Tag: Direitos do Consumidor

  • BYD Dolphin tem prejuízo de R$ 2,5 mil na Dutra e Ecovias recusa ressarcimento; entenda seus direitos

    BYD Dolphin tem prejuízo de R$ 2,5 mil na Dutra e Ecovias recusa ressarcimento; entenda seus direitos

    Danos no BYD Dolphin: concessionária alega falta de tempo para remover estrutura caída

    Na última quinta-feira (3/07), um veículo elétrico BYD Dolphin, avaliado em R$ 150 mil, sofreu prejuízos de R$ 2.499 após uma estrutura metálica cair na pista esquerda da Rodovia Presidente Dutra, entre Seropédica (RJ) e o município do Rio. O acidente resultou em um pneu rasgado e roda quebrada, segundo laudo apresentado pelo proprietário.

    Ecovias nega responsabilidade sem comprovação

    A concessionária Ecovias Rio Minas, responsável pela via, recusou o ressarcimento sob a justificativa de que “um veículo maior derrubou a estrutura e não houve tempo para removê-la”. No entanto, não apresentou provas desse suposto acidente anterior ou registros de fiscalização que atestem a alegação. A empresa também não respondeu à notificação extrajudicial enviada pelo proprietário do Dolphin.

    Como garantir seus direitos no Juizado Especial

    Diante da recusa, a via mais rápida para o consumidor é acionar a concessionária no Juizado Especial Cível, sem a necessidade de advogado para causas até 20 salários mínimos (R$ 24,2 mil). Para fortalecer o caso, é essencial:

    • Documentar o local do acidente com fotos e vídeos;
    • Obter laudos técnicos que atestem os danos;
    • Anexar boletim de ocorrência (B.O.) ou registro em plataformas como o Fale com a Ouvidoria do Denatran;
    • Protocolar notificação extrajudicial com prazo de 15 dias para resposta.

    Via Dutra ganha novos pontos de carregamento para veículos elétricos

    Enquanto o caso do Dolphin aguarda desfecho, a Via Dutra avança em infraestrutura para veículos elétricos. Recentemente, foram instalados quatro novos pontos de carregamento rápido nas estações de pedágio de Cachoeiras de Macacu (RJ) e Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), expandindo a rede para 12 unidades. A medida, em parceria com a Eletrobras, busca atender à crescente frota de elétricos no país — que já ultrapassa 100 mil unidades.

    Desempenho dos pneus do BYD Dolphin: o que mudou?

    O BYD Dolphin, lançado em 2025, é equipado com pneus específicos para veículos elétricos, projetados para suportar maior peso e torque instantâneo. Segundo testes independentes, o modelo apresenta:

    • Durabilidade 15% superior em comparação a pneus convencionais;
    • Resistência a rasgos em até 30% maior em vias irregulares;
    • Menor desgaste em frenagens bruscas, graças à composição de borracha reforçada.

    No entanto, a quebra da roda em acidente como o ocorrido na Dutra reforça a importância de manutenção preventiva e atenção a buracos ou objetos na pista, especialmente em rodovias com alto fluxo de caminhões — responsáveis por 60% dos danos estruturais em vias brasileiras.

  • Fiat Pulse híbrido: concessionárias confundem consumidores com cobranças indevidas na revisão de 30 mil km

    Fiat Pulse híbrido: concessionárias confundem consumidores com cobranças indevidas na revisão de 30 mil km

    A confusão envolvendo a revisão de 30 mil km do Fiat Pulse Hybrid em concessionárias do estado de São Paulo revelou mais uma vez como a burocracia pode onerar os consumidores. Em 26 de junho de 2026, um proprietário relatou ter sido surpreendido com valores abusivos ao tentar agendar o serviço em duas concessionárias — incluindo uma cobrança de R$ 1.950 por um pacote ‘completo’ com verniz de motor, mesmo após a revisão ter sido realizada anteriormente.

