Tag: Geely

  • Geely acelera nacionalização do EX2 e mantém planos de produzir híbrido no Brasil ainda em 2026

    Geely acelera nacionalização do EX2 e mantém planos de produzir híbrido no Brasil ainda em 2026

    Demanda recorde obriga Geely a rever estratégia no Brasil

    A Geely, que chegou ao Brasil em novembro de 2025, registrou um marco inesperado para um modelo elétrico: 4.321 emplacamentos do EX2 em maio de 2026. O volume, bem acima das projeções iniciais, levou a empresa a abandonar os planos originais de focar apenas em modelos premium, como o EX5 DM-i, e incluir o EX2 na lista de veículos a serem produzidos nacionalmente ainda neste ano.

    EX5 híbrido plug-in avança em nacionalização mais rápida que BYD

    Enquanto o EX2 ganha fábrica no Paraná, o EX5 — híbrido plug-in com previsão de chegada ainda em 2026 — já apresenta um grau de nacionalização superior ao dos veículos BYD fabricados em Camaçari (BA). Segundo informações do engenheiro Montenegro, ouvido pelo Motor1.com, a Geely já domina processos como pintura e montagem de peças no Brasil, restando apenas etapas como soldagem, o que representa um avanço em relação ao sistema SKD (Semi-Knocked Down) adotado pela rival chinesa.

    Mercado brasileiro se torna prioridade para a Geely

    A mudança de planos reflete a confiança da Geely no potencial do mercado brasileiro, especialmente após o sucesso do EX2. Com a produção nacional do EX2 já confirmada para 2026, a montadora sinaliza que pretende competir de igual para igual com BYD e outras marcas que apostam em elétricos no país. O EX5, por sua vez, chega como uma alternativa híbrida, combinando eficiência energética com menor dependência de recarga, um ponto crucial diante da ainda limitada infraestrutura de estações de carregamento no Brasil.

  • Lotus chega ao Brasil em julho com SUV elétrico, esportivo a combustão e hipercarro de R$ 40 milhões

    Lotus chega ao Brasil em julho com SUV elétrico, esportivo a combustão e hipercarro de R$ 40 milhões

    Expansão com foco em personalização e portfólio global

    A Lotus Cars Brasil inaugurou oficialmente sua operação no país após três anos de negociações, com previsão de estreia em julho por meio de duas lojas próprias em São Paulo. A marca, controlada pela chinesa Geely desde maio de 2017, planeja disponibilizar todo o seu portfólio mundial no Brasil, incluindo modelos elétricos, esportivos a combustão e até um hipercarro de R$ 40 milhões.

    Modelos de estreia: elétricos, esportivo e promessas de futuro

    Os lançamentos iniciais incluem o SUV elétrico Eletre e o sedã Emeya, ambos com tecnologia de ponta. Para os entusiastas do motor a combustão, a Lotus traz o Emira V6 e a versão 2.0 turbo (AMG), enquanto negocia a chegada do Evija — um hipercarro elétrico de 2.039 cv — ao mercado nacional. A marca também projeta a expansão para capitais como Curitiba, Brasília e Porto Alegre, adotando um modelo de negócios centrado na personalização.

    Negócios sob medida: 70% das vendas serão personalizadas

    A Lotus prevê que 70% de suas vendas no Brasil serão feitas sob encomenda, permitindo que os clientes personalizem cada detalhe de seus veículos. Essa estratégia reforça o apelo da marca a um público disposto a investir em exclusividade, alinhada à tendência de customização no setor automotivo. Além disso, a empresa anunciou planos para uma futura Lotus Cup, ampliando sua presença no cenário esportivo nacional.

  • Nissan Magnite brilha no México: vendas da marca crescem e modelo se destaca como opção acessível

    Nissan Magnite brilha no México: vendas da marca crescem e modelo se destaca como opção acessível

    Vendas batem recorde em abril no México, mas desafios persistem

    O México fechou abril de 2026 com um marco histórico: 118.859 veículos novos comercializados, um crescimento de 8,6% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados da AMDA. O acumulado do primeiro quadrimestre também foi recorde, com 500.512 unidades vendidas. No entanto, a Nissan, líder absoluta com 19.230 vendas, viu seu market share encolher de 17,6% para 16,2% em um ano. A marca mantém a primeira posição, mas enfrenta pressão de concorrentes como Toyota e Chevrolet, que registraram altas de 18,7% e 6%, respectivamente.

    Magnite: o segredo por trás da hegemonia Nissan

    O Nissan Magnite, compacto hatch crossover que divide plataforma com o Kicks, segue como carro-chefe da estratégia da marca no mercado mexicano. Embora os dados não detalhem sua performance individual, especialistas apontam que o modelo tem sido decisivo para sustentar a liderança da Nissan, graças ao seu preço competitivo e apelo ao público jovem. Enquanto marcas premium como BMW e Mercedes registraram quedas, a Nissan apostou na acessibilidade — uma estratégia que, no entanto, já começa a mostrar sinais de desgaste.

    Geely dispara com crescimento de 283%, enquanto Ford recua 11%

    A chinesa Geely espantou ao emplacar um crescimento de 283% nas vendas, saltando de 1.045 para 4.006 unidades. O feito coloca a marca no top 10 pela terceira vez consecutiva, desafiando gigantes como Volkswagen e Hyundai. Já a Ford, tradicional no país, sofreu com um recuo de quase 11% (de 4.231 para 3.770 unidades), reflexo de uma reestruturação global e da concorrência acirrada. A marca norte-americana perdeu espaço para rivais asiáticas, que dominam segmentos como SUVs e compactos.

