Tag: Friboi

  • Anastácio (MS) sedia sexta etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2026 com avaliação de 300 animais

    Anastácio (MS) sedia sexta etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2026 com avaliação de 300 animais

    O Circuito Nelore de Qualidade 2026 chega à sua sexta etapa em Anastácio (MS) no próximo dia 6 de julho (segunda-feira), consolidando o estado como polo estratégico da pecuária de corte nacional. Promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), em parceria com o frigorífico Friboi, o evento contará ainda com o apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal e da Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Nelore (Nelore MS).

    300 animais sob análise para impulsionar a pecuária brasileira

    A edição mato-grossense do circuito avaliará aproximadamente 300 animais, oferecendo aos produtores uma plataforma para demonstrar os resultados de investimentos em genética, nutrição e manejo. Segundo André Locateli, gerente executivo da ACNB, o evento é um termômetro do setor: “É uma oportunidade para identificar acertos e pontos a serem aprimorados, garantindo competitividade no mercado”.

    MS na vanguarda: por que o estado se destaca no Circuito?

    O Mato Grosso do Sul já ocupa posição de destaque no Circuito Nelore de Qualidade, com cinco etapas anteriores realizadas em diversas regiões do estado. A escolha de Anastácio reforça a estratégia de descentralizar o evento, levando a avaliação técnica a diferentes biomas e realidades produtivas. Além disso, a parceria com Friboi — líder no setor de abate e processamento — sinaliza a integração entre a produção genética e a indústria, um modelo cada vez mais demandado pelo mercado.

    Genética e inovação: o que o futuro reserva para a pecuária nelore?

    Embora o foco do evento seja a avaliação de carcaças, a crescente adoção de tecnologias como seleção genômica e nutrição de precisão será um tema recorrente entre os participantes. A Noruega, recentemente, chamou atenção com uma vaca leiteira geneticamente modificada para reduzir emissões de metano — um exemplo de como a inovação pode redefinir a pecuária global. No Brasil, iniciativas como o Circuito Nelore de Qualidade já caminham nesse sentido, mas o desafio de conciliar produtividade e sustentabilidade segue em aberto.

  • JBS domina 45,6% do mercado de hambúrguer no Brasil e acelera estratégia premium

    JBS domina 45,6% do mercado de hambúrguer no Brasil e acelera estratégia premium

    Consolidação de um império alimentício

    Em um movimento que reforça sua dominância no setor de proteínas, a JBS alcançou 45,6% de participação no mercado brasileiro de hambúrgueres, segundo dados da NielsenIQ. A conquista é resultado da estratégia agressiva da empresa, que unifica sob sua égide marcas históricas como Seara e Friboi — aliás, as mesmas que há décadas ditam as regras nas gôndolas dos supermercados brasileiros.

    O cenário é ainda mais impressionante quando se considera que, em 2026, o hambúrguer já está consolidado como um item corriqueiro em mais de 70% dos lares do país. Segundo a Kantar, o Brasil consome, em média, 174 mil hambúrgueres por semana, uma prova de que o produto deixou de ser apenas um lanche rápido para se tornar uma proteína central na dieta nacional.

    Premiumização como trunfo da JBS

    A empresa não se contenta com a liderança quantitativa. Observando a tendência de consumo, a JBS tem investido pesado na chamada ‘premiumização’ do segmento, elevando o padrão de suas linhas com cortes mais nobres, embalagens atrativas e apelos de qualidade superior. Essa movimentação não é casual: reflete uma mudança comportamental do consumidor brasileiro, que, mesmo em tempos de inflação controlada, busca alternativas acessíveis, porém com maior valor agregado.

    O mercado, que cresce 5% ao ano em volume e 7% em valor segundo a NielsenIQ, sinaliza que a estratégia da JBS pode render dividendos ainda maiores. Afinal, em um setor cada vez mais competitivo, dominar quase metade do bolo é apenas o começo — especialmente quando o bolo está crescendo.

