Tag: financiamento

  • Apple Upgrade: programa de assinatura de iPhones e Macs chega em 28 de julho com financiamento de até 36 meses

    Apple Upgrade: programa de assinatura de iPhones e Macs chega em 28 de julho com financiamento de até 36 meses

    A gigante tecnológica deve anunciar em 28 de julho de 2026, nos Estados Unidos, o Apple Upgrade, um novo modelo de negócio que transforma a compra de dispositivos da marca em um sistema de assinatura ou leasing. O programa, ainda não confirmado oficialmente, promete financiar aparelhos como iPhones, MacBooks, iPads e até o Apple Watch em até 36 meses.

    Flexibilidade e atualização constante

    Após o pagamento integral das parcelas, o consumidor passa a ser proprietário do equipamento. Alternativamente, pode liquidar a dívida antes do prazo final ou, ao término do contrato, optar por trocar o dispositivo por uma versão mais recente. A estratégia visa fidelizar clientes e manter a atualização constante da base de usuários.

    Estratégia alinhada ao mercado

    A iniciativa reflete uma tendência crescente no setor de tecnologia, onde modelos de assinatura e financiamento flexível ganham espaço frente à venda tradicional. Especialistas avaliam que a medida pode reduzir a resistência de consumidores em adquirir produtos de alto valor, ao diluir o custo em parcelas mensais.

  • Move Brasil: crédito para taxistas e motoristas de aplicativo trava no BNDES; menos de 5% dos pedidos são aprovados

    Move Brasil: crédito para taxistas e motoristas de aplicativo trava no BNDES; menos de 5% dos pedidos são aprovados

    O programa Move Brasil, lançado em 19 de junho com o objetivo de facilitar o financiamento de veículos para taxistas e motoristas de aplicativo, já mostra sinais de colapso antes mesmo de completar duas semanas. Apesar da expectativa gerada nas concessionárias — que registraram filas e agendamentos lotados no fim de semana seguinte ao anúncio — a realidade enfrentada pelos profissionais é de baixa aprovação de crédito e falta de transparência por parte do BNDES.

    Crédito emperrado: apenas uma minoria consegue pré-aprovação

    Segundo relatos de motoristas e vendedores ouvidos pela *Quatro Rodas*, menos de 5% dos interessados conseguem sequer a pré-aprovação pelo sistema do programa. O problema central está na ausência de uma linha de crédito específica dentro do BNDES para o Move Brasil, o que deixa as instituições financeiras parceiras sem orientações claras para liberar os recursos.

    BNDES silencia enquanto concessionárias tentam contornar o problema

    Em comunicado oficial em seu site, o BNDES afirma que o programa está vigente, mas não oferece respostas sobre os atrasos. Concessionárias, por sua vez, relatam que não recebem devolutivas sobre os motivos da reprovação ou sequer confirmação de que os pedidos foram encaminhados ao banco. “É como jogar no escuro”, declarou um vendedor de uma revendedora em Goiânia, que preferiu não se identificar.

    Quem fica de fora? Motoristas com histórico de inadimplência ou score baixo

    O programa, que prometia juros atrativos e prazos estendidos, tem como principal gargalo a análise de crédito tradicional. Motoristas com dívidas em aberto, score baixo ou renda comprovada insuficiente são automaticamente rejeitados — mesmo que sejam profissionais essenciais para a mobilidade urbana. A falta de um sistema adaptado ao perfil desses trabalhadores agrava o cenário.

    O que o Move Brasil oferece (e o que está faltando)

    O programa disponibiliza taxas de juros a partir de 0,89% ao mês (para taxistas) e 0,99% ao mês (para motoristas de aplicativo), com prazos de até 60 meses. Participam instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander, além de montadoras como Chevrolet, Fiat, Renault e Volkswagen. No entanto, a ineficiência operacional do BNDES — que não repassa recursos nem mesmo quando os bancos parceiros já aprovaram os clientes — transforma a promessa em frustração.

    Para quem conseguiu acesso ao crédito, os valores variam conforme o veículo escolhido, indo de R$ 50 mil a R$ 120 mil. Mas, diante dos números atuais, o programa corre o risco de se tornar mais um projeto com potencial não realizado, como tantos outros voltados ao setor de transportes no Brasil.

