Tag: Biosseguridade

  • Aviagen, JBS-Seara e Vaxxinova unem forças para elevar biosseguridade no Sul do Brasil

    Aviagen, JBS-Seara e Vaxxinova unem forças para elevar biosseguridade no Sul do Brasil

    Um dos setores mais dinâmicos da agroindústria brasileira, a avicultura, ganhou reforço na última semana com um programa focado em biosseguridade e manejo de reprodutoras. Realizado entre 6 e 9 de julho de 2026 em São José (SC), o evento reuniu cerca de 100 profissionais para debater práticas que aliam genética, saúde animal e eficiência produtiva.

    Integração de saberes para fortalecer a produção

    A iniciativa, promovida pela Aviagen®, JBS-Seara e Vaxxinova, trouxe especialistas de toda a cadeia avícola para compartilhar experiências e soluções inovadoras. O objetivo central foi demonstrar como a combinação de dados de campo, monitoramento clínico e estratégias de manejo pode elevar os padrões de sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade dos lotes.

    Biosseguridade como pilar da indústria

    Durante quatro dias, os participantes discutiram casos práticos e abordagens para enfrentar desafios recorrentes na produção avícola. A integração entre genética, biosseguridade e manejo foi destacada como chave para otimizar o desempenho das aves e atender aos rigorosos padrões da indústria. “Quando trabalhamos em sinergia com os produtores, criamos condições para que as aves expressem todo o seu potencial genético”, afirmou um representante da Aviagen®.

    O futuro da avicultura brasileira

    O evento reflete a busca contínua por inovação no setor, especialmente em um contexto de crescente demanda por alimentos seguros e sustentáveis. Ao unir players como JBS-Seara e Vaxxinova, a iniciativa reforça a importância da colaboração para garantir a competitividade e a resiliência da avicultura nacional.

  • Rotavírus C avança em granjas e ameaça suinocultura brasileira: prejuízos superam US$ 100 milhões anuais

    Rotavírus C avança em granjas e ameaça suinocultura brasileira: prejuízos superam US$ 100 milhões anuais

    No dia 25 de junho de 2026, o Brasil registra um alerta vermelho na suinocultura: a disseminação do rotavírus C em granjas de todas as regiões produtoras. Dados preliminares da Associação Brasileira de Suinocultura (ABS) indicam um aumento de 40% nos surtos em comparação ao mesmo período de 2025, com focos confirmados em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais — estados que concentram 70% da produção nacional.

    Danos econômicos e riscos para a cadeia produtiva

    O vírus, que atinge principalmente leitões com menos de duas semanas de vida, provoca diarreia aguda, desidratação e mortalidade que pode chegar a 30% em lotes não vacinados. Segundo o Ministério da Agricultura, os prejuízos já superam R$ 600 milhões anuais — valor que impacta diretamente no preço final do quilo da carne suína, pressionando o orçamento das famílias brasileiras. “É um cenário semelhante ao da peste suína africana em 2018, mas com um agravante: o rotavírus C não tem cura, apenas controle”, alerta o médico-veterinário João Silva, consultor da Embrapa Suínos e Aves.

    Falta de biosseguridade e clima favorecem a propagação

    Especialistas apontam dois fatores críticos para a escalada da doença: a flexibilização das medidas de biosseguridade após a pandemia e as mudanças climáticas. “O calor intenso e a umidade excessiva no Semiárido e no Centro-Oeste criam um ambiente propício para a sobrevivência do vírus nas instalações”, explica a pesquisadora Ana Luísa Oliveira, da UFMG. Além disso, a circulação de animais entre granjas sem quarentena adequada tem disseminado o patógeno para regiões antes livres da doença.

    Setor pede ação urgente do governo

    Em nota enviada ao Governo Federal nesta semana, a ABS cobrou a implementação de um Plano Nacional de Contingência para o rotavírus C, com recursos para vacinação em massa e fiscalização rigorosa em abatedouros. “Sem uma resposta coordenada, o Brasil pode enfrentar uma crise de abastecimento ainda em 2027”, prevê o presidente da associação, Ricardo Costa. Enquanto isso, produtores rurais buscam alternativas emergenciais, como o uso de probióticos e suplementos hidroeletrolíticos para reduzir a mortalidade dos leitões.

  • Após desabamento de aviário e fraudes, produtor de Bragança Paulista reconstrói negócio com biosseguridade e sucessão familiar

    Após desabamento de aviário e fraudes, produtor de Bragança Paulista reconstrói negócio com biosseguridade e sucessão familiar

    Do fracasso na fruticultura ao desafio na avicultura: uma trajetória de resiliência

    Odair Tofanin, natural de Jarinu (SP), carregava na memória as tardes passadas entre os parreirais de uva da infância, onde ele e os irmãos ajudavam os pais nos tempos de colheita. Em 1996, assumiu sozinho o Sítio Santa Luzia, uma propriedade que, à época, mal dava para sustentar a família. A virada veio com a transição para a avicultura de corte em 2005, quando o produtor percebeu o potencial da atividade em uma região com infraestrutura favorável e demanda crescente por proteína animal.

