Tag: Crédito Rural

  • Justiça suspende cobrança de R$ 2,2 milhões de produtores rurais do Tocantins

    Justiça suspende cobrança de R$ 2,2 milhões de produtores rurais do Tocantins

    A decisão proferida na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, pelo juiz Ricardo Gagliardi, da 1ª Vara Cível de Miranorte (TO), representa um marco para os produtores rurais que enfrentam crises recorrentes na agricultura. A liminar concedida a Adriano da Silva Fernandes e Antonio Marcos da Silva Fernandes impede que o Banco da Amazônia (BASA) execute medidas de cobrança referentes a R$ 2,2 milhões em dívidas de operações de crédito rural.

    Crise climática e de mercado pressionam o setor

    Os produtores alegaram em sua defesa que as perdas recentes decorreram de uma combinação de fatores: desde secas prolongadas até a queda nos preços das commodities agrícolas, além do aumento dos custos de produção, como fertilizantes e combustíveis. Segundo documentos apresentados ao Judiciário, a safra 2025/2026 foi marcada por prejuízos que tornaram inviável o cumprimento dos prazos originais das operações de crédito.

    Alongamento da dívida como direito garantido

    A legislação do crédito rural, em seus artigos 9º e 10º da Lei 4.829/1965, prevê mecanismos de renegociação em casos de eventos imprevisíveis que afetem a capacidade de pagamento dos agricultores. A jurisprudência brasileira, consolidada em diversos tribunais, tem reiterado esse entendimento, especialmente quando há comprovação de perdas decorrentes de fenômenos climáticos ou flutuações de mercado não controláveis pelo produtor.

    No caso em questão, o magistrado considerou que as provas apresentadas — laudos técnicos, relatórios de perdas e comprovantes de queda nos preços de venda — demonstraram a plausibilidade da alegação. “A suspensão das cobranças não configura um privilégio, mas sim a aplicação da lei em um contexto de crise estrutural do setor”, afirmou o juiz Gagliardi em sua decisão.

    Impacto para o BASA e para o agronegócio tocantinense

    O Banco da Amazônia, instituição responsável pela operação, ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão. No entanto, especialistas do setor creditício avaliam que o precedente pode influenciar outras demandas semelhantes em andamento. Para o agronegócio tocantinense, que já enfrenta queda de 12% na safra de grãos em 2026 em comparação ao ano anterior, a vitória judicial abre caminho para a renegociação de dívidas de centenas de produtores em situação similar.

    O caso reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas para o setor, incluindo programas de seguro agrícola e linhas de crédito com taxas subsidiadas, diante da crescente instabilidade provocada pelas mudanças climáticas.

  • Plano Safra 2026/27: CMN transforma prorrogação de dívidas rurais em privilégio bancário

    Plano Safra 2026/27: CMN transforma prorrogação de dívidas rurais em privilégio bancário

    A segurança jurídica para os produtores rurais brasileiros sofreu um duro golpe na última quinta-feira, 25 de junho de 2026. Na véspera do lançamento oficial do Plano Safra 2026/27, o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou a Resolução nº 5.314/2026, que altera o Manual de Crédito Rural (MCR) e redefine as regras para a prorrogação de dívidas rurais.

    Do direito à discricionariedade: o que mudou?

    Até então, a prorrogação de dívidas rurais era tratada como um direito do produtor, desde que cumpridos os requisitos legais. A nova redação do item 2-6-4 do MCR, no entanto, inverte essa lógica: agora, a decisão sobre a prorrogação passa a ser uma faculdade das instituições financeiras, baseada em sua “conveniência”.

    Um retrocesso em ano de crise

    A medida chega em um momento crítico para o setor agrícola. Produtores rurais enfrentam intempéries climáticas, oscilações de mercado e um endividamento crescente, agravado por juros elevados e instabilidade na cadeia produtiva. A transformação da prorrogação em um ato de benevolência bancária — e não um direito — aprofunda a vulnerabilidade do setor.

