Tag: Adagro

  • Raiva em cavalo acelera vacinação obrigatória em seis municípios de Pernambuco

    Raiva em cavalo acelera vacinação obrigatória em seis municípios de Pernambuco

    A confirmação de raiva em um equino em Bezerros, município do Agreste de Pernambuco, em 22 de julho de 2026, deflagrou uma ação sanitária emergencial. A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) determinou a vacinação obrigatória de todos os herbívoros com idade igual ou superior a três meses em seis municípios da região.

    Municípios atingidos pela medida

    Bezerros, Camocim de São Félix, Caruaru, Cumaru, Riacho das Almas e Sairé estão sujeitos à obrigatoriedade. Produtores rurais terão até 22 de outubro de 2026 para imunizar bovinos, equinos, caprinos, ovinos e demais espécies suscetíveis, sob pena de sanções sanitárias.

    Risco iminente e vigilância reforçada

    A raiva é uma doença viral de evolução rápida e letal, capaz de dizimar rebanhos e transmitir-se ao ser humano por meio de contato com animais infectados. O foco identificado em Bezerros exigiu a adoção imediata de protocolos de biossegurança, com fiscalização intensificada nas propriedades. A Adagro também determinou que os produtores declarem a vacinação realizada, garantindo o controle efetivo da imunização.

    Impacto na segurança alimentar e saúde pública

    A obrigatoriedade da vacinação busca evitar a propagação da doença entre animais domésticos e silvestres, reduzindo prejuízos econômicos para a agropecuária local. Além disso, a medida protege trabalhadores rurais e populações que vivem em áreas de risco, minimizando a exposição ao vírus. Especialistas alertam que a raiva, embora evitável, continua a representar uma ameaça em regiões com baixa cobertura vacinal.

  • Tilápia importada: estados e setor reagem contra distorções tributárias e riscos sanitários

    Tilápia importada: estados e setor reagem contra distorções tributárias e riscos sanitários

    Medidas estaduais contra a tilápia importada

    No dia 3 de junho de 2026, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) publicou portaria suspendendo a comercialização de pescados que representem risco sanitário à produção aquícola local. A decisão, publicada na última quarta-feira, tem como alvo direto os filés de tilápia importados do Vietnã, alinhando-se a um movimento nacional para proteger o produtor brasileiro de distorções tributárias e ameaças à saúde animal.

    Distorções tributárias e concorrência desleal

    O mercado brasileiro de tilápia enfrenta um cenário de concorrência desigual. Enquanto os produtores nacionais arcam com altos custos de produção — incluindo licenciamento sanitário, mão de obra e insumos —, os filés importados do Vietnã chegam com preços artificialmente baixos, muitas vezes por conta de práticas tributárias questionáveis. A mobilização de governos estaduais e entidades do setor busca corrigir essa distorção, garantindo condições justas de competição.

    Riscos sanitários e defesa da produção local

    Além das questões tributárias, há preocupações com a saúde animal. A introdução de tilápias importadas sem os devidos controles sanitários pode expor rebanhos brasileiros a doenças ainda não mapeadas no país. A portaria da Adagro é um exemplo de como os estados estão agindo para blindar suas cadeias produtivas, exigindo que os produtos importados cumpram rigorosos padrões de biossegurança antes de chegarem ao consumidor.

    O que esperar do mercado nos próximos meses?

    As discussões sobre as novas regras para a tilápia importada devem ganhar ainda mais força nos próximos meses, especialmente após a medida de Pernambuco. O setor aquícola brasileiro, que já é um dos maiores do mundo, pode se beneficiar de um ambiente regulatório mais equilibrado, enquanto os consumidores terão maior garantia de qualidade e segurança nos produtos disponíveis no mercado.