Na última quarta-feira, um vídeo produzido por inteligência artificial viralizou nas redes sociais ao simular Marília Mendonça, falecida em novembro de 2021, sendo ‘salva’ de um acidente fatal. A produção, compartilhada em diversas plataformas, também incluiu figuras como Pelé e Betty White em cenários fictícios de salvamento, gerando reações que vão do encantamento à indignação.
O poder (e os riscos) da IA na cultura digital
A tecnologia por trás do vídeo — que combina deepfakes e geração de imagens — não é nova, mas sua aplicação em contextos emocionais, como a homenagem a ídolos já falecidos, reacende um debate ético. Enquanto alguns internautas celebram a criatividade, outros questionam até que ponto é aceitável recriar pessoas mortas em situações que nunca viveram.
Marília Mendonça e a fronteira entre saudade e manipulação
A imagem da cantora, que se tornou um símbolo nacional da música sertaneja, em um cenário de ‘resgate’ chocou parte do público. Para além da polêmica, o caso evidencia como a IA está redefinindo a forma como lidamos com a memória e a morte na era digital. Especialistas já haviam alertado para os perigos de usar imagens de pessoas falecidas sem consentimento ou contexto adequado.
Onde a criatividade encontra a ética?
Plataformas como YouTube e TikTok, onde o vídeo circulou intensamente, ainda não têm regras claras sobre o uso de IA em conteúdos que envolvem figuras públicas. A ausência de regulamentação deixa espaço para que tais produções ganhem cada vez mais espaço — e, consequentemente, gerem mais discussões sobre seus impactos sociais e emocionais.
