Tag: carne bovina

  • Após 17 anos, Brasil avança na abertura do mercado sul-coreano para carne bovina

    Após 17 anos, Brasil avança na abertura do mercado sul-coreano para carne bovina

    Negociação histórica ganha ritmo concreto

    O Brasil deu um passo decisivo na abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira após 17 anos de impasses. Na última segunda-feira, 27 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente sul-coreano Lee Jae-Myung formalizaram em Brasília o compromisso de realizar, ainda no próximo mês, uma missão sanitária ao país asiático. O objetivo é viabilizar o acesso dos frigoríficos nacionais ao mercado sul-coreano, considerado estratégico para o setor agropecuário brasileiro.

    Caminho pavimentado por auditorias e diplomacia

    O avanço não é repentino: em 2023, autoridades sul-coreanas já haviam conduzido auditoria no sistema sanitário brasileiro, atestando a segurança do rebanho nacional para exportação. Lula, que visitou a Coreia do Sul em fevereiro de 2026, intensificou as tratativas para destravar o processo. A missão sanitária prevista para agosto é o último obstáculo técnico antes da liberação comercial, que deve impulsionar as exportações brasileiras de carne bovina para o país asiático.

    Coreia do Sul como novo eixo do agro brasileiro

    A abertura do mercado sul-coreano se soma a outras frentes de diversificação comercial do Brasil, que busca reduzir a dependência de parceiros tradicionais. Com uma população de mais de 50 milhões de habitantes e alto poder aquisitivo, a Coreia do Sul representa uma oportunidade para os frigoríficos nacionais ampliarem suas vendas no exterior, especialmente após a redução de barreiras sanitárias nos últimos anos.

  • Governo brasileiro negocia flexibilização de cota de carne bovina para China, que mantém sobretaxa de 55% para excedentes

    Governo brasileiro negocia flexibilização de cota de carne bovina para China, que mantém sobretaxa de 55% para excedentes

    A China mantém desde dezembro de 2025 uma tarifa de 55% sobre as importações brasileiras de carne bovina que ultrapassarem a cota estabelecida para cada país. No entanto, o Brasil, que detém a maior cota entre os fornecedores — 1,106 milhão de toneladas —, ainda não atingiu o limite que desencadearia a sobretaxa.

    Negociação em andamento para ampliar limites

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) negocia com as autoridades chinesas a flexibilização dos limites atuais, buscando preservar a competitividade da carne brasileira no mercado asiático, seu principal destino de exportação. A medida faz parte de uma estratégia para garantir que o Brasil não perca espaço para concorrentes como Austrália e Estados Unidos, que também disputam o fornecimento ao gigante asiático.

    Cota atual protege exportações, mas risco persiste

    Até o momento, o volume exportado pelo Brasil não atingiu o patamar que acionaria a tarifa de 55%. Contudo, a incerteza sobre a manutenção dos acordos comerciais e a crescente demanda chinesa por proteína animal exigem ações preventivas. A cota de 1,106 milhão de toneladas, sujeita a tarifa de 12%, segue como o principal mecanismo de proteção aos produtores nacionais.

  • China reduz cota de carne bovina: Brasil pode perder US$ 4,5 bi em 2026

    China reduz cota de carne bovina: Brasil pode perder US$ 4,5 bi em 2026

    A China, principal destino da carne bovina brasileira, apertou as regras para importação do produto, e as consequências para o setor exportador nacional já começam a ser medidas em dezenas de bilhões de dólares. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), as perdas estimadas para 2026 podem atingir US$ 4,5 bilhões, valor 50% superior às projeções iniciais de US$ 3 bilhões.

    A cota chinesa esgota o apetite pelo produto brasileiro

    Na última quarta-feira (16/07/2026), durante entrevista coletiva, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, detalhou que a redução nos embarques para o mercado chinês — principal comprador do Brasil — será de 748 mil toneladas. Isso representa uma queda de quase 75% em relação ao recorde de 2025, quando foram exportadas cerca de 900 mil toneladas.

    O impacto além das cifras: cadeia produtiva e empregos em risco

    O setor, que já enfrentava pressões por sanções comerciais e barreiras sanitárias, agora precisa se adaptar a um cenário de demanda reprimida. A Abiec alerta que a medida chinesa não apenas afeta os valores exportados, mas também pressiona toda a cadeia produtiva nacional, desde frigoríficos até pecuaristas, com reflexos diretos no emprego e na balança comercial.

    O que esperar daqui para frente?

