O Brasil despediu-se nesta sexta-feira (17 de julho de 2026) de uma das figuras mais influentes de sua história agropecuária: o Dr. Fausto Pereira Lima, pesquisador, zootecnista e autoridade incontestável no melhoramento genético bovino. Com mais de sete décadas dedicadas à pecuária de corte, ele faleceu aos 96 anos, deixando um legado que transcende gerações e redefine os padrões da bovinocultura nacional.
Mais de 70 anos de contribuições para a pecuária brasileira
Nascido em 8 de maio de 1930, o Dr. Fausto Pereira Lima iniciou sua trajetória profissional em uma época em que a seleção genética de bovinos no Brasil ainda engatinhava. Seu trabalho pioneiro, marcado pelo rigor científico e pela aplicação prática, transformou o Nelore — raça símbolo da pecuária nacional — em um modelo de eficiência produtiva. Por meio de metodologias inovadoras, ele estabeleceu critérios objetivos para avaliação de características morfológicas, funcionais e comportamentais, que se tornaram referência para criadores e técnicos em todo o país.
Um legado que vive nas fazendas e nas salas de aula
O impacto do Dr. Fausto pode ser medido não apenas na quantidade de animais geneticamente superiores disseminados pelo Brasil, mas também na formação de profissionais que hoje comandam programas de melhoramento em grandes fazendas e instituições de pesquisa. Seus ensinamentos, disseminados em livros, palestras e mentorias, continuam a nortear a seleção de animais, garantindo maior produtividade e adaptabilidade às condições brasileiras. Muitos dos atuais programas de melhoramento genético, como os da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), carregam a marca de sua influência.
Homenagem à trajetória de um visionário
Em vida, o Dr. Fausto recebeu inúmeros prêmios e honrarias, incluindo a Ordem do Mérito Agrícola e o título de Professor Emérito em diversas universidades. Seu nome está permanentemente associado à revolução que a pecuária brasileira viveu nas últimas décadas, quando deixou de ser apenas extrativista para se tornar uma atividade baseada em ciência e inovação. Hoje, sua ausência deixa um vazio não apenas na academia e no campo, mas também na cultura de uma geração que cresceu sob sua orientação.
