Tag: algoritmos

  • Instagram estuda barrar conteúdos de IA para quem não quer ver, diz Mosseri

    Instagram estuda barrar conteúdos de IA para quem não quer ver, diz Mosseri

    Na última sexta-feira, 10 de julho de 2026, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, admitiu que a plataforma deve evoluir para atender às preferências dos usuários em relação aos conteúdos gerados por inteligência artificial (IA). Em entrevista ao podcast de Lenny Rachitsky, ele afirmou que o algoritmo da rede social precisa ser aprimorado para identificar e evitar a recomendação de vídeos e imagens produzidos por IA àqueles que não demonstram interesse neles.

    Algoritmo deve aprender a rejeitar conteúdos indesejados de IA

    Mosseri esclareceu que a Meta, empresa controladora do Instagram, não pretende eliminar completamente os conteúdos de IA da plataforma, mas sim ajustar seus sistemas de recomendação para que eles sejam menos exibidos a usuários que não os consomem. A ideia é que o próprio algoritmo aprenda a reconhecer as preferências individuais e, assim, personalize o feed de forma mais assertiva.

    Meta explora soluções como certificação de conteúdos reais

    Além da customização algorítmica, a empresa já estuda outras iniciativas, como a criação de um espaço dedicado exclusivamente a conteúdos gerados por IA e a implementação de selos de autenticidade para facilitar a identificação de materiais produzidos por humanos. Essas medidas buscam atender à crescente demanda por transparência em um ecossistema digital cada vez mais dominado por ferramentas de IA.

    Crescimento da IA nas redes sociais exige respostas rápidas

    Nos últimos anos, os conteúdos gerados por inteligência artificial inundaram as redes sociais, mas ainda não há uma ferramenta simples para escondê-los. A fala de Mosseri reflete a pressão por soluções que conciliem inovação tecnológica e experiência do usuário, um equilíbrio que a Meta tenta alcançar sem prejudicar o engajamento na plataforma.

  • YouTube Shorts copia TikTok e Instagram Reels: o que mudou e por quê?

    YouTube Shorts copia TikTok e Instagram Reels: o que mudou e por quê?

    Google cede à pressão dos concorrentes e reforça semelhanças com TikTok e Reels

    Na disputa pelo tempo de tela dos usuários, o Google deu mais um passo para tornar o YouTube Shorts cada vez mais parecido com os seus principais rivais, o TikTok e o Instagram Reels. A empresa anunciou nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, uma série de atualizações na interface do serviço de vídeos curtos, que incluem a remoção do tradicional botão “Não gostei” e a introdução de recursos como modo Tela Limpa e reprodução em velocidade 2x.

    Da ‘dislikes’ ao ‘Não tenho interesse’: a evolução das métricas de engajamento

    Desde 2021, o YouTube já ocultava as ‘descurtidas’ em seus vídeos longos. Agora, o Shorts segue o mesmo caminho. Em vez do botão “Não gostei”, os usuários verão opções como “Não tenho interesse” e “Não recomendo este canal”, que servirão para ajustar os algoritmos de recomendação. A mudança, embora possa ser vista como uma resposta às críticas sobre a falta de transparência, também reflete uma tendência do mercado de priorizar métricas positivas em detrimento das negativas.

    Experiência imersiva: velocidade e controle para reter o usuário

    Além das alterações na avaliação de conteúdo, o YouTube Shorts passou a oferecer recursos que prometem uma experiência mais imersiva e menos invasiva. O modo Tela Limpa, por exemplo, remove distrações desnecessárias, enquanto a velocidade 2x e o silenciamento rápido permitem que os usuários consumam mais conteúdos em menos tempo. Essas mudanças alinham-se à estratégia de plataformas como TikTok, que já há anos apostam em algoritmos de recomendação agressivos e interfaces minimalistas.

    O que isso significa para os criadores e anunciantes?

    Para os criadores de conteúdo, a atualização pode significar tanto oportunidades quanto desafios. Por um lado, a simplificação das métricas pode tornar mais difícil identificar o que agrada ou desagrada o público. Por outro, a introdução de recursos como o modo Tela Limpa pode aumentar o tempo de visualização, beneficiando quem depende de engajamento. Já para os anunciantes, a mudança reforça a importância de conteúdos curtos e impactantes, alinhados às tendências de consumo rápido que dominam as redes sociais atualmente.