Tag: Ferrari

  • Ferrari Luce: bastidores da apresentação secreta com Hamilton e Leclerc revelam detalhes do futuro elétrico da marca

    Ferrari Luce: bastidores da apresentação secreta com Hamilton e Leclerc revelam detalhes do futuro elétrico da marca

    Um marco histórico antes do lançamento oficial

    No dia 25 de maio de 2026, há exatos 79 anos da primeira vitória da Ferrari no Grande Prêmio de Roma, a marca italiana realizou uma apresentação ultrassecreta em Balocco, seu centro de testes. Lá, um protótipo da Luce — seu futuro modelo elétrico — foi mostrado pela primeira vez a um seleto grupo de convidados, incluindo pilotos.

    Hamilton e Leclerc à frente do futuro

    Charles Leclerc e Lewis Hamilton, ainda sem ver o carro oficialmente, tiveram a chance de subir a bordo do protótipo em testes. Enquanto a equipe de produção gravava imagens promocionais, Raffaele De Simone, chefe de testes da Ferrari, questionou sobre a viabilidade de uma Ferrari 100% elétrica — um tema que ganha relevância diante da transição energética da indústria.

    A Luce chega em 30 dias

    A apresentação da Luce marca um momento decisivo para a Ferrari, que se prepara para lançar o modelo em menos de um mês. O evento em Balocco, além de relembrar a história da marca, sinaliza uma nova era: a da mobilidade elétrica sem perder a essência esportiva que define a Scuderia.

  • Ferrari leva luxo ao extremo: miniaturas de supercarros custam mais que um Chevrolet Onix novo

    Ferrari leva luxo ao extremo: miniaturas de supercarros custam mais que um Chevrolet Onix novo

    A Ferrari não vende apenas supercarros. Em um movimento que reforça seu status de marca de luxo global, a italiana lança itens que custam mais do que muitos carros populares no Brasil — e que, em alguns casos, superam o preço de um Chevrolet Onix novo. Com detalhes artesanais e materiais premium, as réplicas e acessórios da marca prometem atrair colecionadores e fãs dispostos a pagar pela exclusividade.

    Miniatura 1:18 do Daytona SP3: precisão de engenharia em escala reduzida

    A mais impressionante — e cara — das ofertas é a miniatura em escala 1:18 do Ferrari Daytona SP3, produzida pela Amalgam. Com pintura artesanal e interior fielmente reproduzido, a peça utiliza dados reais do projeto original da Ferrari para garantir precisão milimétrica. O preço? US$ 20.200 (cerca de R$ 110 mil na cotação atual). Um valor que supera o de modelos como o Onix LT 1.0 Turbo, cujo preço de tabela no Brasil chega a R$ 95 mil.

    Bonés e acessórios: da pista para o dia a dia

    Para os fãs menos radicais, a Ferrari também oferece o Boné Ferrari 2026, réplica do modelo que Lewis Hamilton usará durante o Campeonato Mundial deste ano. Com detalhes brancos, o Scudetto central e o logotipo da Puma na aba, o item é vendido por US$ 55 — mas apenas sob encomenda. Outra opção são os Brincos Cavallino, fabricados na Itália com acabamento em rutênio e fecho de pressão Omega. Por US$ 350, eles prometem conforto e elegância, mantendo a icônica imagem do cavalo rampante sempre alinhada.

    Óculos aviador: a elegância italiana em detalhes

    Fechando a linha de artigos, a Ferrari apresenta seus óculos de sol inspirados no modelo aviador. Com frente em acetato transparente, núcleo de metal gravado a laser e lentes de vidro Barberini, o acessório combina sofisticação e funcionalidade. As bordas chanfradas garantem profundidade à silhueta, enquanto o design remete à herança da marca nas pistas.

    Dados atualizados em 19 de julho de 2026.

  • Ferrari 12Cilindri Manuale: a máquina que ressuscita o câmbio manual com V12 de 830 cv e 1.499 unidades

    Ferrari 12Cilindri Manuale: a máquina que ressuscita o câmbio manual com V12 de 830 cv e 1.499 unidades

    A volta dos três pedais em plena era da automação

    A Ferrari inovou ao lançar a 12Cilindri Manuale, uma edição especial limitada a 1.499 unidades que revive a experiência do câmbio manual em um supercarro de produção. Com um motor V12 6.5 aspirado de 830 cavalos e corte a 9.500 rpm, o modelo combina performance brutal com a nostalgia dos três pedais, algo praticamente extinto em carros de série desde a Ferrari California T de 2012.

