Tag: BNDES

  • Move Brasil amplia financiamento: taxistas e motoristas de apps agora podem comprar carros seminovos sustentáveis

    Move Brasil amplia financiamento: taxistas e motoristas de apps agora podem comprar carros seminovos sustentáveis

    Seminovos sustentáveis entram no Move Brasil

    Em uma mudança significativa anunciada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, o governo federal expandiu o programa Move Brasil para permitir que taxistas e motoristas de aplicativo financiem veículos seminovos elétricos ou híbridos flex produzidos a partir de 2024. Até então, o programa — lançado em maio de 2026 — só contemplava a aquisição de automóveis zero quilômetro.

    Regras e limites mantidos, mas com mais opções

    As condições do financiamento permanecem inalteradas: o limite de crédito é de até R$ 150 mil, com taxas de juros anuais a partir de 11,5% (para mulheres) e 12,6% (para homens), e prazo de pagamento de até 72 meses. A solicitação deve ser feita exclusivamente por meio da plataforma Gov.br, com contratação do crédito até o dia 15 de setembro de 2026. A operação é mediada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já atua como agente financeiro do programa.

    Impacto na mobilidade urbana e transição energética

    A inclusão de veículos seminovos no Move Brasil representa um avanço na estratégia do governo para acelerar a renovação da frota de transporte individual, especialmente em grandes cidades. Ao permitir o financiamento de modelos produzidos a partir de 2024, o programa incentiva a adoção de tecnologias mais limpas sem onerar excessivamente os trabalhadores do setor. Especialistas avaliam que a medida pode reduzir em até 30% o custo de entrada para motoristas que buscam aderir à mobilidade sustentável, um passo importante rumo às metas de descarbonização do transporte brasileiro.

    Como solicitar o financiamento

    O processo é semelhante ao praticado para a compra de carros novos dentro do Move Brasil. Os interessados devem:

    • Verificar a elegibilidade na plataforma Gov.br;
    • Selecionar um veículo seminovo elétrico ou híbrido flex produzido a partir de 2024;
    • Procurar uma instituição financeira credenciada pelo BNDES para formalizar o crédito;
    • Aguardar a análise e aprovação do financiamento, com liberação dos recursos em até 30 dias.

    Para mais informações, os candidatos podem acessar o site oficial do Move Brasil ou entrar em contato com o BNDES via canal de atendimento digital.

  • BNDES financia R$ 72,5 milhões para mega complexo de genética suína em Santa Catarina

    BNDES financia R$ 72,5 milhões para mega complexo de genética suína em Santa Catarina

    A decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de liberar R$ 72,5 milhões para o projeto da Master Agroindustrial representa um marco para a suinocultura brasileira. O investimento, feito por meio do programa BNDES Mais Inovação, totaliza R$ 91,2 milhões e será aplicado em uma unidade em Canoinhas, no Planalto Norte catarinense.

    Inovação e rastreabilidade no centro do projeto

    A unidade se destacará por incorporar tecnologias avançadas de controle sanitário, rastreamento animal e segurança nos processos produtivos. Com 5 mil matrizes selecionadas geneticamente, a estrutura terá capacidade para produzir cerca de 150 mil suínos por ano, atuando como um centro estratégico de conservação e multiplicação de linhagens.

    Impacto econômico e social em Canoinhas

    Além de impulsionar a cadeia produtiva local, o empreendimento promete gerar empregos diretos e indiretos, alinhando-se ao Planalto Norte como polo de inovação agroindustrial. A Master Agroindustrial, responsável pelo projeto, reforça o compromisso com a sustentabilidade e a competitividade do setor no Brasil.

  • BNDES libera R$ 72 bilhões para Plano Safra 2026/27 com juros reduzidos e foco em agricultura familiar

    BNDES libera R$ 72 bilhões para Plano Safra 2026/27 com juros reduzidos e foco em agricultura familiar

    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, na última quinta-feira (9 de julho de 2026), a disponibilização de R$ 72 bilhões em crédito para o Plano Safra 2026/27, um volume 2,8% superior ao do ciclo anterior. Os recursos serão operacionalizados a partir de 16 de julho de 2026 até 30 de junho de 2027, com foco no fortalecimento do setor agropecuário nacional.

