A Justiça norte-americana interrompeu, nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, os planos de fusão entre a Paramount Global e a Warner Bros. Discovery, após decisão da juíza distrital Araceli Martínez-Olguín. A suspensão, válida por 14 dias, foi expedida em resposta a uma ação movida por procuradores-gerais de 12 estados, liderados pela Califórnia, que alegam que o negócio violaria leis antitruste e concentraria excessivamente o poder no setor de entretenimento.
Audiência de 3 de agosto pode definir rumo da fusão
A magistrada marcou para 3 de agosto de 2026 uma audiência para avaliar a concessão de uma liminar mais abrangente, que poderia estender ou até mesmo bloquear permanentemente a transação. A decisão emergencial reflete a preocupação com a projeção de participação de mercado da nova entidade, que combinaria ativos como estúdios de cinema, canais de TV e plataformas de streaming sob um único guarda-chuva.
Estados alegam prejuízo à concorrência
Os procuradores-gerais argumentam que a fusão poderia reduzir a diversidade de conteúdo disponível e elevar os preços para consumidores e anunciantes, em um mercado já dominado por poucos conglomerados. Segundo a Reuters, a juíza considerou que os riscos antitruste justificam a intervenção preventiva, mesmo sem uma análise completa dos impactos. A Paramount e a Warner Bros. Discovery ainda não se manifestaram formalmente sobre a decisão.
