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  • FAEP defende plano emergencial para erradicar brucelose no Paraná até 2026

    FAEP defende plano emergencial para erradicar brucelose no Paraná até 2026

    Brucelose volta à pauta: Paraná mira erradicação após controle da aftosa

    O Paraná, que recentemente superou desafios como a febre aftosa, agora enfrenta um novo front: a brucelose. Na última quarta-feira (4/6), representantes do Sistema FAEP, comissões técnicas de bovinocultura, associações rurais e órgãos reguladores se reuniram para reativar o comitê estadual de combate à doença. O objetivo é traçar um plano de ação concreto, com metas a curto e médio prazos, para evitar prejuízos à pecuária paranaense — cuja sanidade é fundamental para a economia local.

    Plano emergencial: da inércia à ação coordenada

    Durante o encontro, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, classificou a brucelose como “nova missão” após a erradicação da aftosa. “Precisamos sair da inércia. Temos a estrutura, os recursos e o conhecimento para erradicar essa doença de vez”, declarou. A entidade se comprometeu a apoiar órgãos oficiais em frentes como fiscalização, vacinação e conscientização de produtores, mas cobrou agilidade na implementação das medidas.

    Risco econômico: o que está em jogo

    A brucelose, doença bacteriana que afeta bovinos e bubalinos, causa abortos espontâneos, queda na produção leiteira e inviabiliza a comercialização de animais infectados. Segundo especialistas, a falta de controle pode gerar perdas superiores a R$ 50 milhões anuais no Paraná, além de barreiras sanitárias que prejudicariam as exportações de carne e lácteos. “O Paraná não pode repetir erros do passado. A doença já foi controlada em outros estados, e temos todas as condições para fazer o mesmo”, afirmou um técnico do MAPA presente na reunião.

    Próximos passos: cobrança por resultados

    O comitê reativado terá até agosto para apresentar um cronograma detalhado, com etapas como mapeamento de propriedades com casos confirmados, treinamento de veterinários e campanhas de vacinação massiva. A expectativa é que o plano seja integrado ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), coordenado pelo Ministério da Agricultura. “Não adianta só discutir. Precisamos de ações concretas, com prazos e responsabilidades claras”, enfatizou Meneguette.

  • FAEP pressiona governo para barrar leite importado com dumping de até 60%: decisão sobre antidumping pode prejudicar produtores brasileiros

    FAEP pressiona governo para barrar leite importado com dumping de até 60%: decisão sobre antidumping pode prejudicar produtores brasileiros

    A decisão do governo federal de não aplicar medidas antidumping contra as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, anunciada na quinta-feira (28 de maio de 2026), acendeu um alerta no Sistema FAEP (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná). A medida contraria a recomendação da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que, na mesma data, reconheceu a prática de dumping pelos dois países — com margens de até 60% para a Argentina e 50% para o Uruguai — e confirmou danos à produção brasileira.

    Competição desleal joga na corda bamba o setor leiteiro nacional

    O Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), já havia documentado em abril de 2026 as margens de dumping e o impacto negativo sobre os produtores brasileiros. Desde então, o Sistema FAEP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) e outras federações, intensificou as articulações para pressionar pela aplicação das barreiras comerciais.

    Setor agropecuário se mobiliza para reverter a decisão

    A decisão do governo de ignorar os alertas da Camex e do Decom é vista como um retrocesso pelo setor. “Essa postura ignora não apenas os dados técnicos, mas também a realidade dos produtores brasileiros, que já enfrentam uma queda nos preços do leite e um cenário de incerteza“, afirmou um representante do FAEP. A mobilização agora inclui a busca por diálogo com o Executivo e a articulação com parlamentares para que a medida seja revista antes de causar danos irreversíveis à cadeia produtiva.

    O leite importado, mesmo com preços artificialmente baixos, compromete a competitividade dos laticínios nacionais, que operam com custos mais elevados e enfrentam barreiras sanitárias e logísticas. A falta de ações antidumping, segundo analistas, pode agravar a crise no campo, já fragilizada por fatores como a alta dos insumos e a instabilidade climática.