Tag: Exportações

  • Arroba do boi gordo atinge R$ 349 e sinaliza força do mercado pecuário no fechamento de julho

    Arroba do boi gordo atinge R$ 349 e sinaliza força do mercado pecuário no fechamento de julho

    Escassez de animais impulsiona preços no mercado físico

    A baixa disponibilidade de bovinos terminados segue como principal vetor de alta na cotação do boi gordo. Na última quarta-feira (29), a arroba atingiu R$ 349,06 em São Paulo, com avanço de 1,25% no mercado físico, conforme dados da Agrifatto. A dinâmica reflete a dificuldade dos frigoríficos em alongar escalas de produção, dado que os animais prontos para abate permanecem escassos nas principais praças pecuárias.

    Mercado futuro: realização de lucros após alta expressiva

    Após sucessivas valorizações nos últimos dias, o contrato futuro do boi gordo com vencimento em setembro de 2026 recuou 0,44% na B3, encerrando o pregão a R$ 350,95 por arroba. A correção, ainda que moderada, indica uma acomodação após o movimento de alta, mas não sinaliza reversão de tendência enquanto a oferta não se normalizar.

    Perspectivas mantêm viés altista no curto prazo

    Ainda segundo analistas do setor, a continuidade de preços elevados depende diretamente da recomposição dos rebanhos, processo que tende a ser gradual. Enquanto isso, a demanda externa — especialmente com a retomada das exportações para a Coreia do Sul e os desdobramentos do impasse comercial com a União Europeia — deve manter o mercado atento às oscilações cambiais e à competitividade do produto brasileiro.

  • Após 17 anos, Brasil avança na abertura do mercado sul-coreano para carne bovina

    Após 17 anos, Brasil avança na abertura do mercado sul-coreano para carne bovina

    Negociação histórica ganha ritmo concreto

    O Brasil deu um passo decisivo na abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira após 17 anos de impasses. Na última segunda-feira, 27 de julho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente sul-coreano Lee Jae-Myung formalizaram em Brasília o compromisso de realizar, ainda no próximo mês, uma missão sanitária ao país asiático. O objetivo é viabilizar o acesso dos frigoríficos nacionais ao mercado sul-coreano, considerado estratégico para o setor agropecuário brasileiro.

    Caminho pavimentado por auditorias e diplomacia

    O avanço não é repentino: em 2023, autoridades sul-coreanas já haviam conduzido auditoria no sistema sanitário brasileiro, atestando a segurança do rebanho nacional para exportação. Lula, que visitou a Coreia do Sul em fevereiro de 2026, intensificou as tratativas para destravar o processo. A missão sanitária prevista para agosto é o último obstáculo técnico antes da liberação comercial, que deve impulsionar as exportações brasileiras de carne bovina para o país asiático.

    Coreia do Sul como novo eixo do agro brasileiro

    A abertura do mercado sul-coreano se soma a outras frentes de diversificação comercial do Brasil, que busca reduzir a dependência de parceiros tradicionais. Com uma população de mais de 50 milhões de habitantes e alto poder aquisitivo, a Coreia do Sul representa uma oportunidade para os frigoríficos nacionais ampliarem suas vendas no exterior, especialmente após a redução de barreiras sanitárias nos últimos anos.

  • Brasil faturam US$ 15,9 bilhões com exportações de carnes no primeiro semestre de 2026: recorde histórico

    Brasil faturam US$ 15,9 bilhões com exportações de carnes no primeiro semestre de 2026: recorde histórico

    O agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico nas exportações de carnes entre janeiro e junho de 2026. Segundo dados consolidados pela Scot Consultoria, com base nas estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado de carnes — bovina, suína, de aves e miúdos — chegou a 4,9 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 15,9 bilhões.

    Primeiro semestre de 2026 supera todos os recordes anteriores

    Os números representam o melhor desempenho da série histórica para o período, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de proteína animal. A comparação com o primeiro semestre de 2016 revela um crescimento exponencial: o volume exportado cresceu 64,3%, enquanto o faturamento disparou 173,1%, atingindo o maior nível dos últimos 11 anos.

    Demanda internacional e produção nacional em sintonia

    O avanço não é apenas quantitativo, mas também qualitativo. A expansão das exportações reflete tanto o aumento da produção nacional quanto a crescente demanda por carnes brasileiras nos mercados globais. Países da Ásia, Oriente Médio e Europa têm intensificado suas importações, aproveitando a competitividade dos produtos brasileiros em termos de preço, qualidade e escala.

    Perspectivas para o segundo semestre

    Com o mercado internacional ainda aquecido, especialistas projetam que o Brasil deve manter trajetória de crescimento nas exportações de carnes nos próximos meses. No entanto, desafios como a logística, barreiras sanitárias e a concorrência com outros produtores globais exigirão atenção para sustentar o ritmo atual.

