcomissão de Marchas e Marchitas da ABCCC, o objetivo central é avaliar a rusticidade, resistência e capacidade de recuperação dos animais.

    Um desafio de 750 km com alimentação restrita

    Durante 15 dias, os cavalos percorrem 750 km, alimentados exclusivamente com pasto natural e água, complementados por alfafa quando necessário. A prova, que se estende até o dia 28 de junho, exige dos animais não apenas força física, mas também adaptação a condições adversas — um legado que remonta às origens do Cavalo Crioulo, raça desenvolvida no Sul do Brasil para enfrentar longas jornadas e terrenos variados. A tradição da Marcha é tão forte que, em 2024, a homenagem foi para o médico veterinário Paulo Gomes Móglia, figura emblemática no universo do criatório nacional.

    Período de concentração: a preparação prévia que define o desempenho

    Antes da largada oficial, os cavalos passam por um período de concentração de 30 dias, iniciado em 14 de maio. Neste ano, os 79 conjuntos foram divididos entre duas propriedades em Bagé: a Estância e Cabanha Cinco Salsos, de Claudio Nery Martins, e a Estância Santo Amaro, de Lidiomar Freitas. O objetivo é nivelar as condições dos animais e garantir uma competição justa. “É um momento crucial para padronizar a cavalhada e avaliar o estado físico de cada participante antes do desafio”, explica Albuquerque.

    O percurso e os critérios de avaliação

    A Marcha de Resistência tem início na Fronteira Oeste gaúcha, região conhecida pela produção pecuária e pela cultura campeira. Os cavalos são submetidos a avaliações diárias, que incluem análise de saúde, resistência e comportamento. A ABCCC destaca que, além do desempenho físico, a prova valoriza o vínculo entre cavaleiro e animal, um dos pilares da raça Crioula. “Não é apenas um teste de força, mas de sintonia e confiança”, ressalta Albuquerque.

    Tradição e inovação: a Marcha como patrimônio cultural

    A competição, que já faz parte do calendário oficial do criatório nacional, reúne participantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e até do Uruguai, reforçando a integração entre os países do Cone Sul. Além da ABCCC, a 24ª edição conta com o apoio de parceiros como Alvorada John Deere, Associação Brasileira de Hereford e Braford, e La Madre, que contribuem para a logística e premiação. A Marcha também é um evento social, com exposições, palestras e homenagens a figuras históricas do segmento.

    A importância da raça Crioula no agronegócio brasileiro

    O Cavalo Crioulo, reconhecido por sua rusticidade e versatilidade, desempenha papel fundamental no agronegócio sulista, sendo utilizado tanto para trabalho quanto para lazer e esportes. A Marcha de Resistência, em particular, serve como um laboratório a céu aberto para criadores e veterinários, que buscam aprimorar a genética e o manejo da raça. “Este evento é um termômetro da saúde do plantel nacional”, afirma Albuquerque.

    O que esperar da 24ª edição

    Com um recorde de participantes e um percurso desafiador, a 24ª Marcha de Resistência promete ser uma das edições mais disputadas da história. Além da competição, o evento reforça a importância cultural do Cavalo Crioulo, que, desde o século XVIII, é sinônimo de resistência e adaptabilidade. Para os apaixonados pelo universo campeiro, a prova é uma celebração da identidade gaúcha e um testemunho do legado deixado por gerações de criadores.