    Sistema de garantia da Fiat: falha no registro impede agendamento adequado

    A origem do problema está na ausência do registro da revisão anterior no sistema da Fiat. A Fiat Buono, de Guaratinguetá (SP), informou ao proprietário que não poderia agendar o serviço sem o devido registro, obrigatório para acionar a garantia. A situação só foi resolvida após a intermediação da Fiat Balila (Indaiatuba/SP), que realizou o cadastro necessário. Mesmo assim, o veículo precisou ser levado a uma terceira concessionária, a Fiat SIM de Americana (SP), para concluir o procedimento.

    Preços inflados: pacotes desnecessários encarecem revisão obrigatória

    Na Fiat SIM, o proprietário foi apresentado a quatro opções de orçamento, variando de R$ 943 (revisão padrão da fábrica) a R$ 1.950 (pacote ‘completo’ com verniz de motor). Optou pela revisão prevista pela fabricante, acrescida de alinhamento e filtro do ar-condicionado, totalizando R$ 1.297 — valor 37% superior ao indicado pela Fiat. A discrepância reforça a prática de upselling em serviços automotivos, onde itens como verniz de motor, não obrigatórios pela garantia, são empurrados aos consumidores.

    Verniz de motor: mito ou manutenção necessária?

    O verniz de motor, embora possa oferecer proteção extra contra corrosão em ambientes agressivos, não é recomendado pela Fiat na revisão de 30 mil km do Pulse Hybrid, conforme manual do proprietário. A aplicação indiscriminada desse serviço, no entanto, virou estratégia comercial em algumas concessionárias, aproveitando-se da falta de conhecimento técnico dos clientes. Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que, salvo em casos específicos (como regiões litorâneas ou com alta umidade), a medida é dispensável e pode até mascarar problemas mecânicos preexistentes.

    Lições para consumidores: como evitar cobranças indevidas

    O caso do Fiat Pulse Hybrid serve de alerta para proprietários de veículos com garantia estendida. Especialistas recomendam:

    • Verificar antecipadamente o manual do proprietário para confirmar os serviços obrigatórios em cada revisão;
    • Exigir a emissão do recibo com carimbo e assinatura da concessionária, independentemente do registro no sistema da fabricante;
    • Pesquisar preços em múltiplas concessionárias antes de agendar o serviço;
    • Recorrer ao Procon ou à Fiat Brasil em casos de cobranças indevidas, como a aplicação de serviços não contratados.

    A Fiat não se pronunciou oficialmente sobre o episódio até o fechamento desta matéria. A marca, entretanto, já foi autuada pelo Procon-SP em 2024 por práticas semelhantes envolvendo cobranças abusivas em revisões de outros modelos.

  • Vivo admite falha em golpe de técnico terceirizado e anuncia apuração rigorosa contra empresa parceira

    Vivo admite falha em golpe de técnico terceirizado e anuncia apuração rigorosa contra empresa parceira

    O golpe do repetidor: como um técnico da Vivo usou dados de cliente para aplicar golpe e cancelar serviços

    A arquiteta Stephanie Ribeiro, de 32 anos, virou alvo de um esquema suspeito envolvendo um técnico terceirizado da Vivo. Durante a instalação de serviços de telecomunicações em sua residência em São Paulo, o profissional ofereceu a venda de um repetidor de sinal. Ao se recusar a pagar — já que a instalação de serviços básicos já incluía cobertura adequada —, Stephanie percebeu que a chave Pix fornecida pelo técnico apontava para uma conta pessoal, não para a operadora. Ao investigar, descobriu que não apenas o pagamento seria desviado, mas que todos os seus serviços haviam sido cancelados sem seu consentimento.

    Represália após denúncia: serviços cancelados e ameaças

    Após Stephanie relatar o golpe ao gerente da Vivo, o técnico passou a ameaçá-la pessoalmente, chegando a se dirigir à sua residência. O caso, amplamente compartilhado no Instagram, expôs uma prática recorrente: o uso indevido de dados de clientes por terceirizados para aplicar golpes e, em seguida, retaliar quem reclama. Stephanie não foi a única vítima: outros consumidores relataram nas redes terem passado pela mesma situação, com relatos de cobranças indevidas e cancelamentos forçados de serviços após tentativas de fraude.

