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  • Produção global de cerveja cai 0,7% em 2025: Europa e EUA perdem fôlego, enquanto Brasil registra crescimento histórico

    Produção global de cerveja cai 0,7% em 2025: Europa e EUA perdem fôlego, enquanto Brasil registra crescimento histórico

    A produção global de cerveja atingiu, em 25 de julho de 2026, o patamar de 189,6 bilhões de litros em 2025 — queda de 0,7% em relação ao ano anterior, conforme dados da BarthHaas, maior comerciante de lúpulo do mundo. O volume, que já considera as cervejas sem álcool, sinaliza uma inversão de tendência histórica para um setor que, por décadas, foi sinônimo de estabilidade no mercado de bebidas.

    Europa e América do Norte lideram o recuo: saúde e custo pressionam o mercado

    A Europa, tradicional reduto cervejeiro, registrou quedas expressivas, com a Alemanha sofrendo sua pior crise em décadas — reflexo de hábitos de consumo cada vez mais orientados por saúde, envelhecimento populacional e pressões inflacionárias sobre os custos industriais. Na América do Norte, a tendência de queda se mantém, com consumidores migrando para bebidas sem álcool ou alternativas como hard seltzers e coquetéis prontos, considerados menos calóricos e mais alinhados às novas demandas.

    Brasil: o contraponto que desafia a tendência global

    Enquanto mercados maduros retraem, o Brasil surge como exceção. Dados da BarthHaas indicam que o país não apenas manteve como ampliou sua produção em 2025, impulsionado por um mercado interno aquecido, crescimento demográfico e investimentos agressivos das grandes marcas. A cervejaria líder do mercado nacional, por exemplo, registrou aumento de 4% em volume no último ano, consolidando o Brasil como um dos cinco maiores produtores mundiais — posição que, até recentemente, parecia inalcançável para um país emergente.

    O futuro: incertezas e oportunidades no horizonte

    A indústria, agora, enfrenta um paradoxo: como reconquistar consumidores habituados a alternativas mais saudáveis sem perder a essência que define a cultura cervejeira? Especialistas apontam para dois caminhos principais. O primeiro é a aposta em inovações, como cervejas com baixo teor alcoólico, fermentação natural ou sabores regionais, que dialoguem com as novas gerações. O segundo envolve a redução de custos operacionais, especialmente com o lúpulo — insumo que, devido à inflação e mudanças climáticas, tornou-se um dos principais vilões da rentabilidade do setor.