Tarifas dos EUA e tensão global derrubam confiança no real
A moeda norte-americana fechou o dia em forte alta, atingindo R$ 5,11 no pico das negociações antes de recuar levemente para R$ 5,098 (+0,4%). O movimento reflete não apenas a confirmação das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, mas também o ambiente de incerteza nos mercados globais, com investidores buscando refúgio no dólar como ativo seguro.
Bolsa e petróleo: queda generalizada no dia
A bolsa brasileira operou em campo negativo durante toda a sessão, encerrando em 173.825,27 pontos (-1,24%). A aversão ao risco se estendeu ao mercado de commodities: o petróleo Brent caiu 0,85%, para US$ 84,23, enquanto o WTI recuou 0,82%, a US$ 78,95. O Oriente Médio, tradicional fonte de volatilidade para os preços do petróleo, não conseguiu sustentar os ganhos mesmo com as tensões geopolíticas em alta.
Dólar ainda acumula perda anual, mas recupera fôlego
Apesar da alta pontual, o dólar acumula recuo de 7,12% no ano, após um primeiro semestre marcado pela valorização do real. Analistas apontam que o movimento de hoje pode ser temporário, dependendo da reação do governo brasileiro às medidas americanas e da evolução do cenário externo, especialmente em relação à política monetária nos EUA e à estabilidade na China.