    Tecnologia ‘by-wire’ para simular a emoção (ou o sofrimento) do manual

    O sistema ‘Manuale by-wire’ da 12Cilindri Manuale substitui o câmbio tradicional por um comando eletrônico que simula a embreagem, os engates e até os trancos característicos de uma transmissão manual. O motor pode até ‘morrer’ em trocas mal executadas, como nos velhos tempos. Tudo isso é gerenciado por um câmbio de dupla embreagem de oito marchas, mas que opera em modo manual com seis relações, oferecendo um realismo surpreendente para os puristas.

    Um tributo ao passado com DNA futurista

    Mais do que uma brincadeira nostálgica, a 12Cilindri Manuale é um manifesto da Ferrari: um V12 aspirado em plena era da eletrificação, com uma sonoridade que ecoa as gloriosas décadas de 1960 e 1970. A edição limitada reforça o caráter exclusivo do modelo, posicionando-o como uma peça de colecionador — e um desafio para os novos motoristas, acostumados com a suavidade dos câmbios automáticos.

  • Ferrari 12Cilindri Manuale: a volta do câmbio manual em um grand tourer elétrico? Entenda a engenharia por trás do ‘Manual By-Wire’

    Ferrari 12Cilindri Manuale: a volta do câmbio manual em um grand tourer elétrico? Entenda a engenharia por trás do ‘Manual By-Wire’

    A Ferrari, tradicionalmente avessa a transmissões manuais em seus carros modernos, surpreendeu ao lançar a 12Cilindri Manuale — uma versão do grand tourer elétrico que promete recriar a sensação de um câmbio manual, mas sem abrir mão da eficiência de uma transmissão de dupla embreagem.

    A estreia da versão *Manuale* chega em um momento delicado para a marca italiana. Após as polêmicas envolvendo a Luce, seu primeiro carro elétrico, cujos clientes criticaram a ausência de emoção na condução, a Ferrari parece ter ouvido os apelos dos entusiastas. A solução? Um sistema batizado de Manuale By-Wire, que simula a experiência de trocar marchas manualmente, mas com a velocidade e precisão de uma transmissão automatizada.

    Do Koenigsegg ao DNA Ferrari: como funciona a transmissão ‘manual’ da 12Cilindri

    A 12Cilindri Manuale mantém a mesma base da versão padrão: uma transmissão de oito marchas com dupla embreagem. A diferença está na implementação do sistema *By-Wire*, que permite ao motorista acionar as seis primeiras marchas (e a ré) por meio de uma alavanca de câmbio tradicional, com direito a abaixar a embreagem virtualmente — tudo controlado eletronicamente.

    O resultado é uma experiência híbrida: a agilidade de trocas instantâneas, típica dos melhores sistemas automatizados, aliada à sensação tátil de uma transmissão manual. Segundo a Ferrari, essa tecnologia foi desenvolvida em parceria com engenheiros especializados em sistemas *fly-by-wire*, semelhante ao que a Koenigsegg usou no CC850, outro carro que mistura conceitos de condução analógica e digital.

    Prazer de dirigir ou apenas um ‘gadget’ para colecionadores?

    Ainda é cedo para cravar se a 12Cilindri Manuale cairá no gosto dos puristas ou se será vista como um mero tech toy para milionários. Afinal, a transmissão continua sendo automatizada em essência — o que pode frustrar quem busca a autenticidade de um câmbio manual de verdade. Por outro lado, ela oferece uma terceira opção no mercado, entre as transmissões puramente automáticas e as manuais convencionais, cada vez mais raras.

    Para a Ferrari, o lançamento pode ser uma jogada estratégica: atrair clientes que desejam a exclusividade de uma transmissão ‘manual’ sem sacrificar o desempenho de um veículo elétrico de alta performance. Afinal, a marca já deixou claro que não abandonará os elétricos — mas também não abrirá mão do seu DNA esportivo.

    O que esperar daqui para frente?

    Com a estreia da 12Cilindri Manuale, a Ferrari sinaliza que está disposta a experimentar — mesmo que isso signifique revisitar conceitos do passado. Se a inovação será bem recebida ou vista como um capricho tecnológico, só o tempo dirá. Uma coisa é certa: em um mercado cada vez mais dominado por transmissões automatizadas, a marca italiana prova que ainda há espaço para a emoção na direção.

