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  • Chery e Jaguar Land Rover apostam em SUV elétrico de autonomia estendida: Freelander 8 estreia na China com 221 km em modo 100% elétrico

    Chery e Jaguar Land Rover apostam em SUV elétrico de autonomia estendida: Freelander 8 estreia na China com 221 km em modo 100% elétrico

    Nova plataforma e conjunto elétrico de última geração

    O Freelander 8 First Edition chega ao mercado chinês como o primeiro modelo de uma nova geração de SUVs desenvolvidos pela parceria entre a Chery e a Jaguar Land Rover. A estreia, ocorrida em junho de 2026, representa não apenas o retorno da marca Freelander ao cenário automotivo, mas também a consolidação de uma estratégia focada em eletrificação e alta performance.

    Autonomia estendida com sistema híbrido inovador

    O veículo utiliza uma plataforma dedicada a sistemas elétricos de autonomia estendida, combinando uma bateria de 60,3 kWh a um motor turbo a gasolina de 1,5 litros. Diferentemente dos híbridos convencionais, o motor a combustão não aciona as rodas diretamente: sua função é gerar energia quando a carga da bateria atinge níveis críticos. No modo 100% elétrico, o Freelander 8 percorre até 221 km, conforme o ciclo de homologação chinês — uma marca relevante para um mercado que exige cada vez mais eficiência energética.

    Tecnologia de ponta em arquitetura de 800 volts

    A bateria do Freelander 8 foi desenvolvida em parceria com a CATL, uma das maiores fabricantes globais de acumuladores de energia. O sistema opera em arquitetura de 800 volts, o que permite recargas ultra-rápidas e maior eficiência energética. Além disso, o SUV incorpora recursos tecnológicos avançados, incluindo conectividade 5G, painel digital de alta resolução e assistentes de direção baseados em inteligência artificial — itens que reforçam a posição do modelo como um produto de vanguarda no segmento premium chinês.

  • EUA incluem BYD e Nio em ‘lista negra’ por supostos vínculos com o Exército chinês; China reage

    EUA incluem BYD e Nio em ‘lista negra’ por supostos vínculos com o Exército chinês; China reage

    Washington mira cadeia global de veículos elétricos com restrições seletivas

    A medida anunciada pelo governo dos EUA na última semana — válida a partir de 30 de junho de 2026 — não bloqueia a comercialização de veículos elétricos chineses no mercado americano, mas impede que órgãos federais contratem a BYD e a Nio, além de outras 186 empresas incluídas na lista. A estratégia, intitulada ‘China Military-Civil Fusion Entity List’, busca coibir o acesso de instituições governamentais a tecnologias potencialmente dual-use (civil e militar), como baterias de alta performance e sistemas de direção autônoma.

    Alvo ampliado: baterias, IA e gigantes da tecnologia chinesa

    A lista, que passa a contar com 188 nomes, não se limita ao setor automotivo. Fornecedoras de baterias como a CATL, CALB e Eve Energy, além de empresas de tecnologia como Alibaba, Baidu e SenseTime, foram igualmente incluídas. A decisão reflete uma escalada nas tensões tecnológicas entre Washington e Pequim, com impactos diretos em setores estratégicos como mobilidade elétrica e inteligência artificial.

    China reage com condenação e aponta ‘protecionismo descarado’

    Em nota divulgada na última terça-feira (9 de junho de 2026), o Ministério da Defesa chinês classificou a medida como uma ‘violação das normas do comércio internacional’ e um ‘ato de protecionismo descarado’. Pequim negou as acusações de colaboração militar com empresas civis, alegando que a política de integração civil-militar é ‘rotineira e transparente’. A retórica, entretanto, não deve alterar a postura americana, que já havia expandido sanções similares em 2023 contra outras 44 empresas chinesas.

    Consequências para o mercado: quem perde com a proibição?

    Embora a decisão não afete diretamente a venda de veículos elétricos chineses nos EUA — ainda que concessionárias possam sofrer pressões indiretas —, o impacto deve ser sentido na cadeia de suprimentos. Parcerias com montadoras americanas que dependem de componentes chineses, como baterias de longa duração, podem enfrentar atrasos ou custos adicionais. Além disso, empresas como a Tesla, que utiliza células da CATL em modelos como o Model Y, podem enfrentar escrutínio regulatório mais rigoroso.

    O que vem pela frente: tensões geopolíticas e o futuro da mobilidade elétrica

    A inclusão da BYD e da Nio na lista reforça um cenário de fragmentação tecnológica global, onde blocos econômicos impõem barreiras seletivas sob justificativas de segurança nacional. Com a União Europeia já discutindo regras semelhantes para veículos chineses, o setor de mobilidade elétrica caminha para um modelo de ‘nearshoring’ forçado, onde a dependência de fornecedores chineses será cada vez mais questionada — e possivelmente substituída por alternativas locais ou de aliados estratégicos.