  • Crédito rural com juros a partir de 3% ao ano: consultorias transformam financiamento no agro em 2026

    Crédito rural com juros a partir de 3% ao ano: consultorias transformam financiamento no agro em 2026

    Profissionalização do crédito rural: a nova estratégia do agro brasileiro

    O cenário atual do agronegócio brasileiro é um dos mais complexos da última década. Juros elevados, queda nos preços de commodities, aumento dos custos de produção, eventos climáticos extremos e maior rigor dos bancos no financiamento formam um ambiente desafiador. Nesse contexto, a profissionalização da tomada de crédito emerge como uma solução estratégica. Produtores rurais, acostumados a buscar diretamente seus gerentes bancários, agora recorrem a consultorias especializadas para identificar as melhores oportunidades no mercado financeiro.

    ConsulttAgro: R$ 700 milhões intermediados com juros a partir de 3% ao ano

    A ConsulttAgro se destaca nesse segmento, estruturando e intermediando crédito rural para produtores de diferentes portes e atividades. A empresa oferece soluções adaptadas para agricultura, pecuária, aquisição de áreas, compra de máquinas e modernização de processos, com taxas a partir de 3% ao ano e prazos de até 15 anos para pagamento. Segundo dados da consultoria, já foram intermediados mais de R$ 700 milhões em financiamentos, refletindo a crescente demanda por alternativas ao financiamento tradicional.

    Por que optar por consultorias especializadas?

    A busca por consultorias reflete não apenas a necessidade de taxas mais competitivas, mas também a complexidade do mercado financeiro atual. Bancos, cada vez mais seletivos, exigem garantias robustas e projetos detalhados, o que pode ser um obstáculo para pequenos e médios produtores. As consultorias atuam como ponte entre o produtor e as instituições financeiras, negociando melhores condições e estruturando projetos que aumentam as chances de aprovação. Além disso, elas oferecem suporte na elaboração de planos de negócios e na gestão de riscos, elementos essenciais em um ambiente de incertezas.

    Impacto no setor e perspectivas para o futuro

    O modelo de crédito rural intermediado por consultorias não é apenas uma tendência passageira. Ele representa uma evolução na forma como o agro brasileiro acessa recursos, especialmente em um momento de crise nos preços das commodities e de restrição ao crédito. A profissionalização do setor pode contribuir para a redução da inadimplência, a modernização das propriedades e, consequentemente, a sustentabilidade do setor a longo prazo. Para 2026, a expectativa é de que mais empresas especializadas surjam, fortalecendo esse ecossistema e oferecendo alternativas cada vez mais competitivas.

  • Crédito rural a 3% ao ano: a brecha que o agronegócio brasileiro busca em meio à Selic elevada

    Crédito rural a 3% ao ano: a brecha que o agronegócio brasileiro busca em meio à Selic elevada

    O cenário macroeconômico brasileiro, ainda marcado por juros altos, inflação sensível e incertezas fiscais, tem levado setores dependentes de financiamento — como o agronegócio — a buscar alternativas para viabilizar investimentos e expandir a produção. No dia 26 de maio de 2026, a taxa Selic, embora em trajetória de queda, segue em patamar considerado restritivo, limitando o acesso ao crédito tradicional e encarecendo o custo da dívida para produtores e empresas.

    Selic elevada e crédito rural: o desafio do agronegócio em 2026

    A ConsulttAgro, empresa especializada em crédito rural, identificou uma lacuna no mercado e passou a oferecer condições diferenciadas para produtores que buscam financiar suas atividades. Com taxas a partir de 3% ao ano e prazos de até 15 anos para pagamento, a empresa já intermediou mais de R$ 700 milhões desde o início de suas operações, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26).

    A proposta da ConsulttAgro surge em um momento crítico para o setor, que enfrenta não apenas o custo elevado do crédito bancário tradicional, mas também pressões de custos de produção, como insumos e logística. Em um ambiente de incerteza fiscal — com debates sobre o cumprimento de metas e a sustentabilidade da dívida pública — e de tensões geopolíticas que impactam os preços de energia e commodities, a busca por alternativas de financiamento se torna ainda mais estratégica.

    Como funciona o crédito da ConsulttAgro?

    Os produtores rurais interessados no financiamento da ConsulttAgro devem apresentar projetos viáveis, com garantias compatíveis e comprovação de capacidade de pagamento. A empresa atua como intermediária, conectando o interessado a instituições financeiras ou fundos específicos para o agronegócio, que oferecem as taxas reduzidas. Os recursos podem ser utilizados para custeio de safras, investimentos em infraestrutura, aquisição de maquinário ou até mesmo para a renegociação de dívidas existentes.

    Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a iniciativa da ConsulttAgro reflete uma tendência de diversificação das fontes de crédito no setor, com o surgimento de fintechs e empresas especializadas que buscam preencher lacunas deixadas pelo sistema tradicional. “Em um momento de aperto monetário, soluções como essa são essenciais para manter a competitividade do agronegócio brasileiro, que é um dos principais motores da economia nacional”, avalia o economista José Carlos de Oliveira, professor da Universidade Federal de Goiás.

