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  • Chevrolet Onix lança versão 100% a etanol para 2027 com preços a partir de R$ 103 mil

    Chevrolet Onix lança versão 100% a etanol para 2027 com preços a partir de R$ 103 mil

    Nova estratégia da GM com foco no combustível verde

    A General Motors anunciou na segunda-feira (25/05/2026) a chegada do Chevrolet Onix Eco, uma versão 100% movida a etanol que chega ao mercado como parte da linha 2027. A novidade, já incluída na tabela de preços enviada aos concessionários, representa uma aposta da fabricante em aliar competitividade de preço com benefícios fiscais, aproveitando o programa IPI Verde.

    Preços competitivos e motores otimizados

    A versão hatch do Onix Eco estreia com preço a partir de R$ 103.190, posicionando-se acima da configuração de entrada com motor 1.0 aspirado. Já o sedã Onix Plus Eco será oferecido por R$ 106.990. Ambos equipam o mesmo propulsor 1.0 turbo de 115 cv da linha atual, porém adaptado para operar exclusivamente com etanol, o que garante uma proposta atraente para consumidores em busca de economia sem abrir mão de desempenho.

    Equilíbrio entre custo e tecnologia

    Apesar do preço competitivo, a GM manteve itens essenciais como 6 airbags, câmbio automático e multimídia com tela de 8 polegadas. A decisão de restringir o Onix Eco ao etanol reflete uma tendência crescente no mercado brasileiro, onde o combustível renovável ganha espaço em meio a discussões sobre sustentabilidade e redução de custos operacionais para os proprietários.

  • Stellantis aposta em híbridos plenos como Honda e Toyota: o que muda para o consumidor brasileiro

    Stellantis aposta em híbridos plenos como Honda e Toyota: o que muda para o consumidor brasileiro

    A Stellantis deu um passo decisivo rumo à eletrificação com a confirmação de que, até 2030, passará a produzir híbridos plenos (HEV) em escala global. A decisão, anunciada durante o Investor Day 2026, marca um ajuste estratégico da montadora, que até então priorizava híbridos leves (MHEV), plug-in (PHEV) e modelos com extensor de autonomia — como os da linha Leapmotor.

    Por que os híbridos plenos são a aposta da Stellantis?

    O plano da Stellantis prevê o lançamento de 24 novos modelos HEV até 2030, com foco em mercados onde a transição para veículos 100% elétricos esbarra em limitações de infraestrutura — como a Europa e a América do Sul, incluindo o Brasil. Até então, a única opção full hybrid da montadora era o Jeep Cherokee de nova geração, equipado com o motor 1.6 THP (desenvolvido originalmente pela Peugeot e Citroën).

    Os híbridos plenos (HEV) se destacam por combinar um motor a combustão com um propulsor elétrico capaz de tracionar as rodas de forma independente ou em conjunto com o motor térmico. Ao contrário dos híbridos leves, que apenas auxiliam o motor principal, ou dos plug-in, que dependem de recarga externa, os HEV oferecem recarga automática por meio da frenagem regenerativa e da energia gerada pelo motor a combustão. Essa tecnologia, já consolidada pela Honda e Toyota no Brasil, é vista pela Stellantis como uma solução para reduzir emissões sem exigir mudanças radicais na infraestrutura atual.

    Tecnologia e plataforma: o que vem por aí?

    A base para essa nova geração de veículos será a plataforma modular STLA One, uma arquitetura multienergia projetada para abrigar desde motores térmicos até sistemas híbridos e elétricos. A partir de 2027, a plataforma começará a ser implementada, com os primeiros modelos HEV chegando ao mercado em seguida.

    Na prática, a STLA One permitirá que a Stellantis adapte motores já existentes — como o 1.3 turbo usado no Brasil — para sistemas híbridos plenos. A ideia é acelerar o desenvolvimento de veículos que atendam às normas globais de emissões sem depender de uma transição imediata para a eletrificação total, especialmente em regiões onde o acesso a carregadores ainda é limitado.

    Vantagens para o consumidor brasileiro

    Para o mercado brasileiro, a chegada dos HEV representa uma evolução significativa em relação aos híbridos leves atualmente disponíveis. Enquanto os modelos MHEV oferecem economia modesta de combustível (cerca de 10% a 15%), os híbridos plenos podem reduzir o consumo em até 30% ou mais, dependendo do uso. Além disso, a ausência de necessidade de recarga externa torna a tecnologia mais acessível para o consumidor médio.

    Outro ponto relevante é a eficiência em trânsito intenso. Em engarrafamentos, por exemplo, o motor elétrico pode operar sozinho em baixas velocidades, enquanto o motor a combustão permanece desligado, reduzindo emissões e consumo. Em estradas, o sistema gerencia automaticamente a melhor combinação entre os dois propulsores para otimizar desempenho e economia.

    O desafio da Stellantis: competir com Honda e Toyota

    A Stellantis entra em um mercado já dominado por marcas como Honda e Toyota, que há anos oferecem HEV no Brasil — como o HR-V e o Corolla Cross. A vantagem da montadora europeia-americana está em sua capacidade de produção global e na diversificação de modelos, mas o sucesso dependerá da aceitação do consumidor e da estratégia de preços.

    Com a plataforma STLA One, a Stellantis promete flexibilidade para adaptar seus motores atuais aos novos sistemas híbridos, o que pode resultar em modelos mais competitivos em termos de custo. Além disso, a montadora já sinalizou que os HEV brasileiros serão flex, ou seja, capazes de operar com gasolina e etanol, alinhando-se à realidade do mercado nacional.