Tag: automobilismo Brasil

  • Renault Kwid 2027 chega à Índia com retoques visuais e mais equipamentos; estreia no Brasil ainda em 2026

    Renault Kwid 2027 chega à Índia com retoques visuais e mais equipamentos; estreia no Brasil ainda em 2026

    Na última quarta-feira, a Renault surpreendeu o mercado ao apresentar o novo Kwid 2027 na Índia, antecipando as mudanças que o hatch compacto deve trazer ao Brasil ainda em 2026. O modelo, que já havia sido flagrado em testes rodoviários por aqui, mantém a proposta de um carro acessível, mas com retoques visuais e simplificação na oferta de versões.

    Menos é mais: o que mudou no Kwid 2027?

    Contrariando expectativas de uma reformulação radical, a Renault optou por alterações pontuais no Kwid. O design externo ganhou ajustes nos faróis e lanternas, enquanto o interior recebeu melhorias discretas. O logotipo da marca, agora atualizado, foi incorporado à grade dianteira e à tampa do porta-malas, que também exibe a nova grafia do modelo com detalhes em prata. As rodas de aço de 14 polegadas ganharam calotas plásticas com desenho renovado, disponíveis em dois tons.

    E-Tech fica para depois: versão a combustão segue como foco imediato

    Apesar do lançamento do Kwid E-Tech em dezembro de 2025, a versão elétrica não foi replicada no modelo 2027 apresentado na Índia. A Renault confirmou que a novidade para o Kwid a combustão viria em breve, o que agora se concretiza com a estreia do modelo renovado. No Brasil, a expectativa é de que o carro chegue com preço inicial a partir de R$ 31 mil — cerca de 4,53 lakhs na Índia —, mantendo sua posição como um dos compactos mais competitivos do mercado.

    Prévias e expectativas para o lançamento no Brasil

    As últimas fotos de testes do Kwid no Brasil já haviam adiantado as mudanças, mas a confirmação oficial pela montadora reforça a estratégia de atualização gradual. Com a estreia prevista para ainda este ano, o modelo deve manter seu apelo popular, agora com uma identidade visual mais alinhada às tendências da marca. Enquanto isso, os consumidores aguardam por mais detalhes sobre a chegada do E-Tech e possíveis ajustes de preço para o mercado nacional.

  • Toyota encerra fábrica de Indaiatuba após 28 anos: fim de uma era do Corolla e da Fielder no Brasil

    Toyota encerra fábrica de Indaiatuba após 28 anos: fim de uma era do Corolla e da Fielder no Brasil

    A Toyota fecha capítulo histórico em Indaiatuba

    A Toyota do Brasil anunciou, nesta última quinta-feira (25 de junho de 2026), o encerramento definitivo de sua fábrica em Indaiatuba (SP), encerrando um ciclo de 28 anos de produção que transformou o mercado automotivo brasileiro. A unidade, inaugurada em 1998, foi a primeira a fabricar veículos de passeio da marca no país, consolidando o Corolla como um dos modelos mais populares do Brasil.

    Do importado ao carro nacional: a estratégia que deu certo

    Até meados dos anos 1990, a Toyota atuava no Brasil apenas com importações, como o próprio Corolla e o Camry, além de suas versões peruas. A decisão de produzir localmente foi tomada após estudos detalhados, que identificaram no Corolla — inicialmente em versão sedã — o carro ideal para o gosto brasileiro. A aposta se mostrou acertada: o modelo rapidamente conquistou os consumidores, tornando-se sinônimo de confiabilidade e durabilidade.

    Legado de cinco gerações e a despedida da Fielder

    A fábrica de Indaiatuba não apenas produziu o Corolla, mas também a Fielder, uma perua derivada do sedã que se tornou cult entre motoristas que buscavam praticidade. Ao longo de quase três décadas, a unidade foi responsável por mais de 1,5 milhão de unidades produzidas, segundo dados históricos da marca. No entanto, com a modernização das operações em Sorocaba, a Toyota optou por concentrar sua produção em um único polo, alinhado às novas demandas do mercado.

    O que muda para os consumidores e o setor automotivo?

    Com o fechamento da planta, a Toyota reforça sua estratégia de centralizar a produção em Sorocaba, onde já fabrica modelos como o Hilux e o SW4. A empresa não anunciou planos de descontinuar o Corolla ou a Fielder, mas é provável que os modelos passem a ser importados ou produzidos em outras fábricas da região. A decisão também levanta questionamentos sobre o futuro do mercado de veículos no Brasil, cada vez mais dominado por modelos elétricos e híbridos, cuja produção local ainda é incipiente.

    Um adeus ao pragmatismo japonês

    A trajetória da Toyota em Indaiatuba reflete o pragmatismo característico da marca: estudar, testar e agir apenas quando havia certeza do sucesso. O Corolla, que chegou ao Brasil como importado em 1992, tornou-se um fenômeno de vendas quando passou a ser fabricado localmente. Agora, com o encerramento da fábrica, a montadora encerra um capítulo que ajudou a escrever a história do setor automotivo brasileiro.

  • CAOA Chery reajusta preços dos Tiggo 7 e 8 PHEV 2027: alta de R$ 10 mil menos de duas semanas após lançamento

    CAOA Chery reajusta preços dos Tiggo 7 e 8 PHEV 2027: alta de R$ 10 mil menos de duas semanas após lançamento

    Em menos de dez dias após o lançamento dos renovados Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV 2027, a CAOA Chery anunciou um reajuste de preços que encareceu os SUVs híbridos em R$ 10 mil. Os valores, que haviam sido reduzidos em relação à linha 2026 no dia 1º de junho, agora sobem para R$ 199.990 (Tiggo 7) e R$ 239.990 (Tiggo 8), segundo informações oficiais da fabricante.

    A virada de mesa da CAOA: preços caíram e subiram em junho

    Quando foram apresentados em 1º de junho, os modelos 2027 foram lançados com preços mais atrativos do que os da linha 2026: o Tiggo 7 Pro PHEV saiu de R$ 219.990 para R$ 189.990, enquanto o Tiggo 8 Pro PHEV caiu de R$ 269.990 para R$ 229.990. Agora, a estratégia se inverte, e os valores voltam a subir, sem que haja mudanças nos equipamentos de série ou na motorização — apenas a adoção de um novo propulsor.

    Motor 1.5 Turbo GDI chega para turbinar a eficiência

    Além das alterações nos preços, a linha 2027 trouxe inovações técnicas. O antigo motor 1.5 turbo multiponto deu lugar a um novo 1.5 Turbo GDI com injeção direta, desenvolvido para operar com maior eficiência térmica e melhor aproveitamento energético. A potência do novo motor, que atua sozinho ou em conjunto com motores elétricos nos modelos híbridos, é de 135 cv, segundo a fabricante.

    O que esperar do mercado de SUVs híbridos em 2026?

    A movimentação da CAOA Chery reflete uma estratégia comum no setor automotivo brasileiro: ajustes rápidos de preços para acompanhar a demanda e a concorrência. Com a chegada de novos players e a pressão por modelos mais tecnológicos, fabricantes como a Chery precisam equilibrar inovação, preços e margens em um mercado cada vez mais competitivo. A pergunta que fica é: essa alta de preços será temporária ou sinaliza uma tendência para o segmento?