  • Circuito Nelore de Qualidade bate recorde em Barra do Garças com 3.005 animais avaliados

    Circuito Nelore de Qualidade bate recorde em Barra do Garças com 3.005 animais avaliados

    A edição 2026 do Circuito Nelore de Qualidade chega a Barra do Garças (MT) nos próximos dias 18 e 19 de junho, consolidando a cidade como um dos principais polos de avaliação da raça no país. O evento, que será realizado na unidade local da Friboi, contará com a análise de cerca de 3.005 animais, segundo dados preliminares da organização.

    Um recorde em 2025 e expectativas para 2026

    Em 2025, a etapa de Barra do Garças entrou para a história ao registrar o maior público já visto no Circuito, com mais de 4 mil animais avaliados. O feito destacou não apenas a força dos pecuaristas da região, mas também a qualidade da pecuária mato-grossense, que vem se destacando nacionalmente pela adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Victor Miranda, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), já antecipa otimismo para esta edição: “Esperamos repetir o sucesso e demonstrar a evolução contínua da pecuária local”.

    Parcerias estratégicas impulsionam o evento

    A realização do Circuito Nelore de Qualidade em Mato Grosso é fruto de uma parceria entre a ACNB, a Associação dos Criadores de Nelore do Mato Grosso (ACNMT), a Matsuda Sementes e Nutrição Animal e a Friboi, que cede sua unidade na cidade para o evento. A iniciativa reforça o compromisso do setor com a melhoria genética da raça Nelore, uma das mais relevantes para o agronegócio brasileiro.

    Com a crescente demanda por animais de alta performance e qualidade, o Circuito Nelore de Qualidade se consolida como uma vitrine essencial para pecuaristas, investidores e empresas do setor. A expectativa é de que a edição de 2026 mantenha o ritmo de crescimento, atraindo ainda mais participantes e consolidando Mato Grosso como um dos principais polos de inovação na pecuária nacional.

  • Brasil assume a liderança global da carne bovina: como o país vai suprir a escassez mundial com produtividade e estratégia

    Brasil assume a liderança global da carne bovina: como o país vai suprir a escassez mundial com produtividade e estratégia

    O mercado global de carne bovina enfrenta uma crise silenciosa, mas profunda. Enquanto países tradicionalmente produtores, como os Estados Unidos e a Austrália, registram quedas históricas em seus rebanhos comerciais, o Brasil não apenas mantém sua posição como o maior produtor mundial, mas também amplia sua vantagem competitiva. Dados apresentados pela Friboi, marca da JBS, durante a Apas Show 2026, revelam que o rebanho bovino global está em um patamar semelhante ao de 1965 — uma redução drástica que contrasta com o crescimento contínuo do consumo de proteínas, puxado principalmente pela Ásia.

    O paradoxo da pecuária global: menos gado, mais fome por carne

    O rebanho bovino comercial global encolheu drasticamente nos últimos anos, impulsionado por fatores como a seca prolongada em regiões produtoras, o aumento dos custos de produção e a pressão por substituição de pastagens por culturas agrícolas. Enquanto isso, a demanda por carne bovina segue em trajetória ascendente: segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o consumo global deve crescer cerca de 2% ao ano até 2030, impulsionado pelo crescimento econômico na China, Índia e Sudeste Asiático.

    Nesse contexto, o Brasil se destaca não apenas por possuir o maior rebanho bovino do mundo — com aproximadamente 192 milhões de cabeças, ante 87 milhões nos EUA e 52 milhões na Argentina — mas também por sua capacidade de aumentar a produtividade sem ampliar significativamente a área de pastagem. Enquanto outros países lutam para manter seus estoques, o Brasil consegue produzir mais carne com menos animais, graças a avanços tecnológicos e gestão sustentável do rebanho.

