A Samsung está centralizando sua produção de chips DRAM no complexo de Hwaseong (H1), na Coreia do Sul, para ampliar sua capacidade em cerca de 15% até dezembro de 2026. O espaço, anteriormente desativado após a descontinuação de linhas LPDDR4, agora receberá uma nova etapa final de fabricação de wafers de memória, segundo informações do jornal sul-coreano SE Daily.
A reestruturação visa otimizar a logística e reduzir a dependência de transporte entre unidades produtoras, que antes atuavam de forma fragmentada. Até então, o processamento inicial ocorria no Complexo 1 de Hwaseong, enquanto a etapa final era dividida entre o Complexo 2 de Hwaseong e o campus de Cheonan.
Corrida contra o avanço chinês
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla da Samsung para enfrentar a concorrência de fabricantes chineses, como a CXMT, que têm ganhado espaço no mercado global de memórias. A empresa sul-coreana busca não apenas atender à alta demanda de clientes como a Apple, mas também frear negociações de companhias ocidentais com opções chinesas, que oferecem preços competitivos.
Impacto no ecossistema tecnológico
A centralização da produção pode reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência, além de fortalecer a posição da Samsung frente à crescente pressão chinesa. No entanto, a dependência de um único hub de fabricação também expõe a empresa a riscos, como eventuais interrupções na cadeia produtiva.
