Tag: gastronomia

  • Duplas sertanejas Edson & Hudson e João Neto & Frederico brilham no Festival do Sobá 2026 em Campo Grande

    Duplas sertanejas Edson & Hudson e João Neto & Frederico brilham no Festival do Sobá 2026 em Campo Grande

    O Festival do Sobá 2026, que começa em 5 de agosto na tradicional Feira Central de Campo Grande, já tem dois grandes nomes da música sertaneja confirmados: Edson & Hudson e João Neto & Frederico. As duplas foram oficializadas como atrações do evento nesta quarta-feira, 18 de junho de 2026, após uma votação nas redes sociais que permitiu ao público participar da escolha.

    Um festival que nasceu do sabor e virou cultura

    O Festival do Sobá não é apenas uma festa: é um marco da identidade cultural de Campo Grande. Desde 2006, quando o prato típico sobá foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do município, o evento se transformou em um dos principais pontos da agenda cultural do estado. Além de promover a gastronomia local, o festival reúne shows musicais, atraindo moradores e visitantes para a Feira Central, um espaço de integração e alegria familiar.

    Edson & Hudson abrem os shows, João Neto & Frederico fecham com chave de ouro

    A programação musical do festival ganha ainda mais brilho com as apresentações dessas duas duplas icônicas do sertanejo. Edson & Hudson sobem ao palco no primeiro dia do evento, enquanto João Neto & Frederico encantam o público no dia seguinte. A escolha das atrações por meio de enquete popular reforça o caráter democrático do festival, que privilegia a participação da comunidade.

    Tradição e música: o legado do Festival do Sobá 2026

    Mais do que uma festividade gastronômica, o Festival do Sobá 2026 se consolida como um evento que celebra a cultura local em todas as suas dimensões. Com shows de alto nível, a edição deste ano promete atrair ainda mais visitantes, impulsionando a economia da região e fortalecendo o turismo cultural em Mato Grosso do Sul. Para os fãs de sertanejo e para quem aprecia a riqueza da cultura regional, o festival é, sem dúvida, um dos destaques do ano.

  • Codorna na brasa: a proteína que invade churrasqueiras e revoluciona o agro em 2026

    Codorna na brasa: a proteína que invade churrasqueiras e revoluciona o agro em 2026

    O ritual do churrasco brasileiro, tradicionalmente dominado por cortes bovinos como picanha e costela, enfrenta uma revolução silenciosa. No dia 30 de maio de 2026, a codorna assada na brasa deixou de ser um item de nicho gastronômico para se consolidar como a nova febre entre mestres churrasqueiros e consumidores em busca de alternativas inovadoras.

    Da exclusividade à tendência nacional: como a codorna conquistou as grelhas

    A transição da codorna do cardápio de alta cozinha para as mesas cotidianas reflete uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor. A busca por proteínas diferenciadas — aliada à necessidade de opções mais acessíveis em comparação aos cortes premium de boi — criou um terreno fértil para a expansão da coturnicultura de corte. Segundo dados do setor, a produção nacional de codornas para abate cresceu 18% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela demanda crescente por essa carne.

    A receita do sucesso: sabor, nutrição e praticidade

    A codorna oferece um perfil nutricional atraente: rica em proteínas (cerca de 28g por 100g), com baixo teor de gordura e altos níveis de ferro e vitaminas do complexo B. Do ponto de vista culinário, sua carne macia e sabor marcante — levemente adocicado e com toques terrosos — permite preparos rápidos e versáteis, desde espetinhos grelhados até receitas assadas. Para os churrasqueiros, a ave ainda apresenta vantagens logísticas: requer menos tempo de cozimento que cortes bovinos tradicionais e seu custo por quilo é até 40% inferior ao da picanha.

    Impacto no agro: uma nova fronteira para a coturnicultura brasileira

    O boom da codorna na gastronomia não é apenas uma tendência passageira. Ele representa uma oportunidade estratégica para o agronegócio nacional, especialmente para pequenos e médios produtores. Estados como São Paulo, Paraná e Minas Gerais já registram um aumento de 25% na criação de codornas para corte desde o início do ano. Além disso, a carne tem sido incorporada por redes de restaurantes especializados em churrasco, que passaram a oferecê-la como opção ‘premium’ em seus cardápios. A expectativa é que o setor movimente mais de R$ 1,2 bilhão até o final de 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Coturnicultura (ABCOT).

    O futuro da proteína na brasa: inovação ou modismo?

    Embora a codorna ainda enfrente resistência em regiões mais tradicionais — onde o gosto pela carne bovina é culturalmente enraizado — seu crescimento sugere uma reconfiguração no mercado de proteínas. Especialistas apontam que o fenômeno pode ser o primeiro passo para a popularização de outras aves de corte menos convencionais, como faisão e perdiz. Para os consumidores, a novidade representa uma chance de experimentar novos sabores sem abrir mão da praticidade e do custo-benefício. Para o agro, é uma oportunidade de diversificar a produção e atender a uma demanda cada vez mais exigente por alimentos inovadores e sustentáveis.

