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  • Brahman brilha na Feicorte 2026: genética superior e carne premium ganham destaque no evento

    Brahman brilha na Feicorte 2026: genética superior e carne premium ganham destaque no evento

    A Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB) traz inovações e provas concretas da excelência da raça Brahman para a Feicorte 2026, que acontece entre os dias 23 e 26 de junho em Presidente Prudente/SP. Com três iniciativas estratégicas dentro da programação oficial, a entidade busca destacar não apenas os ganhos genéticos da raça, mas também sua eficiência alimentar e a qualidade superior da carne, consolidando o Brahman como referência no mercado global de bovinos de corte.

    A raça Brahman em números: eficiência do pasto ao prato

    Segundo o presidente da ACBB, Guilherme Bendilatti, o evento será uma vitrine para comprovar por que o Brahman é uma das raças mais utilizadas no mundo. “Teremos ações em toda a cadeia produtiva para mostrar que o Brahman entrega resultados técnicos e econômicos. Para o público, será uma chance única de se capacitar, fechar negócios e, sobretudo, comprovar na prática a qualidade da carne Brahman”, afirma Bendilatti.

    Degustação exclusiva: o sabor que define a raça

    A programação começa com o churrasco das raças, no dia 23 de junho, durante o evento “A hora da carne das raças”. Das 12h30 às 15h30, no Espaço Beef Hour, o público poderá degustar a maciez e o sabor característicos da carne Brahman. As peças foram cedidas pela Fazenda Campo Alegre, localizada em Paraúna/GO, que há anos investe na criação e melhoramento genético da raça.

    Feicorte 2026: mais do que uma feira, um laboratório a céu aberto

    Além da degustação, a ACBB promoverá outros dois eventos dentro da Feicorte: um painel técnico sobre os avanços genéticos da raça e uma rodada de negócios para aproximar criadores e compradores. A estratégia reflete a confiança da entidade no Brahman como solução para os desafios da pecuária moderna, combinando produtividade, adaptação a diferentes climas e, claro, qualidade de carne reconhecida internacionalmente.

  • Genética bovina de elite: Por que dono do maior touro do Brasil recusou meio milhão por Hércules?

    Genética bovina de elite: Por que dono do maior touro do Brasil recusou meio milhão por Hércules?

    O mercado de genética bovina de alta performance no Brasil atingiu patamares inéditos em 2025, mas poucos momentos ilustram tão bem a ascensão do setor quanto a decisão de Adilor Pedro Viana, pecuarista catarinense e proprietário do maior touro do país. Em entrevista exclusiva à Globo Rural, Viana revelou ter recusado uma oferta de R$ 500 mil pela venda de Hércules, um exemplar Brahman de sete anos e 1,43 mil quilos — um recorde nacional que redefiniu os padrões de peso e genética na pecuária brasileira.

    Do sul do Brasil ao topo do ranking: como Hércules quebrou uma hegemonia de 50 anos

    Durante a 48ª edição da Expointer, em Esteio (RS), Hércules não apenas conquistou o título de maior touro do Brasil, como desbancou décadas de supremacia de raças europeias como Charolês e Limousin. Essas linhagens, tradicionalmente dominantes em exposições sulistas, foram superadas pela rusticidade e performance do Brahman, uma raça adaptada ao clima tropical e conhecida por sua capacidade de ganho de peso e resistência a doenças. O feito de Hércules não foi apenas simbólico: ele registrou um peso oficial de 1.430 kg, um marco que agora serve como referência para criadores que buscam animais de elite.

    A lógica por trás da recusa: genética como ativo estratégico, não como commodity

    A proposta de R$ 500 mil — que muitos poderiam considerar irresistível — foi descartada por Viana por uma razão simples: o valor multiplicador de Hércules dentro de sua cabanha, a Talismã, em Criciúma (SC). Para o pecuarista, o touro não é apenas um animal, mas um ativo genético, capaz de gerar lucros indiretos muito superiores ao valor da venda imediata.

    O mercado de biotecnologia reprodutiva, impulsionado pela demanda por choque de sangue nos plantéis, tem tornado touros recordistas como Hércules verdadeiras minas de ouro. Cada dose de sêmen do animal pode ser comercializada por valores que variam entre R$ 200 e R$ 500, dependendo da demanda. Em 2025, a Talismã já negociou mais de 500 doses, gerando uma receita líquida estimada em R$ 150 mil — sem contar a valorização institucional da cabanha, que atrai investidores e parceiros comerciais.

    “O prazer de ter o touro mais pesado do Brasil vale mais do que esse dinheiro. Vamos ficar com ele e continuar trabalhando na genética.” — Adilor Pedro Viana, em entrevista à Globo Rural.

    O futuro do plantel: entre recordes e a revolução genética

    Hércules, registrado na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu como PVT 115 MR Falcão, já está sendo preparado para um novo ciclo de exposições, com foco na Expointer 2026 — onde o pecuarista ambiciona um novo recorde. Mas o impacto de sua genética vai muito além dos palcos: ele representa a quebra de um paradigma na pecuária nacional, que historicamente priorizava raças europeias em detrimento de linhagens tropicais.

    Para especialistas do setor, a decisão de Viana reflete uma tendência crescente: a pecuária de elite não mais se resume à venda de animais vivos, mas à comercialização de material genético, capaz de transformar plantéis inteiros. Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), o faturamento com a venda de sêmen de touros zebuínos cresceu 35% nos últimos dois anos, impulsionado por criadores que buscam animais como Hércules para promover cruzamentos terminais ou melhorar a carcaça de rebanhos comerciais.

    O que muda para o mercado brasileiro?

    A recusa de Viana não é um caso isolado, mas um sintoma de um setor em transformação. Com a valorização de raças zebuínas e o avanço da biotecnologia, o Brasil consolida sua posição como potência global em genética bovina, competindo com gigantes como a Austrália e os Estados Unidos. Projetos como o Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), do Ministério da Agricultura, têm incentivado a pesquisa e a exportação de material genético, com Hércules servindo como embaixador não oficial dessa nova era.

    Para criadores, a lição é clara: o futuro da pecuária brasileira não está apenas em produzir mais carne, mas em produzir carne melhor — e animais como Hércules são a ponte para esse objetivo. Enquanto o mercado aguarda ansioso pelo próximo recorde de 2026, uma coisa é certa: a genética de Viana não tem preço.