    Distribuição dos recursos: agricultura familiar e empresarial

    Do total anunciado, R$ 40,5 bilhões serão geridos pelos PAGFs (Programas Agropecuários do Governo Federal), que oferecem condições específicas de prazo, taxas de juros e orçamento. Desses, R$ 18,9 bilhões foram reservados para a agricultura familiar, com taxas de juros variando entre 0,5% e 7,5% ao ano — significativamente mais acessíveis que as praticadas no mercado tradicional. Já os R$ 21,5 bilhões restantes serão destinados à agricultura empresarial (médios e grandes produtores), com juros entre 8% e 12,5% ao ano.

    Redução nas taxas de juros: estratégia para estimular a produção

    Segundo o BNDES, houve uma queda nas taxas de juros na maioria dos programas em comparação ao ciclo anterior (2025/26), uma medida alinhada à política do governo federal para reduzir o custo do crédito e incentivar a produtividade do campo. Para a agricultura familiar, os recursos serão operacionalizados por meio das linhas do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que já é um dos principais instrumentos de apoio a esse segmento.

    Impacto esperado e desafios

    A liberação desses recursos chega em um momento crítico para o agronegócio brasileiro, diante de pressões inflacionárias globais e da necessidade de aumentar a competitividade do setor. Especialistas avaliam que a redução dos juros pode impulsionar investimentos em tecnologias e modernização das propriedades rurais, embora alguns analistas apontem que o volume disponível ainda pode ser insuficiente para atender toda a demanda, especialmente em regiões com menor acesso ao crédito. Além disso, a efetividade da medida dependerá da agilidade na liberação dos recursos e da transparência nos critérios de concessão.

  • Move Brasil: crédito para taxistas e motoristas de aplicativo trava no BNDES; menos de 5% dos pedidos são aprovados

    Move Brasil: crédito para taxistas e motoristas de aplicativo trava no BNDES; menos de 5% dos pedidos são aprovados

    O programa Move Brasil, lançado em 19 de junho com o objetivo de facilitar o financiamento de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo, já mostra sinais de colapso antes mesmo de completar duas semanas. Apesar da expectativa gerada nas concessionárias — que registraram filas e agendamentos lotados no fim de semana seguinte ao anúncio — a realidade enfrentada pelos profissionais é de baixa aprovação de crédito e falta de transparência por parte do BNDES.

    Crédito emperrado: apenas uma minoria consegue pré-aprovação

    Segundo relatos de motoristas e vendedores ouvidos pela *Quatro Rodas*, menos de 5% dos interessados conseguem sequer a pré-aprovação pelo sistema do programa. O problema central está na ausência de uma linha de crédito específica dentro do BNDES para o Move Brasil, o que deixa as instituições financeiras parceiras sem orientações claras para liberar os recursos.

    BNDES silencia enquanto concessionárias tentam contornar o problema

    Em comunicado oficial em seu site, o BNDES afirma que o programa está vigente, mas não oferece respostas sobre os atrasos. Concessionárias, por sua vez, relatam que não recebem devolutivas sobre os motivos da reprovação ou sequer confirmação de que os pedidos foram encaminhados ao banco. “É como jogar no escuro”, declarou um vendedor de uma revendedora em Goiânia, que preferiu não se identificar.

    Quem fica de fora? Motoristas com histórico de inadimplência ou score baixo

    O programa, que prometia juros atrativos e prazos estendidos, tem como principal gargalo a análise de crédito tradicional. Motoristas com dívidas em aberto, score baixo ou renda comprovada insuficiente são automaticamente rejeitados — mesmo que sejam profissionais essenciais para a mobilidade urbana. A falta de um sistema adaptado ao perfil desses trabalhadores agrava o cenário.

    O que o Move Brasil oferece (e o que está faltando)

    O programa disponibiliza taxas de juros a partir de 0,89% ao mês (para taxistas) e 0,99% ao mês (para motoristas de aplicativo), com prazos de até 60 meses. Participam instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander, além de montadoras como Chevrolet, Fiat, Renault e Volkswagen. No entanto, a ineficiência operacional do BNDES — que não repassa recursos nem mesmo quando os bancos parceiros já aprovaram os clientes — transforma a promessa em frustração.

    Para quem conseguiu acesso ao crédito, os valores variam conforme o veículo escolhido, indo de R$ 50 mil a R$ 120 mil. Mas, diante dos números atuais, o programa corre o risco de se tornar mais um projeto com potencial não realizado, como tantos outros voltados ao setor de transportes no Brasil.