    Riscos e limitações da alternativa

    Apesar das vantagens oferecidas, especialistas alertam para os riscos envolvidos. Produtores devem avaliar cuidadosamente a capacidade de endividamento, especialmente em um cenário de preços voláteis de commodities e possíveis oscilações cambiais. Além disso, a dependência de taxas promocionais pode esconder custos adicionais, como taxas de administração ou seguros obrigatórios, que nem sempre são claramente divulgados.

    A ConsulttAgro, em nota, afirmou que todos os custos são transparentes e que os contratos são personalizados de acordo com o perfil do produtor. “Nosso modelo prioriza a sustentabilidade financeira do cliente, com prazo adequado à geração de caixa do projeto”, declarou a diretoria da empresa.

    O que esperar para os próximos meses?

    Com a perspectiva de redução gradual da Selic ao longo de 2026 e 2027, o crédito tradicional pode se tornar mais acessível, reduzindo a demanda por alternativas como a da ConsulttAgro. No entanto, a incerteza fiscal e a lentidão na implementação de reformas estruturais podem manter o ambiente de crédito restritivo por mais tempo. Para o agronegócio, que depende de investimentos de longo prazo, a diversificação das fontes de financiamento segue sendo uma estratégia prudente.

  • Governo lança financiamento com juros baixos para motoristas de app comprarem carro 0 km

    Governo lança financiamento com juros baixos para motoristas de app comprarem carro 0 km

    O governo federal deu um passo decisivo para aliviar o bolso dos motoristas de aplicativos e taxistas brasileiros. Nesta terça-feira (12/5), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), anunciou a criação de um programa de financiamento com juros reduzidos e prazos alongados, voltado exclusivamente para a compra de veículos zero-quilômetro por profissionais do setor.

    A armadilha da locação: por que o crédito é a saída

    Atualmente, muitos motoristas comprometem até metade de sua renda diária apenas para pagar o aluguel de carros usados pelas plataformas de aplicativos. Segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), o custo médio do aluguel para esses profissionais subiu impressionantes 76,5% nos últimos três anos, até o segundo semestre de 2024. Para se ter ideia do impacto, o segmento de aplicativos já representa 20% de toda a frota das locadoras no país, com mais de 300 mil veículos circulando para essas plataformas.

    Do gasto diário ao ativo próprio: a lógica do novo programa

    A iniciativa busca justamente romper com esse ciclo vicioso. Boulos destacou em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, que o objetivo é permitir que o trabalhador direcione parte do valor gasto com locação para a aquisição de um veículo próprio. “Hoje, o motorista paga caro por um carro que nunca será dele. Com esse programa, transformamos um gasto recorrente em um investimento”, afirmou o ministro. Os detalhes sobre taxas de juros e prazos ainda não foram divulgados, mas a expectativa é que as condições sejam significativamente mais atrativas do que as oferecidas no mercado tradicional.

    Recuo tático: crédito como trégua após derrota no Congresso

    A nova estratégia surge em um momento delicado para o governo. Há menos de um mês, o Executivo sofreu uma derrota simbólica ao retirar de pauta o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que previa a regulamentação da categoria. A decisão veio após o “Breque Geral”, uma greve que paralisou 13 capitais e expôs a insatisfação dos motoristas com mudanças no texto original, vistas como favoráveis às plataformas. O recuo foi interpretado como uma concessão à pressão popular, mas agora o governo tenta reverter a situação com ações concretas, adiando temporariamente o debate sobre vínculo empregatício e previdência para focar em suporte financeiro e infraestrutura.

    O que falta saber: riscos e oportunidades

    Embora o anúncio seja bem-vindo, especialistas alertam para potenciais desafios. Primeiro, o programa ainda precisa detalhar como será feita a análise de crédito para motoristas, muitos dos quais operam na informalidade. Segundo, há o risco de que as taxas de juros, mesmo reduzidas, ainda sejam inacessíveis para profissionais com renda instável. Por outro lado, a medida pode impulsionar o setor automotivo, especialmente em um momento de queda nas vendas de veículos novos. Para a locadora Movida, citada nos bastidores da notícia, a redução da dependência dos carros alugados pelas plataformas pode significar uma queda na demanda por frota, obrigando o setor a se reinventar.

    Com a aproximação das eleições de 2026, o governo parece apostar em ações tangíveis para reconquistar a confiança do setor. Se o financiamento vingar, poderá não apenas melhorar a qualidade de vida dos motoristas, mas também redefinir as relações de trabalho nas plataformas digitais do país.