Crime segue expansão da frota eletrificada
A explosão nos números reflete um fenômeno global: à medida que aumenta a circulação de veículos elétricos e híbridos em São Paulo, eles se tornam alvo prioritário de organizações criminosas. Em 2025, foram 44 ocorrências no período; em 2026, saltaram para 101 — um crescimento de 129%, segundo dados da Ituran Brasil, com base em informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP).
Táticas refinadas e alvos estratégicos
Os criminosos vêm adaptando suas abordagens. Enquanto os furtos representam 84% das ocorrências, a clonagem de chaves — especialmente em modelos com sistemas de ignição eletrônica — tem se tornado uma prática recorrente. A cidade de São Paulo e o bairro Vila Mariana despontam como os principais focos, com picos nos crimes durante as noites de quinta-feira, quando a vigilância costuma ser menor.
O que torna os elétricos tão atraentes?
Além do valor de mercado elevado, esses veículos concentram componentes tecnológicos de alto custo e demanda, como baterias e sistemas de gerenciamento eletrônico. Para as quadrilhas, trata-se de uma combinação irresistível: alta liquidez no mercado paralelo e menor probabilidade de rastreamento imediato, dada a complexidade de seus sistemas.