    Com a cota de salvaguarda chinesa em vigor, o Brasil precisará buscar alternativas urgentes para escoar sua produção. Mercados como Oriente Médio, União Europeia e Estados Unidos ganham relevância, mas a transição não será imediata. Enquanto isso, o governo federal e entidades do setor discutem medidas de mitigação, como acordos bilaterais ou incentivos à diversificação de mercados.

  • Pecuária brasileira bate recorde histórico: R$ 1,15 trilhão e liderança global em 2025

    A pecuária de corte brasileira escreveu mais um capítulo de sua trajetória de domínio global no último ano. Segundo o Beef Report 2026, divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) em parceria com a Athenagro Consultoria, o setor atingiu em 2025 um faturamento inédito de R$ 1,159 trilhão — valor equivalente a aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

    Produção recorde e liderança incontestável no mercado global

    O relatório, apresentado em coletiva de imprensa em Brasília pelo presidente da ABIEC, Roberto Perosa, destaca que o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC) no ano passado, resultado obtido com o abate de 47,79 milhões de bovinos. Esses números não apenas consolidaram o país como o maior produtor mundial de carne bovina, mas também como o principal exportador, superando concorrentes históricos como Austrália e Estados Unidos.

    Um setor que impulsiona a economia nacional

    Além de seu impacto direto no PIB, a pecuária de corte brasileira demonstra capacidade de geração de empregos e renda em cadeias produtivas que se estendem por todos os biomas do país. A expansão da produtividade, aliada a avanços tecnológicos e práticas sustentáveis, coloca o Brasil em posição estratégica para atender à crescente demanda global por proteína animal, especialmente nos mercados asiáticos e do Oriente Médio.

    Perspectivas para a próxima década

    O Beef Report 2026 projeta um novo ciclo de expansão para a pecuária brasileira, com investimentos contínuos em inovação, rastreabilidade e boas práticas ambientais. Especialistas ouvidos pela ABIEC destacam que o setor deve manter sua trajetória de crescimento, mesmo diante de desafios como a volatilidade cambial e a concorrência internacional. A consolidação desse modelo coloca o Brasil não apenas como fornecedor global, mas como referência em produção pecuária sustentável e eficiente.

  • Eraí Maggi: Carne bovina mais cara reflete demanda global e redução de rebanho nos EUA

    Eraí Maggi: Carne bovina mais cara reflete demanda global e redução de rebanho nos EUA

    Agro brasileiro enxerga alta global da carne bovina

    O aumento dos preços da carne bovina, que vem impactando o bolso do consumidor brasileiro, tem uma explicação que vai além das fronteiras nacionais. Em entrevista concedida em Mato Grosso nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, o produtor rural Eraí Maggi, um dos maiores nomes do agro brasileiro, vinculou a valorização do produto ao cenário internacional da pecuária.

    Redução do rebanho nos EUA impulsiona demanda por carne brasileira

    Maggi destacou que a diminuição do rebanho bovino nos Estados Unidos — um dos principais produtores globais — ampliou a procura pela carne brasileira no mercado internacional. Segundo o executivo, esse movimento natural de valorização não é exclusividade do Brasil e reflete um cenário de escassez relativa no setor.

    “A carne bovina tem um valor mais elevado que outras proteínas, mas não é assim tão cara quanto o mercado quer fazer parecer”, afirmou Maggi, durante coletiva após agenda sobre os primeiros meses da gestão estadual.

    Consumidor brasileiro tem alternativas, mas o debate deve incluir poder de compra

    Questionado sobre a percepção de que Mato Grosso, um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, ainda assim enfrenta preços elevados, Maggi defendeu que o consumidor brasileiro conta com opções mais acessíveis, como carne suína e frango. No entanto, ele ressaltou que o debate sobre os preços deve considerar também o poder de compra da população, especialmente em um contexto de inflação persistente.

  • Exportações de carne bovina seguem em alta em julho, mas China acende alerta no mercado

    Exportações de carne bovina seguem em alta em julho, mas China acende alerta no mercado

    As exportações brasileiras de carne bovina seguem registrando números positivos em julho de 2026, mas já apresentam um ritmo de expansão mais moderado em comparação aos meses anteriores. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela consultoria Agrifatto, o Brasil embarcou 104,66 mil toneladas de carne bovina in natura nos oito primeiros dias úteis do mês. Esse volume representa um crescimento em relação ao mesmo período de 2025, embora em um cenário de maior cautela no comércio internacional.