    A Friboi e a JBS: o Brasil no centro da estratégia global

    Durante o evento, o diretor-executivo de Originação da Friboi, Eduardo Pedroso, enfatizou que poucos países têm condições de suprir o déficit global nos próximos anos. “O Brasil não é apenas o maior produtor, mas também o único com potencial real de expandir sua produção de forma competitiva”, declarou. A afirmação não é exagero: segundo dados da Friboi, o país já é o maior exportador de carne bovina há mais de uma década e, recentemente, ultrapassou os Estados Unidos na produção total da proteína.

    Mas como o Brasil consegue conciliar o crescimento das exportações com a manutenção do abastecimento interno? Segundo Pedroso, a resposta está na revolução silenciosa que transformou a pecuária brasileira nos últimos 20 anos. “Hoje, produzimos 30% mais carne do que há duas décadas, com um rebanho 15% menor. Isso significa que aumentamos a produtividade em mais de 50%”, explica. A combinação de genética avançada, manejo nutricional e adoção de tecnologias como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) permitiu ao país dobrar sua produção sem derrubar uma única árvore adicional.

    Os concorrentes definham enquanto o Brasil avança

    Enquanto o Brasil comemora seus números, os principais concorrentes internacionais enfrentam cenários desanimadores. Nos Estados Unidos, a seca histórica no Meio-Oeste reduziu o rebanho para níveis não vistos desde 1951, forçando os frigoríficos a reduzir a capacidade de abate em até 15% em algumas regiões. Na Austrália, os incêndios florestais de 2019-2020 e a subsequente seca dizimaram milhões de cabeças, e a recuperação tem sido lenta. Já na União Europeia, a pressão por redução de emissões de gases de efeito estufa levou a uma queda de 8% no rebanho bovino nos últimos cinco anos.

    Essa conjuntura coloca o Brasil em uma posição única: não apenas como fornecedor, mas como regulador de preços no mercado global. Com estoques estáveis e capacidade de resposta rápida a aumentos de demanda, o país se tornou o “player” que pode evitar uma crise alimentar nos próximos anos.

    O desafio da sustentabilidade: o Brasil pode liderar sem sacrificar o meio ambiente?

    Apesar do otimismo, a expansão da pecuária brasileira não está isenta de críticas. Organizações ambientais, como o Greenpeace e o WWF, alertam que o crescimento do setor pode estar associado ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado, especialmente em regiões onde a fiscalização é frágil. No entanto, a Friboi e outras grandes empresas do setor afirmam que o futuro da pecuária brasileira passa pela sustentabilidade comprovada.

    “Hoje, mais de 90% da carne exportada pelo Brasil vem de propriedades com algum tipo de certificação ambiental ou rastreabilidade”, explica Pedroso. Além disso, o setor tem investido em programas como o Projeto ABC Cerrado, que promove a recuperação de áreas degradadas e a adoção de práticas de baixo carbono. “O consumidor global não quer apenas carne barata; ele quer carne ética e sustentável. E o Brasil, aos poucos, está entregando isso.”

    O que esperar nos próximos anos?

    Se as projeções da Friboi se confirmarem, o Brasil deve consolidar sua posição como fornecedor estável e estratégico do mercado global de carne bovina. Até 2030, a empresa projeta um crescimento de 25% na produção brasileira, com foco em mercados asiáticos e africanos — regiões onde a demanda por proteína animal deve crescer mais de 40% até lá.

    Para os consumidores brasileiros, por enquanto, a notícia é positiva: com o aumento da produtividade, os preços internos devem se manter estáveis, mesmo com o crescimento das exportações. Já para os concorrentes internacionais, a mensagem é clara: o Brasil não é apenas uma opção, mas a única solução viável para evitar uma crise na cadeia global de carne bovina.

