O Brasil ingressa na primeira semana de junho com um paradoxo meteorológico: chuvas volumosas no Norte e Nordeste, com potencial de alagamentos e transtornos, contrastam com calor intenso e tempo seco nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), os acumulados de chuva podem atingir até 100 mm em áreas da Região Norte — como Acre, Rondônia e Amazonas —, enquanto o litoral do Nordeste, incluindo parte da Bahia, permanece em estado de atenção por precipitações persistentes.
Norte: o epicentro das chuvas mais intensas
A Região Norte será o foco das precipitações mais volumosas nesta segunda-feira (1º de junho de 2026). O INMET projeta acumulados significativos em estados como Acre, Rondônia e Amazonas, com risco de enchentes em áreas ribeirinhas e deslizamentos em encostas. Alertas de perigo para chuvas intensas já estão vigentes, incluindo potenciais quedas de energia e descargas elétricas — um alerta para a população de Manaus, Belém e Porto Velho, onde os volumes podem superar 80 mm em poucas horas.
Nordeste: litoral em alerta, interior sofre com o calor
No Nordeste, a atenção permanece no litoral, especialmente Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, onde as chuvas persistentes podem causar transtornos em áreas urbanas já saturadas por falta de infraestrutura. Em paralelo, o interior da região — como o sertão baiano e o semiárido — enfrenta calor acima de 35°C, agravando a seca que já castiga a região. O INMET destaca que os acumulados, embora menores que no Norte, ainda representam risco de alagamentos em cidades como Fortaleza e Salvador.
Centro-Oeste e Sudeste: estabilidade com termômetros elevados
Enquanto isso, Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais registram tempo mais estável, mas com temperaturas que devem superar os 30°C ao longo da semana. A ausência de chuvas significativas nestas regiões prolonga a estiagem, impactando a agricultura e aumentando o risco de queimadas. A previsão do INMET indica que o calor deve persistir até pelo menos a quarta-feira (4 de junho), com picos de 38°C em Cuiabá e 36°C em Brasília.
Risco de transtornos: o que o INMET prevê além da previsão
Além dos alertas para chuvas intensas, o INMET mantém avisos de perigo para descargas elétricas em áreas do Norte e Nordeste, onde a umidade elevada e a instabilidade atmosférica favorecem a formação de tempestades. As consequências incluem interrupções no fornecimento de energia, danos a plantações e dificuldades no transporte, especialmente em estradas vicinais já fragilizadas pelas chuvas recentes. Autoridades recomendam que moradores de áreas vulneráveis evitem deslocamentos desnecessários e monitorem atualizações dos órgãos de defesa civil.
