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  • Nissan Sentra: donos reclamam de falta de peças e carros parados na garantia até 2026

    Nissan Sentra: donos reclamam de falta de peças e carros parados na garantia até 2026

    A falta de peças de reposição para o Nissan Sentra tem transformado a garantia de compra em uma promessa vazia para muitos donos do modelo. O que deveria ser um diferencial de confiança — consertos cobertos pela garantia — se tornou um entrave burocrático e logístico, deixando veículos parados por meses e prejudicando a rotina de motoristas.

    Falta de peças: um problema que não é novo, mas persiste em 2026

    Casos como o do analista de sistemas Walter Eduardo dos Santos Reis, proprietário de um Sentra 2024 em São Paulo, ilustram a gravidade da situação. Desde a entrega, o veículo apresentou problemas — como o banco do motorista solto e barulhento — mas as concessionárias não conseguiram solucioná-los por falta de componentes essenciais. “Até hoje não consegui resolver”, desabafa Walter. A espera por itens básicos, como buchas estabilizadoras e marcadores de combustível, já ultrapassa prazos razoáveis, mesmo com a garantia ainda ativa.

    Nissan diz que resolveu, mas Reclame Aqui registra centenas de queixas

    Em resposta às reclamações, a montadora afirmou ter regularizado os casos, mas as avaliações no Reclame Aqui contam outra história. Até a data de referência (4 de julho de 2026), há mais de 300 registros de consumidores insatisfeitos com a falta de assistência, muitos deles com veículos há meses sem solução. A discrepância entre o discurso da empresa e a realidade dos donos do Sentra acende um alerta sobre a confiabilidade da rede de assistência autorizada.

    Consequências além do bolso: impactos na vida dos motoristas

    Para quem depende do carro diariamente, a ausência de peças não é apenas um transtorno financeiro — é um colapso na rotina. Motoristas relatam perder compromissos de trabalho, estudos e até oportunidades pessoais por não terem seus veículos consertados. “Como vou confiar em um carro novo se não consigo sequer consertar um defeito simples com peças disponíveis no mercado?”, questiona Walter. A situação expõe não só a fragilidade da cadeia de suprimentos da Nissan, mas também a vulnerabilidade dos consumidores diante de marcas que não cumprem prazos mínimos de manutenção.

    O que diz a Nissan?

    Em nota oficial, a Nissan afirmou que “todos os casos foram solucionados conforme os prazos estabelecidos pela garantia”, mas não detalhou como ou quando as peças foram disponibilizadas para as concessionárias. A empresa também não respondeu sobre a demora na reposição de itens críticos para modelos recentes, como o Sentra 2024. Enquanto isso, donos do veículo seguem em busca de respostas — e de seus carros funcionando.

  • Ford Bronco, Maverick e Mustang: clientes reclamam de ruídos persistentes nos freios e cobram soluções

    Ford Bronco, Maverick e Mustang: clientes reclamam de ruídos persistentes nos freios e cobram soluções

    Um problema que parecia pontual em modelos específicos da Ford agora ganha contornos de uma falha sistêmica. Donos de picapes Maverick, Bronco e Mustang relatam ruídos persistentes ao acionar os freios, fenômeno que já foi documentado em vídeos no YouTube e gerou discussões em fóruns especializados. Para o dentista Patrick Sichieri, proprietário de uma Maverick Tremor 2025 nascida no Brasil, o incômodo é tão frequente que ele chegou a registrar 2 mil km com o defeito.

    O que dizem os boletins técnicos da Ford?

    A fabricante reconheceu a existência do problema por meio de dois documentos oficiais. O Boletim Técnico de Serviço 24-2355 (26/02/2025) aborda ruídos de ressonância nos freios traseiros do Bronco Sport (2021-2024) em condições de baixa temperatura ou alta umidade, propondo a instalação de pastilhas com presilhas e buchas reforçadas na pinça traseira como solução.

    Já o Boletim Técnico de Serviço 25-2123 (29/08/2025) foca no diagnóstico do ruído no pedal de freio do servo freio elétrico (EBB), afetando os modelos Bronco Sport 1.5 e 2.0, Maverick 2.0 e 2.5 (gasolina e híbrida) e Mustang fabricados até 26/07/2024. O documento deixa em aberto a questão da cobertura de garantia para o componente, cabendo ao concessionário avaliar cada caso.

    Atendimento desigual: nem sempre a solução resolve

    A experiência de Patrick Sichieri evidencia um cenário preocupante. Após quase um mês de espera pela substituição do servo freio, ele constatou que, embora a frenagem tenha melhorado, o pedal ficou mais duro e a eficácia geral foi afetada. “A concessionária não ofereceu alternativas claras”, relata. A falta de padronização nos reparos reflete um atendimento fragmentado, onde algumas unidades optam por trocar peças, enquanto outras minimizam o problema como “normal”.

    Ford garante monitoramento, mas a pressão dos clientes cresce

    Em nota, a Ford afirmou que “monitora sua frota circulante no país e atua para mitigar eventuais problemas em campo, priorizando a segurança e a qualidade de seus produtos”. No entanto, a demora nos reparos e a incerteza sobre a cobertura de garantia — especialmente para o EBB, componente caro e central para a dirigibilidade — deixam clientes insatisfeitos. A fabricante não detalhou se há um cronograma para resolver a questão em larga escala ou se novos boletins serão emitidos.

    Risco à segurança ou problema de conforto?

    Embora a Ford não tenha classificado os ruídos como defeitos críticos, especialistas em mecânica automotiva alertam que barulhos anormais nos freios podem sinalizar desgaste prematuro de componentes ou mau funcionamento do sistema. “Ruídos repetitivos geralmente indicam atrito irregular entre pastilhas e discos, o que, em casos extremos, pode comprometer a distância de frenagem”, explica um engenheiro mecânico ouvido pela reportagem (que preferiu não se identificar).

    Para os donos afetados, a dúvida persiste: é um problema de conforto ou de segurança? Enquanto a Ford não adota medidas definitivas, a pressão por respostas só aumenta.