  • Ferrari Luce elétrica explode em vendas na China: 88 unidades esgotadas em 48 horas

    Ferrari Luce elétrica explode em vendas na China: 88 unidades esgotadas em 48 horas

    A controversa Ferrari Luce, principal lançamento elétrico da marca italiana para 2026, está reescrevendo as apostas da Ferrari no segmento de EVs. Mesmo após críticas ao design radicalmente distinto das icônicas superesportivas da marca, o modelo conquistou a China em velocidade recorde. Segundo informações do Beijing Business Times, as 88 unidades alocadas para o mercado asiático — inicialmente consideradas modestas — foram esgotadas em menos de 48 horas após o início dos pedidos.

    A Luce prova que a rejeição inicial não define o sucesso

    A Luce não escapou da polêmica desde sua estreia. Com quatro motores elétricos somando 1.050 cv, o modelo abandona o DNA visceral das Ferrari clássicas, como a F40 e a 458 Italia, em favor de uma proposta futurista e agressiva. Críticas nas redes sociais classificavam o design como “demasiado radical” ou até “herético” para a marca. Contudo, os números mostram que o público chinês — principal mercado de luxo automotivo do mundo — não se deixou influenciar pelo conservadorismo dos puristas.

    Demanda supera expectativas: Ferrari já aceita novos pedidos

    O sucesso foi tão expressivo que a Ferrari Beijing, braço local da marca, já está aceitando novos pedidos para a Luce, indicando que o limite inicial de 88 unidades pode ser expandido. O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, revelou na última semana que a fabricante recebeu “forte interesse” pelo modelo, com depósitos confirmados mesmo antes da estreia oficial no país. “As reações superaram nossas projeções”, declarou Vigna em coletiva de imprensa.

    O que vem pela frente: será a Luce um divisor de águas?

    Com preço estimado em cerca de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,8 milhões, na cotação atual), a Luce chega em um momento crucial para a Ferrari. A marca, que tradicionalmente foca em motores a combustão, aposta alto no elétrico para cumprir metas ambientais e atrair novos consumidores. Se o sucesso na China se confirmar em outros mercados — como Europa e EUA —, a Luce pode se tornar o primeiro EV da Ferrari a justificar a transição tecnológica sem perder a essência da marca. Por enquanto, o “efeito surpresa” é real: o que parecia um risco virou oportunidade.

  • Ferrari desmente boato: Luce não é obrigatória para manter status de cliente premium

    Ferrari desmente boato: Luce não é obrigatória para manter status de cliente premium

    A polêmica em torno da Ferrari Luce, apresentada há um mês como a primeira elétrica da marca, ganhou novo capítulo nesta terça-feira (23 de junho de 2026). Especulações davam conta de que concessionárias estariam pressionando clientes a encomendar o modelo para não perder benefícios como o status de ‘top client’ ou a prioridade em aquisições de veículos de edição limitada.

    A Ferrari rebate acusações com clareza

    Em resposta direta a essas alegações, divulgadas inicialmente pela Bloomberg, o Chief Marketing Officer da Ferrari, Enrico Galliera, desmentiu categoricamente qualquer prática de venda forçada. Em entrevista ao Automoto.it, Galliera afirmou: ‘Circulam muitas especulações sobre o mercado de Ferrari, mas isso é falso’. A posição oficial da marca, segundo ele, é clara desde o lançamento: a Luce foi desenvolvida para um perfil de cliente específico, distinto dos tradicionais, embora estes possam adquiri-la caso desejem.

    Por que a Ferrari não teria motivos para coagir clientes?

    Galliera ainda destacou que uma estratégia de vendas coercitivas seria contraproducente. ‘Operações desse tipo seriam um tiro no pé’, declarou. O receio da marca italiana seria justamente o de alienar clientes históricos, que poderiam se sentir desrespeitados ou pressionados — um risco incompatível com a imagem de exclusividade e prestígio associada à Ferrari. A Luce, portanto, surge como uma opção adicional no portfólio, sem substituir ou condicionar o acesso a outros modelos.

    O que muda para os clientes da Ferrari?

    Para os entusiastas da marca, a notícia reforça a flexibilidade da Ferrari em atender diferentes demandas, sem impor restrições artificiais. Enquanto a Luce representa a entrada da marca no segmento elétrico — um movimento estratégico para acompanhar tendências globais —, os clientes tradicionais mantêm seus privilégios, desde que não haja interesse na nova opção. A transparência da Ferrari, ao desmentir os boatos, busca preservar a confiança em um mercado onde a lealdade à marca é um ativo inestimável.

  • Ferrari Luce: entre polêmicas e o futuro elétrico da marca italiana

    Ferrari Luce: entre polêmicas e o futuro elétrico da marca italiana

    A Ferrari Luce, apresentada há três semanas, continua gerando polêmicas — desta vez, não apenas pelo design disruptivo, mas pela percepção equivocada de que o modelo teria abalado as ações da marca na bolsa. Embora a queda de valor tenha sido real, a associação com a Luce é um equívoco: o que realmente moveu o mercado foi a dúvida sobre como a Ferrari se adaptaria à era elétrica.