  • JBJ Agropecuária: Como o herdeiro da Friboi constrói um império de R$ 10 bilhões no agro brasileiro

    JBJ Agropecuária: Como o herdeiro da Friboi constrói um império de R$ 10 bilhões no agro brasileiro

    A JBJ Agropecuária não é apenas mais um nome no cenário do agronegócio brasileiro. É o retrato de uma transformação radical: de três fazendas em Goiás a um conglomerado bilionário que já movimenta R$ 6 bilhões anuais e mira a marca de R$ 10 bilhões até 2027. Por trás dessa ascensão está Fabrício Batista, filho de José Batista Júnior (Júnior Friboi), herdeiro da família que fundou a JBS, mas que optou por trilhar seu próprio caminho quando deixou a gigante frigorífica em 2012.

    A ruptura familiar que deu origem a um império

    A história da JBJ começa não no campo, mas na estruturação de uma família que já dominava o mercado de proteína animal no Brasil. Após a saída de Júnior Friboi da JBS — herdada de seu pai, José Batista Sobrinho (Friboi) —, parte dos ativos rurais permaneceu com a família. Foi desses hectares que Fabrício Batista ergueu, em 2012, uma operação que hoje se espalha por quatro estados brasileiros: Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. São 14 fazendas, 150 mil hectares produtivos e mais de 250 mil cabeças de gado estáticas, segundo dados da própria empresa.

    Do boi ao cavalo: a diversificação que virou estratégia

    A JBJ não se contentou em ser apenas mais uma empresa de pecuária. Ela se tornou um player integrado, atuando em toda a cadeia produtiva do boi — da cria ao frigorífico — e ainda fincou estacas no mercado premium do cavalo Quarto de Milhão, responsável por um dos maiores leilões da raça no mundo. Essa diversificação não é mero capricho: é uma resposta à demanda global por proteína de qualidade e por animais de elite, dois segmentos onde o Brasil já se consolidou como potência.

    O grupo não para por aí. Em 2025, já registrava receita consolidada de R$ 6 bilhões, com operações que incluem exportações para mercados exigentes. Segundo Fabrício Batista, em entrevista ao Compre Rural durante a cobertura do leilão da raça, o agro segue como “o grande motor que move a economia brasileira”. A frase não é retórica: é a essência de um setor que, mesmo em meio a crises climáticas e pressões ambientais, continua batendo recordes de produção e exportação.

    Tecnologia e genética: os pilares do crescimento exponencial

    A JBJ investe pesadamente em genética bovina e equina, com programas de melhoramento que garantem animais de alta performance. Nos frigoríficos, a empresa adota padrões internacionais de qualidade, enquanto nos confinamentos — que somam dezenas de milhares de cabeças — a eficiência produtiva é levada ao limite. Essa abordagem integrada permite que a JBJ não apenas produza, mas também agregue valor em cada elo da cadeia.

    O auge dessa estratégia foi a realização do maior leilão de Quarto de Milhão do mundo, evento que reuniu compradores de diversos países e mostrou o poder de atração do agro brasileiro não só como fornecedor de carne, mas também como polo de inovação e sofisticação no mundo animal. Para Fabrício Batista, o sucesso da JBJ reflete uma tendência global: a busca por qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade, mesmo em segmentos tradicionalmente avessos a mudanças.

    O futuro: R$ 10 bilhões e além

    Com projeções audaciosas para 2027, a JBJ Agropecuária não está apenas mirando um faturamento de R$ 10 bilhões. Ela está redefinindo o que significa ser uma empresa do agro brasileiro na era da globalização. Em um mercado cada vez mais competitivo, onde a China e outros gigantes asiáticos ditam as regras da demanda por proteína, a JBJ aposta em três pilares: escala, tecnologia e acesso a mercados premium.

    Se o plano se concretizar, a empresa não só se consolidará como um dos maiores grupos do setor no país, mas também como um exemplo de como o agronegócio brasileiro pode — e deve — evoluir: saindo da commodity bruta para se tornar um player de ponta em segmentos de alto valor agregado. Afinal, como lembra Fabrício Batista, o agro não é apenas o passado do Brasil. É o seu futuro.