  • EUA elevam tarifa sobre produtos brasileiros a 37,5% com nova sobretaxa de 12,5%

    EUA elevam tarifa sobre produtos brasileiros a 37,5% com nova sobretaxa de 12,5%

    A partir da madrugada desta sexta-feira (24), os Estados Unidos aplicarão uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a tributação total de parte das exportações nacionais a até 37,5%. A decisão, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), substitui a taxa temporária de 10% em vigor desde fevereiro e se soma à alíquota extra de 25% já aplicada desde 22 de julho.

    Justificativa da medida e escopo

    Segundo o governo estadunidense, o Brasil integra uma lista de 54 países que, na avaliação do USTR, não adotam mecanismos eficazes para coibir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A alegação sustenta a aplicação da tarifa adicional com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite sanções contra práticas desleais no comércio internacional.

    Impacto nas exportações e reações

    A sobretaxa afeta diretamente setores exportadores brasileiros, como agricultura, manufatura e bens industrializados, cujos produtos já enfrentavam barreiras tarifárias elevadas no mercado norte-americano. Especialistas avaliam que a medida pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros nos EUA, um dos principais destinos das exportações nacionais, além de gerar pressões sobre a balança comercial brasileira.

  • Brasil inaugura Banco Nacional de Antígenos contra febre aftosa: marco histórico para o agro brasileiro

    Brasil inaugura Banco Nacional de Antígenos contra febre aftosa: marco histórico para o agro brasileiro

    A pecuária brasileira alcançou um marco histórico em sua defesa sanitária nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, com a inauguração do Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa. A iniciativa, considerada estratégica para o setor agropecuário, amplia a capacidade de resposta do país a eventuais surtos da doença, garantindo a proteção do rebanho nacional e a manutenção do status sanitário brasileiro nos mercados internacionais.

    Um escudo contra emergências sanitárias

    O banco, composto pelos principais antígenos dos sorotipos do vírus da febre aftosa, possibilita a produção ágil de vacinas específicas em caso de detecção de focos. Essa estrutura é fundamental para um setor que movimenta cerca de R$ 100 bilhões anualmente e depende da credibilidade sanitária para acessar mercados exigentes, como China, União Europeia e Estados Unidos.

    Parceria pública-privada para consolidar liderança agro

    O projeto é resultado de uma colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Biogénesis Bagó, empresa global de saúde animal. A iniciativa reforça a posição do Brasil como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, ao mesmo tempo em que reduz riscos de sanções comerciais por barreiras sanitárias.

    Competitividade em xeque: o que está em jogo

    Sem um sistema de resposta rápida como este, o país ficava vulnerável a surtos que poderiam interromper exportações e gerar prejuízos bilionários. Agora, com o banco de antígenos, o Brasil ganha agilidade para conter crises sanitárias antes que afetem a cadeia produtiva, assegurando a continuidade de um dos pilares da economia nacional.

  • Controles fitossanitários blindam exportações brasileiras de grãos contra barreiras internacionais

    Controles fitossanitários blindam exportações brasileiras de grãos contra barreiras internacionais

    O setor de exportação de grãos brasileiro enfrenta um desafio operacional crítico: garantir que amostras de lotes gigantescos, destinados a mercados internacionais, sejam representativas o suficiente para evitar reprovações fitossanitárias. Na prática, uma única não conformidade pode inviabilizar um carregamento inteiro após meses de preparação.

    Tecnologia e rastreabilidade como pilares da redução de riscos

    Empresas do ramo investem em sistemas avançados de amostragem automatizada e softwares de rastreabilidade para minimizar erros humanos e assegurar que cada lote exportado mantenha padrões rigorosos. Segundo Fátima Parizzi, consultora técnica da ABIOVE e ANEC, a complexidade está não apenas no volume – que pode atingir milhares de toneladas por navio – mas na necessidade de acessar toda a massa de grãos de forma eficiente.

    O impacto das barreiras fitossanitárias no comércio global

    Com as exportações brasileiras de grãos atingindo US$ 87,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados do Ministério da Agricultura, a pressão por conformidade internacional nunca foi tão alta. Pragas quarentenárias, como a ferrugem asiática da soja ou o caruncho-do-milho, representam riscos que podem fechar portas em mercados como China, União Europeia e Oriente Médio.

    Consequências de uma notificação fitossanitária

    Quando um lote é reprovado por presença de contaminantes ou pragas, o prejuízo vai além do valor da carga: envolve custos logísticos de retorno, multas contratuais e danos à reputação do exportador. Por isso, a capacitação de equipes e a adoção de protocolos internacionais de controle estão se tornando tão estratégicas quanto a própria produção agrícola.

  • Tarifa de 25% sobre etanol brasileiro: EUA representam menos de 16% das exportações, dizem especialistas

    Tarifa de 25% sobre etanol brasileiro: EUA representam menos de 16% das exportações, dizem especialistas

    A tarifa dos EUA e seu impacto reduzido

    Na última quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de etanol brasileiro. Embora a medida possa afetar diretamente algumas empresas exportadoras, especialistas avaliam que o impacto sobre a economia do Brasil será limitado. Isso porque, atualmente, o mercado norte-americano representa menos de 16% do volume total de etanol exportado pelo país.