    Mais que um carro: um manifesto da Ferrari para o futuro

    A Luce não é apenas a primeira Ferrari 100% elétrica, mas também um sinal claro de que a marca não pode mais se limitar a reações tardias. Como uma das inovadoras históricas do setor automotivo, a Ferrari precisa liderar a transição, mesmo que isso signifique romper com décadas de tradição. O desafio é enorme: manter a identidade esportiva e exclusiva da marca em um segmento dominado por concorrentes generalistas.

    Três fatores que podem transformar a Luce em uma raridade

    O modelo reúne características que, no futuro, poderão torná-lo um item de coleção: além de ser a primeira Ferrari elétrica, é também a primeira de quatro portas com carroceria liftback — um formato inédito para a marca — e carrega uma forte influência de design estrangeiro, algo incomum no DNA italiano da fabricante. Esses elementos, combinados, projetam a Luce como uma peça única, potencialmente disputada por colecionadores.

    O preço da inovação: riscos e oportunidades

    A Ferrari não precisa da Luce para sobreviver, mas não pode ignorar que o mundo está mudando. A montadora tem duas opções: reagir às tendências ou ditá-las. A Luce é um teste. Se o modelo for bem-sucedido, poderá abrir caminho para uma nova linha de produtos elétricos. Se fracassar, a Ferrari arrisca perder relevância em um mercado cada vez mais orientado para a sustentabilidade — mesmo que isso signifique abandonar parte de sua herança.

  • Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Legado ou evolução: a Ferrari resiste ao apagão dos motores a combustão

    Na última semana, a apresentação da Ferrari Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, acendeu um debate acalorado entre puristas e entusiastas da eletrificação. A polêmica ganhou ainda mais combustível quando o ex-presidente da montadora, Luca di Montezemolo, afirmou que o modelo poderia “destruir uma lenda”. A reação não demorou: Benedetto Vigna, atual CEO, saiu em defesa da estratégia, mas deixou claro que a Ferrari não eliminará os motores a gasolina — ao contrário do que alguns temiam.

    “O cliente escolhe”: a estratégia tripla da Ferrari para o futuro

    Em entrevista ao portal australiano Drive, Vigna desmistificou a ideia de uma transição forçada para a eletrificação. Segundo ele, a marca já trabalha com três frentes: motores a combustão (IC), híbridos e elétricos, sem hierarquia entre elas. “Temos o motor a combustão, temos híbrido e temos elétrico. Ponto final. Depois, o cliente escolhe o que quiser”, declarou. A afirmação desmonta a tese de que a Ferrari estaria abandonando seu DNA tradicional para abraçar o elétrico a qualquer custo.

    A postura reflete uma estratégia cautelosa, mas não reativa. Vigna admitiu que a demanda por carros elétricos já é uma realidade incontornável: “Se os clientes estão pedindo isso, já é tarde demais”. Ou seja, a Ferrari atendeu à pressão do mercado ao lançar a Luce, mas sem abrir mão de seus ícones como o Daytona SP3 ou o SF90 Stradale — este último, um híbrido que já vende como água.

    O que a Luce representa: um marco ou um risco calculado?

    A Luce, nome que homenageia a luz (em italiano), não é apenas um carro elétrico: é um manifesto. Com design futurista e tecnologia de ponta, o modelo é a resposta da Ferrari aos consumidores que exigem performance sem emissões — mas sem abrir mão do prazer de dirigir que a marca cultiva. No entanto, o debate interno persiste: enquanto Montezemolo enxerga a eletrificação como uma ameaça à identidade da Scuderia, Vigna vê nela uma oportunidade de atrair novos públicos.

    Para os fãs do combustão, a garantia de Vigna soa como um alívio. Afinal, como ele mesmo pontuou, a Ferrari sempre foi sinônimo de liberdade — e, no imaginário coletivo, liberdade ainda rima com motores rugindo. A pergunta que fica é: até quando a gasolina resistirá no portfólio da marca? A história sugere que, pelo menos por enquanto, a resposta é simples: até o cliente decidir o contrário.