    O desastre que quase paralisou a história familiar

    Na tarde de 22 de maio de 2026 — há menos de vinte dias —, um desabamento parcial do aviário principal do Sítio Santa Luzia não apenas ceifou a vida de 42 mil aves como também expôs uma fraude cometida pela construtora responsável pela obra. O acidente, que poderia ter vitimado funcionários e animais, deixou um prejuízo estimado em R$ 1,8 milhão, incluindo perdas com a produção interrompida e danos à infraestrutura. “Foi um golpe duro, mas não o suficiente para nos derrubar”, relata Diego Tofanin, filho de Odair e atual gerente da propriedade.

    Biosseguridade e sucessão familiar: os pilares do recomeço

    Enquanto a construtora tentava se eximir da responsabilidade, Odair e Diego investiram em um plano de recuperação baseado em dois pilares: biosseguridade rigorosa e planejamento sucessório. A biosseguridade, hoje, é tratada como prioridade absoluta no Sítio Santa Luzia, com protocolos de higienização revisados e instalações adaptadas para evitar novos incidentes. Paralelamente, a sucessão familiar ganhou contornos estratégicos: Diego, que já atuava na gestão, assumiu formalmente a liderança do negócio, enquanto Odair focou na capacitação da equipe e na busca por parcerias com universidades para inovação em genética aviária.

    Lições para o agronegócio: crise como oportunidade

    O caso do Sítio Santa Luzia ressoa como um alerta para o setor avícola brasileiro, especialmente em um cenário de volatilidade de preços e pressões ambientais. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a crise enfrentada pela família Tofanin evidencia a importância de planos de contingência robustos e de uma governança familiar clara. “A avicultura moderna exige mais do que técnica; exige resiliência e visão de longo prazo”, afirma a engenheira agrônoma Marina Silva, consultora em gestão rural. Para Odair, a lição é simples: “A gente não planta só grãos ou cria só galinhas. A gente planta confiança e colhe futuro”.

  • Surto de Peste Suína Africana na Polônia: 21 mil suínos abatidos e alerta global para segurança alimentar

    Surto de Peste Suína Africana na Polônia: 21 mil suínos abatidos e alerta global para segurança alimentar

    A confirmação do surto de Peste Suína Africana (PSA) em uma granja comercial com 21,3 mil suínos na Polônia, registrada na vila de Jarosławsko (Pomerânia Ocidental), reacendeu o alerta sanitário na Europa na última quarta-feira (27/05/2026). O foco, situado a apenas 70 km da fronteira alemã, expõe a fragilidade das barreiras sanitárias em uma região já afetada pela circulação do vírus entre javalis, animal considerado um dos principais vetores da doença.

    Pressão sobre a suinocultura europeia e riscos globais

    Este é o segundo grande surto em uma granja comercial na Europa em 2026, após anos de tentativas de contenção da doença no Leste Europeu. A PSA, que não afeta humanos mas dizima plantéis suínos, já havia causado prejuízos bilionários na China e em países africanos, e agora ameaça reconfigurar o mercado global de proteínas. Especialistas alertam que o caso polonês pode acelerar a adoção de medidas mais rígidas de biosseguridade, como restrições ao transporte de animais e intensificação da vigilância em fronteiras com javalis infectados.

    Consequências econômicas e geopolíticas

    A União Europeia exige o abate total de plantéis infectados, o que, no caso polonês, já levou ao sacrifício de 21,3 mil animais. Além dos custos diretos — estimados em milhões de euros por granja —, o surto pode impor barreiras comerciais a exportadores europeus, já pressionados pela concorrência de produtores de outras regiões. Países como Espanha e Alemanha, principais exportadores de carne suína da UE, monitoram o caso com atenção redobrada, temendo um efeito dominó.

    O desafio dos javalis: um inimigo silencioso

    A Pomerânia Ocidental, onde o surto ocorreu, é uma área crítica devido à alta densidade de javalis e à presença de florestas transfronteiriças. O vírus pode ser transmitido por contato direto ou indireto com animais infectados, o que torna o controle quase impossível sem medidas drásticas. Autoridades polonesas já iniciaram uma operação de erradicação de javalis na região, mas a eficácia desse tipo de ação depende de recursos e coordenação entre governos — um ponto frágil na UE, onde políticas sanitárias ainda são fragmentadas.