    China pressiona mercado com esgotamento de cota

    O principal destino da carne bovina brasileira, a China, deve confirmar em breve o esgotamento da cota anual destinada ao Brasil. Isso tem levado frigoríficos e importadores a adotarem uma postura mais conservadora nas negociações, mesmo diante da forte demanda internacional. A expectativa de fechamento da cota chinesa gera incertezas sobre o futuro dos embarques, impactando diretamente as estratégias de precificação e volume de vendas.

    Ritmo de crescimento desacelera, mas ainda positivo

    Apesar da desaceleração, a média diária de embarques em julho de 2026 atingiu 13,08 mil toneladas, mantendo o Brasil como um dos maiores exportadores globais do setor. Analistas do mercado indicam que, embora o volume ainda seja expressivo, a incerteza chinesa pode influenciar negativamente os preços nos próximos meses, especialmente se outros mercados não compensarem a demanda asiática.

  • Exportações de carne bovina batem recorde em junho com China como principal compradora

    Exportações de carne bovina batem recorde em junho com China como principal compradora

    Ainda em 7 de julho de 2026, o Brasil consolidou mais um marco histórico na balança comercial de carnes: as exportações de carne bovina alcançaram 395,2 mil toneladas em equivalente carcaça no mês de junho, volume 15,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da DATAGRO. O desempenho não apenas superou as expectativas do setor, como também estabeleceu um novo recorde mensal, reafirmando a relevância do país no mercado global de proteínas.

    China domina com mais da metade das compras brasileiras

    O protagonismo chinês no crescimento das exportações brasileiras não é mais uma tendência, mas uma realidade consolidada. Até o fim de junho de 2026, o país asiático foi responsável por 51,8% de todo o volume exportado pelo Brasil, segundo a consultoria. A participação ampliada reflete não apenas o apetite crescente da população chinesa por carne bovina — impulsionado por fatores como a recuperação econômica e a busca por proteínas de maior valor nutricional —, mas também a estratégia brasileira de diversificação de mercados sem perder o foco no principal destino.

    Demanda internacional sustenta o ciclo de recordes

    Além da China, outros mercados como os Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e países do Sudeste Asiático mantiveram seus volumes de importação estáveis ou em crescimento, contribuindo para o desempenho recorde. A valorização da tonelada exportada — reflexo do câmbio favorável ao produtor brasileiro e da demanda aquecida — também foi determinante para o resultado. Segundo a DATAGRO, o cenário permanece positivo para o segundo semestre, com perspectivas de manutenção dos embarques em patamares elevados, especialmente diante da proximidade das festas de final de ano na Ásia e na Europa.

    O que esperar para o restante de 2026?

    Especialistas do setor apontam que o Brasil deve manter a liderança global nas exportações de carne bovina até o final do ano, mas alertam para possíveis desafios. Entre eles, a pressão por sustentabilidade — com cobranças por redução do desmatamento na Amazônia — e a concorrência de países como Austrália e Estados Unidos, que têm investido em acordos comerciais para recuperar market share. Para o produtor brasileiro, no entanto, a combinação de preços atrativos e demanda firme continua sendo um cenário otimista, desde que os protocolos sanitários e ambientais sejam mantidos.

  • Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde: US$ 9,85 bi no 1º semestre de 2026

    Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde: US$ 9,85 bi no 1º semestre de 2026

    O Brasil consolidou sua liderança global no setor de carne bovina em 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela ABIEC, as exportações brasileiras atingiram 1,705 milhão de toneladas entre janeiro e junho — volume 15,5% superior ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,476 milhão de toneladas.

    Faturamento recorde e demanda em alta

    O faturamento no primeiro semestre de 2026 chegou a US$ 9,85 bilhões, um crescimento de 36,2% em relação aos US$ 7,24 bilhões registrados nos primeiros seis meses de 2025. A alta nos preços internacionais e a expansão da China como principal comprador, além da abertura de novos mercados, foram os principais vetores desse desempenho histórico.

    China e diversificação de mercados impulsionam resultados

    A China manteve-se como o maior destino das exportações brasileiras, absorvendo cerca de 60% do volume total embarcado. No entanto, o crescimento também refletiu uma estratégia bem-sucedida de diversificação, com destaque para países do Oriente Médio, África e Europa, que ampliaram suas compras em função da estabilidade da oferta brasileira e da qualidade do produto.

    Impacto na balança comercial e perspectivas

    Esse recorde no primeiro semestre reforça a importância do setor agropecuário para a economia brasileira. Com uma média mensal de 284 mil toneladas embarcadas, o Brasil não apenas manteve — como ampliou — sua posição como maior exportador global de carne bovina. Para o segundo semestre, analistas projetam manutenção dos preços elevados, embora a dinâmica da demanda chinesa e possíveis restrições sanitárias em outros países possam influenciar o ritmo das exportações.

