Um marco na internacionalização da pecuária brasileira foi estabelecido nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, com a chegada das primeiras 189 novilhas Girolando a Botswana. O envio não se limita a animais de elite, mas representa a transferência de um modelo produtivo que transformou a raça em referência nos trópicos, consolidando o Brasil como exportador de genética e expertise.
Da Fazenda Floresta ao primeiro projeto leiteiro de Botswana
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fazenda Floresta, renomada pela seleção genética da raça Girolando, e a Milk Valley Farm, empreendimento africano que busca estruturar uma cadeia leiteira moderna. O diferencial, no entanto, vai além da genética: o Brasil está exportando seu sistema de gestão, assistência técnica e décadas de conhecimento em produção leiteira tropical.
Genética brasileira ganha novos horizontes
A raça Girolando — resultado do cruzamento entre Gir e Holandês — já é reconhecida globalmente pela adaptabilidade e alta produtividade em ambientes tropicais. Ao levar o modelo brasileiro para Botswana, o projeto não apenas amplia a presença da pecuária nacional no continente africano, mas também abre caminho para replicação em outros países com condições climáticas similares.
