Aos 77 anos, Ana Maria Braga não se contenta apenas com os holofotes da televisão. Na Fazenda Primavera, localizada em Bofete (SP), a apresentadora consolidou um projeto milionário de café orgânico que já atrai olhares do mercado especializado.
A virada do agronegócio para a telessensação
Com 376 hectares — área equivalente a 530 campos de futebol —, a propriedade rural se tornou um laboratório de inovação no cultivo de grãos. Ana Maria não apenas supervisiona a operação: nas redes sociais, ela compartilha momentos como a secagem natural dos grãos, etapa crítica para garantir a qualidade sensorial do café orgânico.
Do plantio à alta gastronomia: um ciclo completo
O projeto vai além da simples colheita. A fazenda adota práticas sustentáveis em todas as etapas, desde o manejo orgânico do solo até a secagem ao sol, método que preserva os aromas e sabores únicos dos grãos. Com a crescente demanda por cafés especiais no mercado brasileiro — segmento que já movimenta cerca de R$ 30 milhões anualmente —, a iniciativa posiciona Ana Maria na vanguarda do agronegócio premium.
Expansão estratégica em um mercado em ebulição
O foco agora é ampliar a área cultivada, aproveitando o momento favorável do setor. Dados do mercado indicam que o consumo de cafés orgânicos cresce a taxas superiores a 15% ao ano, impulsionado pela busca por produtos sustentáveis e de alta qualidade. A fazenda, que já produziu sua primeira safra comercial, planeja dobrar a capacidade nos próximos dois anos, alinhando-se à tendência de valorização do café brasileiro no exterior.
