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  • Exportações recorde de arroz em 2026: como o Brasil virou o jogo no mercado global e aliviou os preços internos

    Exportações recorde de arroz em 2026: como o Brasil virou o jogo no mercado global e aliviou os preços internos

    O Brasil consolidou em 2026 uma virada histórica no mercado global de arroz, com as exportações no primeiro semestre atingindo patamares recorde. Segundo dados da Federarroz, os embarques cresceram mais de 80% em comparação ao mesmo período de 2025, um desempenho que não apenas aliviou a pressão sobre o mercado interno como também abriu caminho para uma recuperação gradual dos preços pagos aos produtores rurais.

    O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, atribui o sucesso ao ritmo acelerado das vendas externas, que permitiu aos agricultores direcionar parte da safra para o exterior — evitando um excesso de oferta doméstica que poderia deprimir ainda mais os valores da saca. “A liquidez proporcionada pelas exportações foi determinante para melhorar a remuneração dos produtores, especialmente em um contexto onde os custos de produção seguem pressionados”, afirmou Nunes.

    Exportações batem recorde, mas desafios persistem no campo

    Ainda que o volume embarcado em 2026 já supere a marca de 1 milhão de toneladas, a projeção da Federarroz é de que o Brasil feche o ano com cerca de 2 milhões de toneladas exportadas — um recorde histórico para o setor. No entanto, especialistas alertam que o avanço depende de fatores externos, como a manutenção da demanda global e a estabilidade dos custos logísticos, que ainda sofrem com a volatilidade dos fretes marítimos.

    Preços internos em trajetória de recuperação, mas com cautela

    O alívio na oferta interna, combinado com a redução de estoques, já começa a se refletir nos preços pagos aos produtores. Dados preliminares do Cepea/Esalq indicam uma alta de cerca de 12% no valor da saca de arroz em junho, em comparação a maio, impulsionada pela menor disponibilidade no mercado doméstico. “A tendência é positiva, mas é preciso observar se essa recuperação será sustentável ao longo do segundo semestre”, pondera Nunes.