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  • Toyota Hilux e Ford Ranger dominam vendas na Argentina, mas mercado segue em queda livre

    Toyota Hilux e Ford Ranger dominam vendas na Argentina, mas mercado segue em queda livre

    O mercado de veículos novos na Argentina encerrou maio de 2026 com um desempenho decepcionante, registrando a segunda queda consecutiva nas vendas. De acordo com dados da Acara (Associação das Concessionárias Argentinas), foram comercializadas 39.210 unidades, uma retração de 26,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Na comparação com abril de 2026 (44.501 unidades), a queda foi menor, mas ainda significativa (-11,9%).

    Impostos reduzidos não animam consumidores

    A redução de impostos sobre veículos, aprovada pelo Congresso argentino em abril de 2026, ainda não surtiu o efeito esperado. Analistas do setor apontam que muitas montadoras continuam oferecendo descontos agressivos em suas linhas, o que mantém os consumidores em espera por melhores condições antes de fechar negócio. O acumulado do ano (janeiro a maio) soma 232.815 unidades vendidas, uma queda de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025.

    Toyota Hilux mantém liderança; Ford Ranger supera expectativas

    Entre as montadoras, todas registraram quedas significativas, exceto a Ford, que fechou maio com 4.030 unidades vendidas e uma retração de apenas 9,3% — a menor do mercado. A Toyota, com 5.760 unidades, comemora três meses consecutivos no topo do ranking, consolidando a Hilux como o modelo mais desejado do país. A Volkswagen (4.954 unidades) permanece na vice-liderança, mas a Fiat (4.607) se aproxima rapidamente. Já a BYD, com 1.701 unidades, marcou presença no top 10 pela terceira vez seguida, refletindo o crescimento das marcas chinesas no mercado sul-americano.

    O que esperar para os próximos meses?

    Com o cenário econômico ainda instável e os consumidores adiando compras na expectativa de novas reduções de preços, o setor automotivo argentino enfrenta um desafio duplo: recuperar a confiança do mercado e alinhar estratégias de vendas que compensem a perda de poder aquisitivo. Enquanto as picapes seguem dominando as preferências, a dúvida persiste: a redução de impostos será suficiente para reverter o atual quadro de retração?