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  • Nubank mantém ritmo de contratações e exige conhecimento em IA: ‘IA não substitui criatividade’

    Nubank mantém ritmo de contratações e exige conhecimento em IA: ‘IA não substitui criatividade’

    O Nubank segue expandindo sua equipe mesmo em tempos de incertezas sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Em entrevista nesta semana, Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design da fintech, esclareceu que a empresa não apenas manteve suas contratações como também ajustou seu critério de seleção para incluir profissionais com conhecimento em IA.

    IA como diferencial nas contratações

    A executiva destacou que candidatos com familiaridade em ferramentas de IA se tornaram prioridade no processo seletivo do Nubank. “A inteligência artificial não substitui a criatividade humana, mas potencializa nosso trabalho. Por isso, buscamos pessoas que já tenham tido contato com essas tecnologias”, afirmou Kiss.

    Sistema de design como pilar da inovação

    O Nubank utiliza o Figma para manter seu design system (NuDS), que padroniza as interfaces do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes. A adoção de tecnologias como IA no processo criativo reflete a estratégia da empresa de aliar eficiência operacional à experiência do usuário. “Nosso time de design precisa não apenas criar, mas também otimizar processos com ferramentas inteligentes”, explicou a diretora.

    Contexto: IA no mercado financeiro brasileiro

    O movimento do Nubank segue tendências recentes no setor, como a decisão da GM no mês passado de priorizar contratações com habilidades em IA. Enquanto algumas empresas reduzem equipes por conta da automação, a fintech reforça que a IA é um complemento — e não um substituto — para os profissionais. “Estamos contratando mais, mas com um perfil diferente”, resumiu Kiss.

  • Figma lança Motion: IA cria animações 3D e desafia Adobe After Effects

    Figma lança Motion: IA cria animações 3D e desafia Adobe After Effects

    Uma batalha de gigantes no universo do design

    O Figma não está mais brincando em faixa quando o assunto é competir com a Adobe. Na última quarta-feira (24/06), durante o evento Config 2026 em San Francisco, a empresa anunciou o Motion, uma ferramenta baseada em IA que promete transformar a criação de animações, transições e até transformações 3D diretamente no editor — sem precisar sair da plataforma ou recorrer a softwares externos como o After Effects.

    IA que faz o trabalho pesado — ou você mesmo

    O Motion funciona de duas formas: através de comandos de linguagem natural, onde a IA gera automaticamente as animações com base em descrições do usuário, ou por meio de ajustes manuais em uma linha do tempo integrada. O mais impressionante? O sistema já exporta código limpo e pronto para implementação, eliminando etapas burocráticas de desenvolvimento.

    Durante a apresentação, Dylan Field, fundador e CEO do Figma, garantiu que os resultados são tão impactantes que os usuários iriam reagir com um sonoro “uau!” — e, pelo que foi mostrado, a promessa não parece exagerada. A integração com sistemas de design existentes ainda garante que o Motion não seja apenas uma ferramenta isolada, mas parte de um ecossistema completo.

    O futuro do design está em movimento — literalmente

    Além do Motion, o Figma também anunciou atualizações envolvendo agentes de IA capazes de automatizar tarefas repetitivas e sugerir melhorias de design em tempo real. A estratégia é clara: posicionar a plataforma não apenas como uma ferramenta de prototipação estática, mas como um ambiente central para todo o processo criativo, do esboço à entrega final.

    Com a Adobe já dominando o mercado de motion design há décadas, a chegada do Figma ao segmento é mais um sinal de que a guerra pelo controle dos fluxos de trabalho criativos está esquentando. Para designers e equipes de produto, a novidade pode significar mais liberdade, menos dependência de ferramentas especializadas e, acima de tudo, a chance de inovar sem barreiras técnicas.