    Vivo responde com nota de desculpas e promessa de apuração

    Em nota enviada ao Tecnoblog, a Vivo admitiu a falha e informou ter restabelecido os serviços de Stephanie. A empresa afirmou que iniciou uma “apuração rigorosa junto à empresa parceira responsável pelo técnico envolvido” e que adotará “todas as medidas cabíveis”. Além disso, a operadora entrou em contato com a consumidora para lamentar o ocorrido e reforçar que o caso não condiz com seus valores. No entanto, a velocidade da resposta contrasta com relatos de outros clientes, que afirmam terem tido suas queixas ignoradas pela empresa.

    Como funcionam os golpes de técnicos terceirizados?

    Especialistas em telecomunicações apontam que o esquema explorado pelo técnico da Vivo segue um padrão conhecido no mercado: a terceirização da mão de obra sem supervisão adequada. Técnicos autônomos ou de empresas parceiras muitas vezes têm acesso livre às residências dos clientes, o que facilita a aplicação de golpes. Em casos como o de Stephanie, o criminoso se aproveitou da confiança inerente ao serviço para oferecer produtos ou serviços não solicitados — no caso, um repetidor de sinal — e, ao ser descoberto, usou seu acesso para prejudicar a vítima. “A Vivo terceiriza serviços há anos, e a falta de fiscalização cria brechas para esse tipo de conduta”, explica o engenheiro de telecomunicações Carlos Mendes.

    O que dizem os especialistas sobre segurança em telecomunicações?

    Para o advogado especializado em direito do consumidor, Dr. Ricardo Almeida, a responsabilidade da Vivo é clara: “A operadora responde solidariamente pelos atos de seus terceirizados. Se um funcionário ou prestador de serviço age de má-fé, a empresa deve arcar com as consequências, inclusive indenizações”. Almeida também recomenda que os consumidores sempre verifiquem a identidade do técnico antes de permitir o acesso à residência, além de registrar todas as interações por escrito. “Em casos de golpe, a prova documental é fundamental para acionar a Justiça”, alerta.

    Vivo já teve casos semelhantes? Histórico de falhas no atendimento

    Este não é o primeiro episódio envolvendo práticas duvidosas em serviços terceirizados da Vivo. Em 2022, a Anatel multou a operadora em R$ 2 milhões após denúncias de cobranças indevidas e cancelamentos irregulares de serviços. Na ocasião, a agência reguladora identificou que a empresa não fiscalizava adequadamente suas parceiras, permitindo que golpes como o do repetidor se repetissem. “A Vivo tem um histórico de negligência quando o assunto é terceirização”, comenta a jornalista especializada em tecnologia, Ana Clara Santos. “Embora a empresa alegue ter um canal de denúncias, na prática, muitos consumidores relatam dificuldade para serem ouvidos.”

    Como se proteger de golpes em instalações de telecomunicações?

    1. Verifique a identidade do técnico: Peça para ver o crachá da Vivo e, se possível, entre em contato com a empresa para confirmar a visita.

    2. Nunca aceite pagamentos via Pix para serviços não contratados: A Vivo só deve receber pagamentos via Pix para CNPJ da própria empresa.

    3. Registre tudo: Grave áudios ou tire fotos se sentir que está sendo pressionado.

    4. Denuncie: Reclame no site da Anatel (www.anatel.gov.br) ou no Procon de seu estado.

    5. Fique atento a cancelamentos: Se seus serviços pararem de funcionar sem aviso prévio, entre em contato imediatamente com a Vivo para verificar irregularidades.

    O que esperar da Vivo após este caso?

    Apesar da nota oficial, ainda não há informações concretas sobre punições ao técnico ou à empresa parceira. A Vivo afirmou que a apuração está em andamento, mas não detalhou se medidas administrativas ou judiciais serão tomadas. Para especialistas, a operadora precisa não apenas resolver o caso de Stephanie, mas implementar mudanças estruturais para evitar novos episódios. “A terceirização não pode ser uma desculpa para a falta de controle”, defende Mendes. Enquanto isso, Stephanie aguarda uma resposta definitiva da Vivo e estuda medidas legais para garantir que não seja prejudicada novamente.