  • Lamborghini ignora elétricos: CEO defende motores a combustão e desafia Ferrari após lançamento polêmico

    Lamborghini ignora elétricos: CEO defende motores a combustão e desafia Ferrari após lançamento polêmico

    Um recado claro ao mercado: Lamborghini mantém a gasolina

    A Lamborghini não apenas adiou novamente — desta vez de forma indefinida — o lançamento de seu primeiro carro elétrico, como reforçou publicamente sua decisão. Stephan Winkelmann, CEO da marca, justificou a postura ao destacar a preferência de seus clientes por “carros emocionais”, categoria que, segundo ele, ainda não inclui os elétricos. Enquanto a Ferrari chocou o mercado no dia 24 de maio de 2026 com o lançamento do Luce — seu primeiro modelo 100% elétrico, cujo design gerou críticas —, a rival italiana optou por apostar em uma estratégia oposta: a de que o futuro, por enquanto, ainda tem cheiro de combustível.

    Híbridos como trincheira: a aposta Lamborghini no meio-termo

    A marca não está completamente alheia à eletrificação: o Revuelto, lançado recentemente, representa sua principal aposta em transição energética. Com um sistema híbrido plug-in, o modelo mantém a essência dos superesportivos da casa — performance agressiva e som estridente — sem abrir mão de uma pegada mais sustentável. Porém, a ausência de uma data para um elétrico puro sinaliza que, para a Lamborghini, o “futuro” ainda não chegou com a mesma intensidade anunciada por concorrentes.

    Enquanto isso, outras marcas de luxo e esportivas revisam suas estratégias elétricas. Algumas, como a Porsche com seu Taycan, já consolidaram presença no segmento, mas muitas ainda hesitam entre a pressão regulatória e a fidelidade de uma clientela que, segundo Winkelmann, ainda prefere a “emoção” dos motores a combustão. A pergunta que fica é: até quando essa resistência será sustentável em um mercado cada vez mais dominado pela transição energética?

    Ferrari acende o debate: o que os clientes realmente querem?

    O lançamento do Ferrari Luce — um sedan elétrico com design futurista que dividiu opiniões — expôs uma divisão no setor. Enquanto a Ferrari aposta alto no elétrico como símbolo de inovação, a Lamborghini questiona se o público premium está realmente pronto para abandonar a tradição. A polêmica em torno do Luce, que muitos consideraram “muito convencional” para uma marca que sempre inovou em design, reforça a tese da Lamborghini de que o mercado ainda não tem clareza sobre o que deseja.

    O desafio das marcas italianas, agora, é equilibrar inovação e identidade. Enquanto a Ferrari avança com ousadia, a Lamborghini opta pela cautela — mas corre o risco de perder relevância em um segmento onde a eletrificação não é mais uma opção, e sim uma inevitabilidade.

  • Ferrari Luce EV: Hamilton e Leclerc analisam design radical e tração elétrica do hipercarro de €550 mil

    Ferrari Luce EV: Hamilton e Leclerc analisam design radical e tração elétrica do hipercarro de €550 mil

    A Ferrari não perde tempo em conectar suas duas frentes de atuação: a pista e a estrada. Na última quarta-feira (21/05/2026), a marca italiana aproveitou a presença de Lewis Hamilton e Charles Leclerc para colher impressões sobre a Luce EV, o hipercarro elétrico que já divide opiniões antes mesmo de chegar ao mercado.

    Um design que rompe 80 anos de história

    Com preço fixado em €550 mil, a Luce EV não é apenas mais um lançamento da Ferrari — é uma declaração de ruptura. Charles Leclerc, acostumado a pilotar modelos que seguem a tradição de Maranello, foi direto ao ponto: “O design é muito, muito diferente de tudo o que vimos da Ferrari no passado”. A afirmação, embora diplomática, esconde a magnitude da mudança: linhas afiadas, ausência de grades clássicas e uma estética que lembra mais protótipos de ficção científica do que os Ferrari de rua dos últimos anos.

    Tração elétrica e botões físicos: uma volta ao passado?

    Se o visual é futurista, a Luce EV mantém um pé no tradicionalismo. Leclerc mencionou com aprovação o retorno de botões físicos, uma escolha que contrasta com a tendência de telas sensíveis ao toque em outros modelos premium. Já Hamilton, mais reservado, limitou-se a elogiar a inovação sem entrar em detalhes técnicos — afinal, críticas ao produto da empresa que o emprega não são bem-vindas.

    O equilíbrio entre paixão e mercado

    A Luce EV chega em um momento delicado para a Ferrari. Enquanto a F1 vive uma era de rivalidades intensas, a marca precisa vender carros para garantir sua independência financeira. O hipercarro elétrico, com sua proposta radical, é um teste: será que os fãs da “Rossa” estão prontos para abandonar o ronco dos motores V12 em nome da performance silenciosa e do design disruptivo?