  • Do fogão da mãe à gastronomia de elite: a jornada de Cris Chiapetti, chefe que transformou memórias em carreira em Mato Grosso

    Do fogão da mãe à gastronomia de elite: a jornada de Cris Chiapetti, chefe que transformou memórias em carreira em Mato Grosso

    Raízes em panelas e afeto: o nascimento de uma paixão

    A cozinha de Cris Chiapetti não começou em restaurantes estrelados ou em aulas de gastronomia, mas sim nos almoços de domingo em sua casa, em Sorriso (Mato Grosso). Filha de uma mãe que cozinhava com maestria e de um pai que dominava os sabores da cozinha caseira, a chefe de 42 anos teve seu primeiro contato com as panelas ainda na infância. “Nasci dentro da cozinha”, resume, com um tom sereno que contrasta com a agitação de seus dias atuais. Aos 8 anos, já declarava: “Eu vou trabalhar com festas”. Décadas depois, a profecia infantil se concretizou não apenas como um ofício, mas como uma carreira que transcende a técnica.

    De improvisos a eventos de grande porte: a evolução de uma trajetória

    Os primeiros trabalhos de Cris foram marcados pela simplicidade e pelo improviso. “Não tinha mesa posta, não tinha estrutura sofisticada. A gente fazia acontecer”, lembra. Essa fase inicial, que durou mais de 20 anos no setor de eventos, foi fundamental para moldar sua abordagem profissional. Há pouco mais de uma década, Cris se tornou chefe de cozinha, assumindo um papel mais central na criação de cardápios e na gestão de produções que, hoje, chegam a utilizar entre 200 e 300 quilos de carne bovina por evento.

    Entre os cortes mais solicitados pelos clientes, o filé mignon e os preparos ligados ao churrasco se destacam, refletindo a identidade gastronômica de Mato Grosso. “O nosso trabalho começa essencialmente na compra”, explica Cris. “Um alimento seguro e a confiabilidade no fornecedor nos dão tranquilidade para inovar e transformar aquilo em experiência”.

    Mato Grosso na ponta do garfo: o segredo da carne que encanta

    Para Cris, a qualidade da carne produzida em Mato Grosso é um diferencial reconhecido até mesmo por clientes de fora do estado. “O que mais ouvimos de quem vem de fora é que a carne daqui é incomparável. Em sabor, ninguém ganha de Mato Grosso. Em confiabilidade também não. Produto bom resulta em pratos bons”, afirma. Essa reputação não é exagero: segundo dados do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o estado é responsável por cerca de 30% da produção nacional de carne bovina, com padrões de qualidade que atendem tanto ao mercado interno quanto à exportação.

    O diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, destaca o papel dos chefs na valorização desse produto. “Os chefs são grandes aliados da pecuária mato-grossense porque são eles que transformam a qualidade da nossa carne em experiência para o consumidor. Quando um prato é servido com excelência, a carne ganha um novo valor”, explica Andrade.

    Gastronomia como ponte entre tradição e inovação

    A trajetória de Cris Chiapetti é um exemplo de como a gastronomia pode ser um campo de transformação social e profissional. Para ela, cozinhar não se resume a seguir receitas, mas a resgatar memórias e criar novas histórias. “Minha mãe foi quem me ensinou tudo o que eu sei hoje e foi ela quem iniciou a empresa. Foi uma transição muito natural”, conta. Essa ligação com o passado é evidente em seus pratos, que misturam técnicas profissionais com sabores caseiros, como o brigadeiro de panela da infância ou o churrasco assado na brasa, herdado do pai.

    Além disso, Cris tem se dedicado a projetos sociais, como oficinas de culinária para jovens em vulnerabilidade social em Sorriso. “Gostaria de mostrar que a cozinha pode ser um caminho de independência e realização”, diz. Seu trabalho, portanto, vai além dos eventos: é uma missão de inspirar novas gerações a enxergar na gastronomia uma profissão de futuro.

    O futuro da gastronomia mato-grossense: desafios e oportunidades

    Apesar do reconhecimento nacional, o setor enfrenta desafios, como a sazonalidade da demanda e a necessidade de mão de obra qualificada. “Aqui em Mato Grosso, temos um potencial enorme, mas precisamos investir em formação técnica e em infraestrutura”, avalia Cris. Ela também chama atenção para a importância da sustentabilidade na cadeia produtiva, já que a pecuária é um setor frequentemente criticado por seu impacto ambiental.

    Para o Imac, a parceria com chefs como Cris é estratégica. “Eles são nossos embaixadores no mercado, mostrando que a carne mato-grossense não é apenas um produto, mas um ingrediente de alta qualidade”, afirma Andrade. Nesse contexto, a gastronomia se torna uma ferramenta de promoção do estado, atraindo turistas e investidores interessados em vivenciar experiências autênticas.

    Legado e inspiração: o que fica além dos pratos

    A história de Cris Chiapetti é, acima de tudo, um testemunho de como as paixões podem se transformar em profissões duradouras e significativas. Do fogão da mãe ao comando de eventos que reúnem centenas de pessoas, sua trajetória prova que a gastronomia é um campo onde a técnica e o afeto se encontram. “Eu não escolhi a cozinha. A cozinha me escolheu”, brinca. E, em Mato Grosso, essa escolha está rendendo frutos não só para ela, mas para toda uma cadeia produtiva que ganha cada vez mais visibilidade e valorização.