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  • China reduz cota de carne bovina: Brasil pode perder US$ 4,5 bi em 2026

    China reduz cota de carne bovina: Brasil pode perder US$ 4,5 bi em 2026

    A China, principal destino da carne bovina brasileira, apertou as regras para importação do produto, e as consequências para o setor exportador nacional já começam a ser medidas em dezenas de bilhões de dólares. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), as perdas estimadas para 2026 podem atingir US$ 4,5 bilhões, valor 50% superior às projeções iniciais de US$ 3 bilhões.

    A cota chinesa esgota o apetite pelo produto brasileiro

    Na última quarta-feira (16/07/2026), durante entrevista coletiva, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, detalhou que a redução nos embarques para o mercado chinês — principal comprador do Brasil — será de 748 mil toneladas. Isso representa uma queda de quase 75% em relação ao recorde de 2025, quando foram exportadas cerca de 900 mil toneladas.

    O impacto além das cifras: cadeia produtiva e empregos em risco

    O setor, que já enfrentava pressões por sanções comerciais e barreiras sanitárias, agora precisa se adaptar a um cenário de demanda reprimida. A Abiec alerta que a medida chinesa não apenas afeta os valores exportados, mas também pressiona toda a cadeia produtiva nacional, desde frigoríficos até pecuaristas, com reflexos diretos no emprego e na balança comercial.

    O que esperar daqui para frente?

    Com a cota de salvaguarda chinesa em vigor, o Brasil precisará buscar alternativas urgentes para escoar sua produção. Mercados como Oriente Médio, União Europeia e Estados Unidos ganham relevância, mas a transição não será imediata. Enquanto isso, o governo federal e entidades do setor discutem medidas de mitigação, como acordos bilaterais ou incentivos à diversificação de mercados.

  • Pecuária brasileira bate recorde histórico: R$ 1,15 trilhão e liderança global em 2025

    A pecuária de corte brasileira escreveu mais um capítulo de sua trajetória de domínio global no último ano. Segundo o Beef Report 2026, divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) em parceria com a Athenagro Consultoria, o setor atingiu em 2025 um faturamento inédito de R$ 1,159 trilhão — valor equivalente a aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

    Produção recorde e liderança incontestável no mercado global

    O relatório, apresentado em coletiva de imprensa em Brasília pelo presidente da ABIEC, Roberto Perosa, destaca que o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC) no ano passado, resultado obtido com o abate de 47,79 milhões de bovinos. Esses números não apenas consolidaram o país como o maior produtor mundial de carne bovina, mas também como o principal exportador, superando concorrentes históricos como Austrália e Estados Unidos.

    Um setor que impulsiona a economia nacional

    Além de seu impacto direto no PIB, a pecuária de corte brasileira demonstra capacidade de geração de empregos e renda em cadeias produtivas que se estendem por todos os biomas do país. A expansão da produtividade, aliada a avanços tecnológicos e práticas sustentáveis, coloca o Brasil em posição estratégica para atender à crescente demanda global por proteína animal, especialmente nos mercados asiáticos e do Oriente Médio.

    Perspectivas para a próxima década

    O Beef Report 2026 projeta um novo ciclo de expansão para a pecuária brasileira, com investimentos contínuos em inovação, rastreabilidade e boas práticas ambientais. Especialistas ouvidos pela ABIEC destacam que o setor deve manter sua trajetória de crescimento, mesmo diante de desafios como a volatilidade cambial e a concorrência internacional. A consolidação desse modelo coloca o Brasil não apenas como fornecedor global, mas como referência em produção pecuária sustentável e eficiente.

  • Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde: US$ 9,85 bi no 1º semestre de 2026

    Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde: US$ 9,85 bi no 1º semestre de 2026

    O Brasil consolidou sua liderança global no setor de carne bovina em 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela ABIEC, as exportações brasileiras atingiram 1,705 milhão de toneladas entre janeiro e junho — volume 15,5% superior ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,476 milhão de toneladas.

    Faturamento recorde e demanda em alta

    O faturamento no primeiro semestre de 2026 chegou a US$ 9,85 bilhões, um crescimento de 36,2% em relação aos US$ 7,24 bilhões registrados nos primeiros seis meses de 2025. A alta nos preços internacionais e a expansão da China como principal comprador, além da abertura de novos mercados, foram os principais vetores desse desempenho histórico.

    China e diversificação de mercados impulsionam resultados

    A China manteve-se como o maior destino das exportações brasileiras, absorvendo cerca de 60% do volume total embarcado. No entanto, o crescimento também refletiu uma estratégia bem-sucedida de diversificação, com destaque para países do Oriente Médio, África e Europa, que ampliaram suas compras em função da estabilidade da oferta brasileira e da qualidade do produto.

    Impacto na balança comercial e perspectivas

    Esse recorde no primeiro semestre reforça a importância do setor agropecuário para a economia brasileira. Com uma média mensal de 284 mil toneladas embarcadas, o Brasil não apenas manteve — como ampliou — sua posição como maior exportador global de carne bovina. Para o segundo semestre, analistas projetam manutenção dos preços elevados, embora a dinâmica da demanda chinesa e possíveis restrições sanitárias em outros países possam influenciar o ritmo das exportações.