    Plano Safra 2026/27: promessas x realidade

    O lançamento do Plano Safra, previsto para esta sexta-feira (26 de junho de 2026), prometia alívio ao setor com linhas de crédito mais acessíveis e condições flexíveis. No entanto, a alteração no MCR minou a credibilidade das políticas públicas, ao subordinar a renegociação de dívidas à vontade dos bancos. Especialistas já alertam para o risco de judicialização da questão, com produtores buscando na Justiça o cumprimento do que, até então, era garantido por lei.

    Quem perde? O setor como um todo

    A decisão afeta não apenas os produtores endividados, mas toda a cadeia alimentar brasileira. Com menos segurança jurídica, o crédito rural pode se tornar ainda mais escasso, prejudicando investimentos em tecnologia, armazenamento e logística — pilares para a competitividade do agro nacional. A medida também reforça a dependência dos produtores em relação às instituições financeiras, fragilizando-os em negociações futuras.

    Enquanto o governo discursa sobre apoio ao campo, a prática — materializada na Resolução CMN 5.314/2026 — revela um cenário de descaso institucional. O setor rural, que já clama por políticas estáveis e previsíveis, vê mais um capítulo de insegurança se desenhar, justo quando o Plano Safra prometia um novo começo.

  • Justiça garante alongamento de dívida rural a produtor de Rondônia afetado por seca e incêndio

    Justiça garante alongamento de dívida rural a produtor de Rondônia afetado por seca e incêndio

    Um produtor rural de Rondônia obteve na Justiça o direito de alongar suas dívidas de crédito rural junto ao Banco da Amazônia, após a 2ª Vara Cível da Comarca de Vilhena reconhecer os impactos de um incêndio acidental e de uma seca prolongada em sua propriedade.

    Decisão judicial considera eventos climáticos como causa de dificuldades financeiras

    A sentença, prolatada na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, determinou que o agricultor comprovou dificuldades temporárias para honrar seus compromissos financeiros em decorrência dos desastres naturais. O juízo concedeu a prorrogação dos contratos rurais com um ano de carência e dois anos adicionais para amortização da dívida, mantendo as condições financeiras originais.

    Advocacia especializada foi crucial para o desfecho

    O caso foi conduzido pelo advogado Valmir Chorobura de Mello, especializado na defesa de produtores rurais em Rondônia. Com atuação em Colorado do Oeste, município estratégico da região produtiva do Cone Sul do Estado, o profissional garantiu a tutela de urgência que evitou medidas de cobrança imediata contra o produtor.

  • Fazenda: como driblar a alta dos preços e o crédito restrito na hora de comprar

    Fazenda: como driblar a alta dos preços e o crédito restrito na hora de comprar

    Na última terça-feira, 23 de junho de 2026, o sonho de expandir a propriedade rural esbarra em dois obstáculos cada vez mais frequentes: o preço das terras, inflado pela demanda e pela escassez de áreas produtivas, e a dificuldade de acesso ao crédito, com juros mais altos e exigências ampliadas pelos bancos.

    O custo da terra: quando o patrimônio pesa mais que a produção

    O valor médio das terras agrícolas no Brasil subiu 12% apenas no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Regiões como o Matopiba (MA, TO, PI e BA) e o Centro-Oeste registraram altas superiores a 15%, impulsionadas pela busca por soja e milho. Para produtores que dependem de financiamento, a equação fica ainda mais complexa: um empréstimo para R$ 5 milhões hoje pode custar R$ 1 milhão a mais em juros até 2030, considerando taxas médias de 8% ao ano.

    Crédito rural: menos recursos, mais burocracia

    O Banco Central manteve em junho de 2026 a política de aperto monetário, o que reduziu o volume de recursos disponíveis no Plano Safra — principal linha de crédito para o agro. Instituições como o Banco do Brasil e a Caixa passaram a exigir garantias equivalentes a 120% do valor financiado, além de comprovação de 3 anos de faturamento estável. “Antes, um produtor com 500 hectares conseguia financiar 80% da compra. Hoje, mal chega a 60%”, explica Ana Luiza Pires, economista da FGV Agro.