  • BNDES injeta R$ 500 milhões na FS e lança maior fábrica de etanol de milho do Brasil em Mato Grosso

    BNDES injeta R$ 500 milhões na FS e lança maior fábrica de etanol de milho do Brasil em Mato Grosso

    Um salto estratégico para o etanol de milho no Brasil

    Na última segunda-feira (16 de junho de 2026), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu o sinal verde para um investimento de R$ 500 milhões na construção da maior unidade industrial de etanol de milho do país. A nova planta da FS, uma das líderes do setor, será instalada em Campo Novo do Parecis (MT), região que já desponta como um dos principais polos agrícolas do Brasil. Com um aporte total de R$ 2,07 bilhões, o projeto não apenas reforça a capacidade produtiva da empresa, mas também acelera a transformação de Mato Grosso no coração da nova era da bioenergia nacional.

    Capacidade recorde e impacto econômico

    A unidade, que deve entrar em operação até 2028, será capaz de processar 1,2 milhão de toneladas de milho anualmente, gerando uma produção estimada de 540 milhões de litros de etanol por ano. Além de impulsionar a matriz energética renovável do país, o empreendimento promete criar milhares de empregos diretos e indiretos na região, movimentando a economia local e atraindo novos investimentos para o Centro-Oeste. O projeto ainda alinha-se à crescente demanda global por combustíveis sustentáveis, consolidando o Brasil como fornecedor estratégico de biocombustíveis.

    Mato Grosso no centro da revolução do etanol

    Campo Novo do Parecis foi escolhida pela FS por sua localização privilegiada, próxima a grandes áreas de produção de milho e com infraestrutura logística robusta, incluindo acesso a rodovias e hidrovias. A instalação da nova unidade não só amplia a produção nacional de etanol de milho — hoje concentrada em estados como Goiás e Mato Grosso — como também posiciona o estado como um dos principais hubs de bioenergia do país. Especialistas destacam que, com essa planta, Mato Grosso poderá responder por até 30% da oferta nacional de etanol de milho já em 2029.

    O que esperar do setor nos próximos anos

    O investimento da FS reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: a diversificação energética. Enquanto o etanol de cana-de-açúcar já é consolidado, o etanol de milho ganha tração pela sua eficiência em regiões de segunda safra (como o Cerrado) e pela menor sazonalidade na produção. Com a ampliação da capacidade anunciada, espera-se que o Brasil reduza sua dependência de importações de gasolina e consolide sua liderança em biocombustíveis, além de criar um efeito dominó em inovação tecnológica e pesquisa agrícola no campo.

  • Programa Brasil Soberano facilita crédito: redução de 5% para 1% amplia acesso a empresas afetadas por conflitos e tarifas

    Programa Brasil Soberano facilita crédito: redução de 5% para 1% amplia acesso a empresas afetadas por conflitos e tarifas

    Crédito mais acessível para empresas em crise

    O governo federal colocou em vigor, ontem (8), as novas regras do Plano Brasil Soberano, reduzindo de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido para empresas acessarem linhas de crédito. A mudança, anunciada na última semana, entrou em vigor excepcionalmente no início de junho para agilizar o apoio a setores pressionados por tarifas estrangeiras ou conflitos globais.

    Quem será beneficiado — e como

    Os grupos 1 e 3 do programa foram priorizados na reforma. No grupo 1, entram exportadores de bens industriais e fornecedores prejudicados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Já o grupo 3 abrange empresas afetadas pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio, desde que comprovem perdas financeiras mínimas de 1% em seu faturamento anual.

    Riscos da flexibilização: controle para evitar abusos

    Apesar da ampliação do acesso, o governo manteve critérios para evitar que a medida se torne um mero subsídio sem controle. As empresas interessadas devem apresentar laudos técnicos que comprovem o impacto real, além de passarem por análise de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela gestão dos recursos.

    Contexto: por que agora?

    A reformulação do Plano Brasil Soberano reflete um cenário de incertezas externas. Nos últimos 12 meses, as exportações brasileiras sofreram com barreiras comerciais impostas por parceiros estratégicos e a volatilidade nos mercados de commodities, agravada pela guerra na Ucrânia e tensões no Mar Vermelho. Segundo dados do Ministério da Economia, o volume de exportações de produtos industrializados caiu 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações de insumos para a indústria cresceram 2,7%.

    Próximos passos: fiscalização e ajustes

    O Ministério da Fazenda anunciou que monitorará trimestralmente os resultados da medida, com possibilidade de revisão dos critérios em dezembro de 2026. Caso os recursos sejam esgotados antes do esperado ou haja indícios de fraude, o governo poderá restringir novamente os requisitos ou aumentar a fiscalização sobre as empresas beneficiadas.

