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    Boi gordo dispara para R$ 365/@: exportações e menor oferta impulsionam alta em maio/2026

    Exportações batem recorde e sustentam preços

    A demanda internacional, especialmente da China, continua como principal pilar de sustentação dos preços do boi gordo. Em maio de 2026, as vendas externas mantiveram ritmo acelerado, absorvendo excedentes da produção brasileira e reduzindo a pressão sobre os estoques domésticos. Segundo dados do setor, os embarques para o mercado asiático superaram as expectativas, com destaque para cortes premium que garantem maior rentabilidade aos frigoríficos.

    Menor oferta de animais terminados reforça poder de barganha

    A oferta de animais prontos para abate diminuiu em várias regiões produtoras, como Mato Grosso, Goiás e São Paulo, graças às boas condições das pastagens nos primeiros meses do ano. Essa redução nas escalas de abate, ainda que moderada, foi suficiente para inverter o jogo nas negociações: os produtores recuperaram poder de barganha e passaram a negociar a arroba em patamares mais elevados, próximos aos R$ 365/@ em praças como Ribeirão Preto (SP) e Triângulo Mineiro.

    Consumo doméstico em junho pode testar novos patamares

    O setor projeta um aumento sazonal no consumo de carne bovina no início de junho, impulsionado por eventos como o Dia dos Namorados e a retomada de atividades econômicas em diversas regiões. Com frigoríficos ajustando seus estoques para atender à demanda mais forte, a expectativa é que os preços da arroba sigam firmes, podendo até superar os R$ 365/@ em negociações spot. A indústria, no entanto, mantém cautela, temendo que a alta prolongada reduza a competitividade do produto brasileiro no exterior.

    Cenário desafia frigoríficos e impulsiona pecuaristas

    Embora as margens dos frigoríficos tenham sido pressionadas pela elevação dos custos de produção — como ração e mão de obra —, a combinação de exportações aquecidas e menor oferta de gado terminou proporcionou alívio temporário. Para os pecuaristas, a conjuntura atual é vista como oportunidade para recompor perdas recentes, especialmente após períodos de preços desvalorizados. Analistas do setor destacam que, caso o ritmo de exportações se mantenha, o mercado pode ingressar em um ciclo de valorização mais sustentável nos próximos meses.