    Estratégias para não quebrar na operação

    Especialistas ouvidos pela ClickNews destacam três caminhos para viabilizar a compra de uma fazenda sem sufocar o caixa:

    • Parcerias fundiárias: Associações entre produtores ou cooperativas para dividir custos e riscos, como no modelo de condomínios rurais que cresce no Sul do país.
    • Financiamento misto: Combinar recursos próprios, empréstimos bancários e linhas do BNDES (como o BNDES Finem Rural), que oferece taxas até 20% abaixo do mercado.
    • Reestruturação patrimonial: Vender ativos não essenciais (como máquinas antigas) ou arrendar parte da área atual para gerar caixa antes de assumir novos compromissos.

    O que fazer antes de assinar o contrato?

    O planejamento deve começar 12 meses antes da compra. Priorize:

    • Avaliar a rentabilidade da área (verificar se o preço da terra compensa o retorno esperado com a produção).
    • Negociar prazos alongados com o vendedor (até 5 anos sem juros é comum em transações entre produtores).
    • Simular cenários com um contador especializado em agro, considerando variação de preços de commodities e custos de manutenção.
  • Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    O governo federal entrou na reta final para concluir o Plano Safra 2026/27, com a consolidação dos valores e diretrizes do programa prevista para até o final desta semana. Após semanas de intensas negociações entre ministérios e a área econômica, a expectativa é que o anúncio oficial seja feito em 1º de julho, dando início ao novo ciclo de crédito rural.

    Recursos e subsídios: o que está em jogo?

    O programa, que soma R$ 652 bilhões em recursos, foi pactuado entre o Ministério da Agricultura e o da Desenvolvimento Agrário. Desse montante, R$ 570 bilhões serão destinados aos médios e grandes produtores, enquanto R$ 82 bilhões serão direcionados à agricultura familiar. A definição dos valores, no entanto, ainda esbarra em disputas por maior equilíbrio entre as demandas do setor e as restrições fiscais do governo.

    Juros em queda: promessa mantida?

    Um dos principais pontos de tensão nas negociações diz respeito à redução dos juros nas linhas de custeio. O Mapa (Ministério da Agricultura) havia pleiteado uma taxa de um dígito, meta que não deve ser atingida. Contudo, a expectativa é de que os juros caiam ao menos dois pontos percentuais em relação ao ciclo anterior, quando a taxa atingiu 14%. Especialistas avaliam que a medida, embora insuficiente para os produtores, alivia parcialmente o custo de financiamento.

    Consequências para o setor agropecuário

    A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um momento crítico para o agronegócio brasileiro. Com a pressão por produtividade e a necessidade de investimentos em tecnologia, a disponibilidade de crédito a taxas acessíveis é fundamental. A redução modesta nos juros, ainda que aquém das expectativas, pode impulsionar parcialmente a safra, mas o setor segue atento às próximas medidas governamentais, especialmente em meio a um cenário de incertezas econômicas.

  • Justiça estende dívida rural para 10 anos após seca histórica no Paraná

    Justiça estende dívida rural para 10 anos após seca histórica no Paraná

    Um produtor rural de Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, obteve na Justiça o direito de alongar uma dívida junto ao Banco CNH Industrial Capital S.A. após registrar quebras de cerca de 70% nas safras de feijão e milho — prejuízos diretamente ligados à estiagem histórica que assolou o estado em 2025. A decisão da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), proferida em 15 de junho de 2026, determinou a prorrogação do débito para um prazo total de 10 anos, com carência de dois anos para início dos pagamentos e suspensão dos encargos moratórios.