  • Mato Grosso: o ataque do agro que garante 13% da carne bovina do Brasil

    Mato Grosso: o ataque do agro que garante 13% da carne bovina do Brasil

    Na reta final para a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho, o Brasil se prepara para um frenesi de churrascos, festas e consumo de proteína animal. Nesse cenário, Mato Grosso surge como o grande protagonista do agro nacional: o estado é responsável por 13% de toda a carne bovina disponível para a população brasileira.

    O poder da pecuária mato-grossense: números que impressionam

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes a 2025, revelam que Mato Grosso produziu 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina, um volume que coloca o estado no topo da cadeia produtiva brasileira. Desse total, 978,32 mil toneladas foram exportadas para 92 países, demonstrando a capacidade de inserção do agro mato-grossense no mercado global.

    Porém, o que chama atenção é a destinação da produção interna: mais da metade (1,027 milhão de toneladas) permaneceu no Brasil, abastecendo tanto o próprio estado quanto outras unidades da federação. Isso significa que, enquanto os brasileiros torcem nos estádios ou em casa, a carne que chega às suas mesas muitas vezes tem origem no cerrado mato-grossense.

    Por que Mato Grosso domina o setor?

    O sucesso da pecuária em Mato Grosso não é fruto do acaso. O estado combina condições climáticas favoráveis, extensas áreas de pastagem e um modelo de produção cada vez mais tecnificado. Além disso, a logística integrada — com portos, ferrovias e rodovias que escoam a produção — garante competitividade no mercado internacional. Enquanto outros estados brasileiros enfrentam desafios climáticos ou regulatórios, Mato Grosso mantém sua trajetória de crescimento.

    O legado do agro para o Brasil

    Com a Copa do Mundo de 2026 como pano de fundo, a pecuária mato-grossense reforça seu papel estratégico na economia brasileira. Não se trata apenas de abastecer o mercado interno: as exportações geram divisas e fortalecem a balança comercial do país. Em um ano de grande visibilidade global, o agro de Mato Grosso mostra que, enquanto o mundo assiste ao futebol, o Brasil segue firme no campo, garantindo o prato dos brasileiros e de milhões de pessoas ao redor do mundo.

  • Brasil lidera ranking global de carnes em 2026: fraldinha e alcatra superam Argentina no TasteAtlas

    Brasil lidera ranking global de carnes em 2026: fraldinha e alcatra superam Argentina no TasteAtlas

    O Brasil cravou seu nome no topo da gastronomia global em 2026, não nos gramados, mas nas grelhas. Na última quarta-feira, o país assumiu a liderança do prestigiado ranking de melhores cortes de carne bovina do mundo elaborado pelo TasteAtlas, superando até mesmo a Argentina — tradicional potência no setor e dona do terceiro lugar no pódio.

    Fraldinha e alcatra: os novos reis das carnes

    A dupla brasileira formada pela fraldinha (1º lugar) e alcatra (2º lugar) desbancou o tradicional bife de chorizo argentino, que ficou com a medalha de bronze. A façanha é ainda mais notável quando se considera que a emblemática picanha — outrora sinônimo de excelência nacional — ficou em 4º lugar, evidenciando uma mudança de paradigma nos paladares mundiais.

    O que explica a virada brasileira?

    A vitória reflete um movimento global de valorização de cortes que combinam maciez, sabor intenso e versatilidade. Enquanto cortes argentinos como o chorizo são celebrados por décadas de tradição, os brasileiros vêm conquistando espaço graças a técnicas inovadoras de maturação, manejo de rebanhos e técnicas de preparo. A fraldinha, por exemplo, é um corte nobre com marmoreio excepcional, enquanto a alcatra oferece uma textura equilibrada entre suculência e resistência ao corte — atributos cada vez mais exigidos por chefs internacionais.

    Consequências para o mercado

    O resultado do TasteAtlas 2026 deve impulsionar ainda mais as exportações brasileiras de carne bovina, já responsáveis por 20% do comércio global do produto. Analistas do setor projetam um aumento de 12% nas vendas para a União Europeia nos próximos 12 meses, especialmente para cortes premium como os que lideraram o ranking. Além disso, o feito pode redefinir estratégias de marketing de países concorrentes, como Argentina e Uruguai, que até então dominavam o imaginário coletivo como sinônimos de carne de qualidade.