A ferramenta, lançada na quinta-feira (30/07), permitia criar cenas hiper-realistas a partir de imagens de satélite, mas foi retirada do ar na sexta-feira (31/07) devido ao uso indevido. Usuários e especialistas rapidamente demonstraram como era simples gerar conteúdos enganosos, como capturas de catástrofes ou conflitos, potencializando a desinformação.
Risco imediato: fake news com selo de credibilidade
O Google Earth é tradicionalmente visto como uma fonte confiável para visualização geográfica, o que tornava a ferramenta particularmente perigosa. Mesmo com a marca d’água digital SynthID — que identificava as imagens como geradas por IA —, a velocidade de disseminação de conteúdos falsos superou as expectativas. Especialistas geoespaciais também relataram usos úteis, mas o balanço pendeu para o abuso.
O que vem agora? Google promete restrições mais rígidas
A empresa afirmou que está desenvolvendo mecanismos mais eficazes para coibir o mau uso, enquanto mantém o recurso desativado. A decisão reforça os desafios das big techs em equilibrar inovação com controle de danos em tempos de IA generativa.