    Precedente que resgata direitos esquecidos no crédito rural

    A medida, inédita em casos de seca extrema no Paraná, valida um direito já previsto na legislação e no Manual de Crédito Rural (MCR), mas amplamente ignorado por muitos agricultores. Segundo o advogado Carlos Henrique Rodrigues Pinto, responsável pelo caso, a decisão reforça que a seca reconhecida por decreto estadual configura força maior, permitindo a renegociação judicial mesmo em contratos bancários.

    Seca de 2025: o gatilho para a judicialização

    Os autos do processo, conclusos em maio de 2026, comprovam que a estiagem que atingiu o Paraná entre novembro de 2024 e março de 2025 — reconhecida pelo Decreto Estadual nº 12.345, de 15 de março de 2025 — reduziu drasticamente a produtividade das lavouras. O produtor, que mantinha contrato de custeio agrícola com o banco, não conseguiu honrar os pagamentos a partir de abril de 2025, acumulando dívidas com juros e multas. A decisão do TJPR, entretanto, afastou a mora e estendeu o prazo original, considerando o impacto climático como causa não imputável ao devedor.

    Impacto para o agro: mais do que alívio financeiro, uma lição

    Especialistas ouvidos pelo Cenário & Fatos destacam que a decisão pode servir como modelo para milhares de produtores rurais endividados em estados como Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul, onde eventos climáticos recorrentes têm comprometido safras. “Muitos agricultores desconhecem que podem pleitear judicialmente a prorrogação de dívidas em casos como este”, afirma Pinto. A orientação é que, antes de recorrer a medidas drásticas como a penhora de terras, o produtor busque a via judicial, munido de laudos técnicos e decretos estaduais que comprovem a força maior.

    O que diz o banco?

    O Banco CNH Industrial Capital S.A. não se manifestou publicamente sobre a decisão. Em casos similares, instituições financeiras costumam recorrer de sentenças que alongam prazos, argumentando risco de prejuízos. No entanto, o TJPR considerou que a prorrogação não fere os termos contratuais, pois respeita os limites do Manual de Crédito Rural, que autoriza renegociações em situações de calamidade pública.

  • Rabobank e Bayer injetam R$ 1 bilhão no agro brasileiro com crédito rural estratégico

    Rabobank e Bayer injetam R$ 1 bilhão no agro brasileiro com crédito rural estratégico

    A divisão agrícola da Bayer acaba de receber um reforço inédito no acesso ao crédito rural: uma operação coordenada pelo Rabobank Brasil mobilizou cerca de R$ 1 bilhão para financiar insumos e defensivos agrícolas, estruturada em duas frentes — R$ 700 milhões em moeda local e US$ 50 milhões em dólar. O formato, alinhado ao FIAGRO-FIDC, busca mitigar o descasamento entre custos, safras e fluxo de caixa, oferecendo prazos e condições mais aderentes à realidade do produtor.

    Crédito privado ganha musculatura em ano de aperto nos financiamentos rurais

    Em 16 de junho de 2026, quando o crédito rural enfrenta maior seletividade e juros ainda elevados, a parceria entre Rabobank e Bayer chega como alternativa para produtores, cooperativas e distribuidoras. A operação, além de ampliar a liquidez no setor, reflete uma tendência de diversificação das fontes de financiamento, reduzindo a dependência de recursos públicos em um cenário de margens pressionadas.

    Prazo e moeda: estratégias para driblar a volatilidade do campo

    A estrutura da captação prevê dois vetores: recursos em real, para atender demandas locais com prazos alinhados às safras, e dólares, voltados a importações de insumos ou equipamentos. Segundo analistas, a iniciativa pode servir de modelo para outras operações no agro, especialmente em um ano marcado por incertezas climáticas e custos de produção em alta.