    Redução histórica na participação dos EUA

    Segundo analistas ouvidos pela imprensa, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras de etanol já vinha diminuindo há anos, mesmo antes da implementação da nova tarifa. “Antes mesmo do ‘tarifaço’, esse peso já era relativamente pequeno”, afirmou um professor do Instituto de Economia. A tendência de queda reforça a ideia de que a medida tem um forte componente político, mais do que econômico.

    Projetos alternativos para o etanol brasileiro

    Enquanto a tarifa dos EUA ganha destaque, iniciativas nacionais como o projeto da Better Group, que transforma batata-doce em etanol, biogás e nutrição animal em um ciclo sustentável, mostram que o setor brasileiro de biocombustíveis segue inovando. Com foco na diversificação de mercados e na sustentabilidade, o setor busca reduzir a dependência de um único comprador internacional.

  • Tarifa dos EUA isenta café e frutas brasileiras, mas uvas continuam em risco

    Tarifa dos EUA isenta café e frutas brasileiras, mas uvas continuam em risco

    Na última terça-feira, 15 de julho de 2025, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou a lista de produtos brasileiros que sofrerão uma tarifa adicional de 25%, medida que afeta diretamente as exportações do agronegócio. No entanto, a decisão surpreendeu ao poupar setores-chave como café, frutas in natura e processadas, além de castanhas.

    Frutas e café escapam do impacto imediato

    A isenção abrange mais de 10 variedades de frutas — como laranja, manga, banana e abacaxi — além de suco de laranja, café verde, torrado e solúvel não aromatizado. Para o setor, a medida representa um alívio temporário, mas não elimina os riscos de longo prazo, especialmente em um cenário de crescente protecionismo global.

    Uvas e outros produtos ainda sob vigilância

    Embora a lista de exceções seja extensa, alguns produtos, como as uvas, permaneceram fora da proteção. Especialistas do agronegócio brasileiro alertam que a falta de isenção para esta fruta pode indicar pressões futuras sobre setores menos consolidados no mercado norte-americano. A decisão reforça a necessidade de diversificação das exportações e investimentos em acordos bilaterais.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    A medida dos EUA, que entrou em vigor no dia seguinte à publicação (16 de julho de 2025), reduz os impactos imediatos sobre as exportações brasileiras, avaliadas em US$ 27 bilhões anuais. No entanto, o episódio serve como um lembrete da vulnerabilidade do setor diante de políticas comerciais voláteis, exigindo estratégias de mitigação por parte dos produtores.

  • EUA aplicam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros: agronegócio em alerta com medida que entra em vigor em 22 de julho

    EUA aplicam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros: agronegócio em alerta com medida que entra em vigor em 22 de julho

    Nova barreira comercial dos EUA afeta exportações brasileiras

    A medida, anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no início desta semana, amplia a incerteza para o agronegócio brasileiro, que tem nos EUA um dos principais destinos de suas exportações. A tarifa de 25% passa a vigorar em menos de uma semana, em 22 de julho, e abrange uma série de produtos, embora alguns itens estratégicos tenham sido poupados da taxação.

    Impacto imediato e resposta do governo brasileiro

    Empresas que dependem do mercado norte-americano já acendem o alerta, enquanto o governo brasileiro mantém a postura de diálogo para buscar uma solução. As negociações, no entanto, enfrentam o desafio de reverter uma decisão já formalizada e com prazo iminente para entrada em vigor. A medida também reacende discussões sobre a diversificação de mercados para o agronegócio nacional.

  • Exportações brasileiras de café podem saltar 17% em 2026/27, mas qualidade é ameaçada por chuvas atípicas

    Exportações brasileiras de café podem saltar 17% em 2026/27, mas qualidade é ameaçada por chuvas atípicas

    Colheita recorde pode impulsionar vendas externas

    O Brasil, maior produtor e exportador global de café, projeta um crescimento de 17% nas exportações para o ciclo 2026/27, iniciado em julho de 2026, segundo anúncio feito na última quarta-feira, 14 de julho, pelo presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Márcio Ferreira. A previsão é de que as vendas externas atinjam 45 milhões de sacas de 60 kg, recuperando patamares próximos ao registrado em 2024/25, quando o país exportou 45,6 milhões de sacas.

    Chuvas atípicas ameaçam qualidade dos grãos

    Apesar do otimismo com o volume, o setor enfrenta desafios na qualidade dos cafés devido a chuvas inesperadas durante a colheita. Segundo Ferreira, as precipitações — influenciadas pelo fenômeno El Niño — ocorreram em junho, período tradicionalmente seco na região produtora, comprometendo a secagem e a uniformidade dos grãos. “O momento foi inapropriado para chuvas”, afirmou o executivo, destacando que a umidade excessiva pode reduzir o valor de mercado do produto brasileiro no exterior.

    Recuperação após crise de oferta e tarifas nos EUA

    O crescimento projetado para 2026/27 representa uma virada em relação ao ciclo 2025/26, quando as exportações brasileiras foram afetadas tanto pela menor oferta quanto pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos, principal destino do café nacional. A retomada das vendas externas sinaliza uma possível estabilização do mercado, mas depende da resolução dos problemas de qualidade identificados recentemente.