Tag: emprego

  • Petrobras investe R$ 5 bilhões em fábrica de fertilizantes em MS: retomada de empreendimento estratégico para o agro nacional

    Petrobras investe R$ 5 bilhões em fábrica de fertilizantes em MS: retomada de empreendimento estratégico para o agro nacional

    Retomada de obra estratégica com participação do presidente Lula

    A Petrobras formalizou na última quinta-feira (25/6) os contratos para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), localizada em Três Lagoas (MS). O evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca a retomada de um projeto 100% Petrobras, agora com aporte superior a R$ 5 bilhões e apoio do novo PAC.

    Impacto econômico e geração de empregos

    As obras, que devem ter início ainda neste mês de junho de 2026, têm potencial para criar cerca de 8 mil vagas de trabalho diretas e indiretas. Segundo a estatal, a unidade deve entrar em operação até 2029, contribuindo significativamente para a redução da dependência nacional de importações de ureia, um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados no agronegócio brasileiro.

    Capacidade produtiva e importância para o setor agroindustrial

    A UFN-III terá capacidade nominal de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas diárias de amônia. Enquanto a ureia é fundamental para o setor agrícola, a amônia serve como insumo para a produção de fertilizantes e também é aplicada em indústrias químicas e sistemas de refrigeração. A nova unidade deve atender a aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia, reforçando a segurança alimentar do país.

  • Lula promete ouvir setores antes de definir redução da jornada: ‘Ninguém será imposto na marra’

    Lula promete ouvir setores antes de definir redução da jornada: ‘Ninguém será imposto na marra’

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu um tom conciliador ao anunciar que a redução da jornada de trabalho — com a extinção da escala 6×1 — será discutida de forma setorizada e negociada, sem imposições unilaterais por parte do governo federal. A declaração, feita durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, veio após a entrega de uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que incluiu a pauta trabalhista entre suas prioridades.

    Construção civil: setor-chave pressiona por ajustes na reforma trabalhista

    A CBIC, representando um dos setores mais impactados pela possível mudança, entregou ao presidente um documento com demandas específicas, destacando a necessidade de flexibilização para evitar prejuízos à geração de empregos e à produtividade. Durante o evento, Lula destacou a importância do diálogo, ao afirmar que “a construção civil é imprescindível para o futuro deste país, pois é quem gera emprego com mais facilidade e faz as coisas acontecerem”.

    Dois dias de descanso: o que muda na prática para trabalhadores e empresas

    A proposta de eliminar a escala 6×1 — que permite seis dias de trabalho seguidos por um de folga — está inserida em um contexto mais amplo de reforma na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Segundo Lula, a medida busca adequar a legislação à evolução social, citando o desejo da população por mais tempo de lazer, estudo e convivência familiar. “As pessoas querem mais tempo para namorar, para estudar, para viver. Isso é natural, porque a sociedade avança com a tecnologia”, argumentou.

    No entanto, o presidente foi categórico ao afirmar que não haverá imposições: “A jornada será aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Não se vai fazer isso na marra. Precisamos respeitar a realidade de cada profissão e setor para que o benefício seja real para a sociedade brasileira”. A estratégia busca evitar conflitos com setores que dependem de trabalho contínuo, como o de transporte e saúde, cujas escalas rotativas poderiam ser afetadas.

    Financiamento e emprego: a relação de mão dupla entre governo e construção

    Em um discurso direcionado aos empresários do setor, Lula reforçou a interdependência entre Estado e iniciativa privada. “Vocês precisam de mim para fazer financiamento, e eu preciso de vocês para gerar empregos e construir infraestrutura”, declarou. A fala sinaliza que, embora o governo esteja aberto a ouvir demandas, espera reciprocidade na execução de políticas públicas — especialmente em um setor que, historicamente, tem sido alvo de programas habitacionais e obras públicas.

    O anúncio ocorre em um momento em que o governo busca equilibrar avanços sociais com a manutenção da competitividade econômica. Enquanto a redução da jornada é apresentada como uma conquista dos trabalhadores, a preocupação com possíveis aumentos de custos para as empresas — e consequentes demissões — segue como tema de debate no Congresso e entre especialistas.

    Próximos passos: como será a tramitação da proposta

    Segundo o Ministério do Trabalho, a discussão sobre a reforma trabalhista será conduzida em câmaras setoriais, com participação de sindicatos, empresários e governo. A expectativa é que um projeto de lei seja apresentado até o final do ano, após consultas públicas. Enquanto isso, setores como o da construção — que já enfrentam desafios com a sazonalidade e alta informalidade — preparam estratégias para adaptar suas operações sem comprometer a geração de empregos.