  • Inadimplência no campo explode: leilões de propriedades rurais batem recorde com crise de crédito e clima adverso

    Inadimplência no campo explode: leilões de propriedades rurais batem recorde com crise de crédito e clima adverso

    Crédito rural em colapso: 20% dos empréstimos já estão inadimplentes

    Dados compilados pela Reuters revelam que a inadimplência no crédito rural brasileiro disparou para quase 20% dos empréstimos em circulação até 15 de junho de 2026, um recorde histórico. A escalada da crise tem levado credores a acelerar a execução de garantias — sobretudo propriedades rurais —, que agora são leiloadas em ritmo acelerado em todo o país. Produtores e analistas do setor apontam para um cenário de ‘tempestade perfeita’, onde fatores econômicos, financeiros e climáticos se combinam para asfixiar o agro nacional.

    Preços em queda, custos em alta: a armadilha da soja e do milho

    O preço dos grãos, principal fonte de receita dos agricultores, não acompanha os custos de produção. Para a safra atual, produtores já desembolsam até R$ 8 mil por hectare antes mesmo da colheita — valor que inclui fertilizantes, defensivos, diesel e mão de obra. Enquanto isso, a cotação da soja e do milho segue em patamares baixos, pressionados pela supersafra global e pela demanda enfraquecida da China. ‘É como vender ouro a preço de ferro velho’, resume um produtor do Mato Grosso ouvido pela reportagem.

    Juros estratosféricos e El Niño: o golpe final nos cofres das fazendas

    As taxas de financiamento rural, que já beiram os 14% ao ano — patamar próximo ao histórico de 2003 —, somam-se à inflação de insumos agravada pelo conflito no Irã, que elevou o preço dos fertilizantes em mais de 40% desde 2024. Para piorar, meteorologistas alertam para a possibilidade de um ‘super El Niño’ entre agosto e dezembro de 2026, fenômeno que pode reduzir a produtividade das lavouras em até 30% nas regiões Centro-Oeste e Sul, segundo a Embrapa. ‘Se o clima colaborar, ainda há chance de recuperação. Mas, com esse cenário, a sobrevivência das médias e pequenas propriedades está em xeque’, avalia o economista agrícola José Roberto Mendonça de Barros.

    Leilões em alta: o que esperar do mercado de terras rurais

    O volume de propriedades rurais leiloadas em 2026 já supera em 120% o registrado em 2023, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A maioria dos imóveis à venda pertence a produtores endividados que não conseguiram honrar seus empréstimos. Especialistas do setor imobiliário rural preveem uma queda média de 25% nos preços das terras até o final do ano, especialmente nas regiões de fronteira agrícola, como o Matopiba. ‘Compradores institucionais e fundos de investimento estão aproveitando para acumular ativos a preços de liquidação’, explica a analista de agronegócios Fernanda Lima.

    Perspectivas: há saída para o setor?

    Apesar do cenário desolador, algumas alternativas emergem. O governo federal estuda a criação de um programa de renegociação de dívidas com prazos estendidos e taxas subsidiadas, semelhante ao que foi feito após a crise de 2008. Paralelamente, cooperativas e produtores apostam em diversificação de culturas — como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) — para reduzir riscos. ‘O agro brasileiro sempre foi resiliente, mas essa crise exige reformas estruturais. Não adianta apenas injetar crédito; é preciso resolver a equação de preços e custos’, alerta o presidente da CNA, João Martins.

  • Famato pressiona Câmara pela aprovação final do PL que renegocia dívidas rurais até 12 de junho de 2026

    Famato pressiona Câmara pela aprovação final do PL que renegocia dívidas rurais até 12 de junho de 2026

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) intensificou nesta sexta-feira (12 de junho de 2026) os esforços para garantir a aprovação final do Projeto de Lei 5122/2023, que institui uma linha especial de refinanciamento para produtores rurais, cooperativas e condomínios agrícolas.

    Senado deu o primeiro passo, mas Câmara tem a palavra final

    O texto, já aprovado pelo Senado na última quarta-feira (10/06), retorna à Câmara dos Deputados com ajustes que, segundo a Famato, são essenciais para adequar as condições de renegociação à realidade do setor. A entidade destaca que o projeto é uma resposta urgente à crise que afeta a agricultura brasileira: “queda de rentabilidade, custos estratosféricos e endividamento generalizado”, cenário que ameaça o planejamento da próxima safra e a manutenção da produção.

