Tag: Benedetto Vigna

  • Ferrari Luce elétrica explode em vendas na China: 88 unidades esgotadas em 48 horas

    Ferrari Luce elétrica explode em vendas na China: 88 unidades esgotadas em 48 horas

    A controversa Ferrari Luce, principal lançamento elétrico da marca italiana para 2026, está reescrevendo as apostas da Ferrari no segmento de EVs. Mesmo após críticas ao design radicalmente distinto das icônicas superesportivas da marca, o modelo conquistou a China em velocidade recorde. Segundo informações do Beijing Business Times, as 88 unidades alocadas para o mercado asiático — inicialmente consideradas modestas — foram esgotadas em menos de 48 horas após o início dos pedidos.

    A Luce prova que a rejeição inicial não define o sucesso

    A Luce não escapou da polêmica desde sua estreia. Com quatro motores elétricos somando 1.050 cv, o modelo abandona o DNA visceral das Ferrari clássicas, como a F40 e a 458 Italia, em favor de uma proposta futurista e agressiva. Críticas nas redes sociais classificavam o design como “demasiado radical” ou até “herético” para a marca. Contudo, os números mostram que o público chinês — principal mercado de luxo automotivo do mundo — não se deixou influenciar pelo conservadorismo dos puristas.

    Demanda supera expectativas: Ferrari já aceita novos pedidos

    O sucesso foi tão expressivo que a Ferrari Beijing, braço local da marca, já está aceitando novos pedidos para a Luce, indicando que o limite inicial de 88 unidades pode ser expandido. O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, revelou na última semana que a fabricante recebeu “forte interesse” pelo modelo, com depósitos confirmados mesmo antes da estreia oficial no país. “As reações superaram nossas projeções”, declarou Vigna em coletiva de imprensa.

    O que vem pela frente: será a Luce um divisor de águas?

    Com preço estimado em cerca de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,8 milhões, na cotação atual), a Luce chega em um momento crucial para a Ferrari. A marca, que tradicionalmente foca em motores a combustão, aposta alto no elétrico para cumprir metas ambientais e atrair novos consumidores. Se o sucesso na China se confirmar em outros mercados — como Europa e EUA —, a Luce pode se tornar o primeiro EV da Ferrari a justificar a transição tecnológica sem perder a essência da marca. Por enquanto, o “efeito surpresa” é real: o que parecia um risco virou oportunidade.

  • Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Legado ou evolução: a Ferrari resiste ao apagão dos motores a combustão

    Na última semana, a apresentação da Ferrari Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, acendeu um debate acalorado entre puristas e entusiastas da eletrificação. A polêmica ganhou ainda mais combustível quando o ex-presidente da montadora, Luca di Montezemolo, afirmou que o modelo poderia “destruir uma lenda”. A reação não demorou: Benedetto Vigna, atual CEO, saiu em defesa da estratégia, mas deixou claro que a Ferrari não eliminará os motores a gasolina — ao contrário do que alguns temiam.

    “O cliente escolhe”: a estratégia tripla da Ferrari para o futuro

    Em entrevista ao portal australiano Drive, Vigna desmistificou a ideia de uma transição forçada para a eletrificação. Segundo ele, a marca já trabalha com três frentes: motores a combustão (IC), híbridos e elétricos, sem hierarquia entre elas. “Temos o motor a combustão, temos híbrido e temos elétrico. Ponto final. Depois, o cliente escolhe o que quiser”, declarou. A afirmação desmonta a tese de que a Ferrari estaria abandonando seu DNA tradicional para abraçar o elétrico a qualquer custo.

    A postura reflete uma estratégia cautelosa, mas não reativa. Vigna admitiu que a demanda por carros elétricos já é uma realidade incontornável: “Se os clientes estão pedindo isso, já é tarde demais”. Ou seja, a Ferrari atendeu à pressão do mercado ao lançar a Luce, mas sem abrir mão de seus ícones como o Daytona SP3 ou o SF90 Stradale — este último, um híbrido que já vende como água.

    O que a Luce representa: um marco ou um risco calculado?

    A Luce, nome que homenageia a luz (em italiano), não é apenas um carro elétrico: é um manifesto. Com design futurista e tecnologia de ponta, o modelo é a resposta da Ferrari aos consumidores que exigem performance sem emissões — mas sem abrir mão do prazer de dirigir que a marca cultiva. No entanto, o debate interno persiste: enquanto Montezemolo enxerga a eletrificação como uma ameaça à identidade da Scuderia, Vigna vê nela uma oportunidade de atrair novos públicos.

    Para os fãs do combustão, a garantia de Vigna soa como um alívio. Afinal, como ele mesmo pontuou, a Ferrari sempre foi sinônimo de liberdade — e, no imaginário coletivo, liberdade ainda rima com motores rugindo. A pergunta que fica é: até quando a gasolina resistirá no portfólio da marca? A história sugere que, pelo menos por enquanto, a resposta é simples: até o cliente decidir o contrário.