  • Geely EX2 cai abaixo dos R$ 100 mil para taxistas com programa do governo

    Geely EX2 cai abaixo dos R$ 100 mil para taxistas com programa do governo

    Elétrico mais barato do segmento atende à nova linha de crédito do governo

    Desde ontem, a Geely oferece condições especiais para profissionais do transporte individual interessados no EX2, seu SUV elétrico mais acessível no Brasil. A montadora anunciou um desconto de 5% sobre o preço de tabela do modelo, aliado aos benefícios do Programa Move Brasil — iniciativa federal que financia renovação de frotas com taxas subsidiadas pelo BNDES.

    Preços caem pela metade do valor de mercado para taxistas

    Com os descontos aplicados, o Geely EX2 PRO passa a custar R$ 99.001 para taxistas, enquanto motoristas de aplicativo pagam R$ 117.610. A versão mais equipada, MAX, também teve redução significativa, mas manteve-se acima dos R$ 100 mil. A estratégia da marca reflete uma tendência de antecipar campanhas para capturar consumidores que buscam aderir a frotas elétricas com incentivos governamentais.

    Setor de transporte individual ainda engatinha na eletrificação

    Apesar do avanço, o EX2 permanece como uma exceção no mercado de transporte por aplicativo, onde veículos elétricos ainda são raros. A Geely segue o movimento de outras montadoras, que já haviam lançado ofertas similares após o anúncio do Move Brasil, mas com foco em modelos híbridos ou convencionais. A decisão sinaliza um possível redirecionamento do setor rumo à eletrificação, impulsionado pelos benefícios fiscais e pela pressão por redução de emissões.

  • Move Brasil: governo lança crédito revolucionário para motoristas de app com juros abaixo do mercado

    Move Brasil: governo lança crédito revolucionário para motoristas de app com juros abaixo do mercado

    O governo federal colocou em prática, nesta semana, uma das medidas mais aguardadas pelos motoristas de aplicativos e taxistas do país: o financiamento especial do programa Move Brasil, com taxas de juros significativamente reduzidas e condições facilitadas para a compra de veículos de até R$ 150 mil.

    A revolução nos financiamentos: juros 40% abaixo do mercado

    A Medida Provisória assinada pelo presidente Lula e operacionalizada pelo BNDES oferece linhas de crédito com taxas que começam em 0,91% ao mês (11,5% ao ano) para mulheres motoristas e 0,99% ao mês (12,6% ao ano) para homens — valores que ficam até 40% abaixo das médias praticadas pelos bancos tradicionais. O aporte total de R$ 30 bilhões será repassado ao BNDES, que coordenará a operação por meio de instituições financeiras credenciadas.

    Requisitos acessíveis: como garantir o benefício em 5 dias

    Para aderir ao programa, os candidatos devem cumprir critérios como:
    – Possuir registro ativo em plataformas de aplicativo por pelo menos 12 meses;
    – Comprovar ao menos 100 corridas completadas no mesmo período;
    – Para taxistas e cooperados: licenças e regularidade fiscal em dia.

    O processo, inteiramente digital, promete agilidade: após o cadastro na plataforma gov.br/movebrasil, a validação dos dados é feita automaticamente pela Receita Federal ou pelas próprias empresas de aplicativo, com resposta em até cinco dias úteis.

    Um mercado em transformação: o que muda para os profissionais

    A iniciativa chega em um momento crítico, quando a concorrência por consumidores entre aplicativos como Uber, 99 e Cabify pressiona motoristas a renovar suas frotas. “Essa linha de crédito pode ser um divisor de águas para quem depende do aplicativo como principal fonte de renda”, avalia um analista do setor de mobilidade.

    Além do financiamento de veículos, o programa também prevê capitalização de giro, oferecendo fôlego financeiro para despesas operacionais. A expectativa é que, até o final do ano, mais de 500 mil motoristas sejam beneficiados, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.

    Modelos elegíveis e próximos passos

    Os interessados poderão escolher veículos novos ou seminovos dentro do limite de R$ 150 mil, contemplando desde compactos até SUVs populares. A partir de 19 de junho, as instituições financeiras credenciadas — entre elas bancos públicos e privados — iniciarão a análise de crédito individual.

    “É uma oportunidade única para quem sempre sonhou em ter um carro próprio, mas não conseguia acessar linhas de financiamento convencionais”, destacou um representante da rede bancária envolvida na operação.