    Dívidas rurais: um nó que afeta todo o agronegócio

    Dados da Famato mostram que mais de 60% dos produtores rurais brasileiros enfrentam dificuldades para honrar compromissos financeiros, com juros que superam 10% ao ano em algumas linhas de crédito. A proposta prevê taxas reduzidas e prazos estendidos, mas depende da sanção até o final desta semana para entrar em vigor. Sem ela, o risco de quebra de pequenos e médios produtores — responsáveis por 70% da produção nacional — cresce exponencialmente.

    O que está em jogo além das dívidas?

    A aprovação do PL não se limita à renegociação de débitos: trata-se de uma questão estrutural para o agronegócio brasileiro. Com a medida, o governo federal busca evitar um colapso no crédito rural, que já registrou queda de 15% nas concessões em 2025, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Além disso, a estabilidade no campo é crucial para manter o Brasil como o maior exportador de grãos do mundo, setor que movimenta mais de US$ 160 bilhões anualmente.

    O timing é crítico

    A pressão da Famato não é casual: a safra 2026/2027 já está em fase de planejamento, e os produtores não têm margem para esperar. Se o PL não for aprovado até o fim de junho, o prejuízo pode se estender por anos, com consequências como desemprego no campo, redução na arrecadação de estados agrícolas e até impactos na balança comercial brasileira. A entidade já sinalizou que, caso a Câmara não avance, recorrerá a medidas judiciais para pressionar por soluções alternativas.

  • Crédito rural a 3% ao ano: ConsulttAgro viabiliza R$ 700 milhões e revoluciona o agro com juros baixos e planejamento

    Crédito rural a 3% ao ano: ConsulttAgro viabiliza R$ 700 milhões e revoluciona o agro com juros baixos e planejamento

    O desafio do crédito rural no Brasil em 2026

    O acesso ao crédito rural nunca foi tão complexo no Brasil. Com juros elevados, bancos mais seletivos e um cenário de incertezas econômicas, produtores rurais enfrentam um duplo desafio: captar recursos e evitar endividamento excessivo. Segundo dados do Banco Central, as taxas médias para financiamento no campo ultrapassam os 10% ao ano, pressionando pequenos e médios produtores.

    Como a ConsulttAgro quebra o paradigma

    A ConsulttAgro surge como uma alternativa nesse contexto, oferecendo linhas de crédito a partir de 3% ao ano — uma das menores taxas do mercado — e prazos estendidos de até 15 anos. Até junho de 2026, a empresa já viabilizou mais de R$ 700 milhões em operações, focando não apenas na concessão de recursos, mas na estruturação de um plano financeiro personalizado para cada produtor.

    Mais do que dinheiro: consultoria como diferencial

    Para o sócio-fundador da ConsulttAgro, a diferença está na análise técnica. ‘Não adianta oferecer crédito barato se o produtor não tem clareza sobre como pagar’, explica. A consultoria atua em três frentes: mapeamento das melhores linhas disponíveis, estruturação de garantias e planejamento de fluxo de caixa. Em 2025, por exemplo, a empresa ajudou uma cooperativa de soja em Mato Grosso a reduzir sua taxa de juros em 4 pontos percentuais ao ano, graças à renegociação com bancos públicos.

    Impacto no campo: modernização e sustentabilidade

    Os recursos captados via ConsulttAgro têm sido direcionados majoritariamente para investimentos em tecnologia e sustentabilidade. Dos R$ 700 milhões intermediados, 60% foram para aquisição de máquinas agrícolas modernas, 25% para sistemas de irrigação eficiente e 15% para certificações ambientais — como o selo de carbono neutro. ‘O crédito barato é um facilitador, mas o real impacto está na capacidade de inovar e se adaptar às demandas do mercado global’, afirma o executivo.