A trajetória do Chevrolet Spark — o jipinho 100% elétrico da marca — tem origem na parceria entre a GM e as chinesas SAIC e Wuling, que desenvolveram o Baojun Yep Plus em 2023. O modelo, adaptado para o mercado brasileiro, foi rebatizado e passou a ser montado no Ceará desde dezembro de 2025, na modalidade SKD, reforçando a aposta da Chevrolet em veículos urbanos elétricos.
Um modelo com DNA japonês: Tracker herdou a essência do Suzuki
A primeira geração do Chevrolet Tracker, produzida na Argentina e comercializada no Brasil entre 2001 e 2009, era, na prática, uma cópia do Suzuki Grand Vitara. A estratégia de compartilhamento de plataformas entre as marcas, comum na época, permitiu à Chevrolet acessar tecnologias japonesas sem desenvolver um projeto próprio do zero.
Captiva: da China para o Brasil com DNA da SAIC-GM
Outro exemplo é o Chevrolet Captiva, que desde 2018 nada mais é do que uma versão local do Baojun 530, produzido pela joint venture SAIC-GM. A estratégia visa reduzir custos e acelerar a entrada em mercados emergentes, como o Brasil e o Oriente Médio. Agora, a marca prepara o lançamento do Captiva EV, versão elétrica do mesmo modelo chinês, com previsão de produção nacional a partir do segundo semestre de 2026.
Sinergia entre marcas: o caso Wuling
O Chevrolet Captiva EV, lançado no Brasil em janeiro de 2026, compartilha plataforma e design com o Wuling Starlight S, outro produto da parceria entre GM e SAIC. Embora posicionado acima do Spark, o Captiva EV mantém a essência de um SUV compacto, adaptado ao gosto local com tecnologias de mobilidade elétrica.