    Consequências e tendências para o setor

    A estabilidade da Nissan no topo é um alívio em meio a um mercado cada vez mais disputado. No entanto, a queda no market share sugere que a estratégia de preços baixos pode não ser suficiente para conter a ascensão de marcas como Geely e Toyota, que ampliam suas redes de concessionárias e lançam modelos cada vez mais alinhados às demandas locais. Para os consumidores, a boa notícia é a diversidade: nunca o México teve tantas opções de SUVs e compactos a preços competitivos. Já as montadoras precisam inovar além do preço — ou arriscar perder espaço para os chineses, que chegam com força total.

  • Volvo escapa de restrições dos EUA mesmo com tecnologia chinesa da Geely

    Volvo escapa de restrições dos EUA mesmo com tecnologia chinesa da Geely

    A Volvo, tradicional fabricante sueca controlada pelo conglomerado chinês Geely, conseguiu uma brecha legal para manter suas operações nos Estados Unidos, mesmo utilizando tecnologia desenvolvida na China em seus veículos elétricos e conectados. A autorização, concedida em 28 de maio de 2026 pelo Office of Information and Communications Technology and Services (ICTS), permite que a empresa continue importando e comercializando seus modelos no mercado norte-americano, que passou a impor regras mais rígidas contra componentes de origem chinesa.

    Geely fornece tecnologia, mas regulação não atinge a Volvo

    Embora a Volvo não seja uma empresa chinesa, o controle acionário da Geely garante acesso a toda a cadeia tecnológica desenvolvida no país asiático. Modelos elétricos recentes, como o XC60 e o XC70, são fabricados na China e equipados com sistemas digitais avançados produzidos lá. No entanto, diferentemente de outras montadoras estrangeiras que enfrentam barreiras, a Volvo obteve uma autorização específica após um processo junto ao Departamento de Comércio dos EUA, evitando a interrupção de suas vendas no maior mercado automotivo do mundo.

    Autorização temporária ou estratégica?

    Em comunicado oficial, a Volvo afirmou que a licença concedida pelo ICTS permitirá a continuidade de seus planos de crescimento nos EUA. A empresa não detalhou a duração da autorização, mas a decisão sinaliza que Washington pode estar avaliando casos específicos, especialmente quando há interesses estratégicos em jogo. Analistas sugerem que a montadora sueca pode ter apresentado argumentos convincentes sobre a origem de seus componentes ou sobre a impossibilidade de substituir rapidamente fornecedores chineses.

    Consequências para o setor automotivo

    A decisão da Volvo contrasta com o cenário de restrições cada vez mais frequentes impostas pelo governo norte-americano a tecnologias estrangeiras, sobretudo aquelas vinculadas a empresas chinesas. Enquanto gigantes como a Tesla e a Ford enfrentam dificuldades para integrar softwares e hardwares chineses em seus veículos, a Volvo conseguiu se posicionar como uma exceção. O episódio levanta dúvidas sobre a aplicação uniforme das regras e pode servir de precedente para outras montadoras que dependem de cadeias globais de fornecimento.

  • DongFeng chega ao Brasil em agosto com nome rebatizado e dois elétricos para brigar com BYD e Geely

    DongFeng chega ao Brasil em agosto com nome rebatizado e dois elétricos para brigar com BYD e Geely

    A DongFeng, fabricante chinesa com parceria histórica no Brasil via Renault-Nissan, anunciou que desembarcará oficialmente no mercado nacional em agosto com uma estratégia agressiva: reformular sua identidade e lançar dois elétricos que prometem disputar espaço com gigantes do setor.

    DFM: A nova cara da DongFeng no Brasil

    Após testes de mercado e ajustes estratégicos, a marca optou por simplificar seu nome para DFM — sigla que, segundo Felipe Amaral de Souza, diretor de Vendas e Operações, facilitará a identificação pelos consumidores. A medida segue o exemplo de outras asiáticas que desembarcaram no Brasil recentemente, como a GWM (ex-Great Wall Motors) e a BYD, que já utilizou a sigla em alguns modelos.

    A mudança não é apenas cosmética. A DFM chega para competir em um segmento cada vez mais aquecido: o de elétricos acessíveis. Com dois modelos já anunciados — um hatch compacto e um SUV — a marca mira diretamente em rivais como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX5, ambos com propostas similares de preço e tecnologia.

    Autonomia e preço: os diferenciais da DFM

    O primeiro modelo, chamado Box, é um hatch compacto elétrico com motor de 70 kW (95 cv) e baterias LFP, oferecendo até 430 km de autonomia no ciclo chinês. O segundo, o Vigo, é um SUV médio com cerca de 130 cv e autonomia estimada em 470 km. Ambos terão preços na casa dos R$ 120 mil, um patamar competitivo para o mercado brasileiro.

    “A proposta é trazer tecnologia e autonomia sem abrir mão do preço acessível”, afirmou Amaral de Souza. A estratégia é clara: aproveitar a lacuna deixada por marcas internacionais que ainda não dominam o segmento de elétricos compactos no Brasil.

    O que a DFM já faz — e o que pode vir por aqui

    A DongFeng não é exatamente uma desconhecida no Brasil. Há anos, a empresa atua como parceira da Aliança Renault-Nissan, produzindo versões próprias de modelos como o Kwid E-Tech e desenvolvendo linhas dedicadas para a Nissan, como a picape Frontier ProHybrid e os recentes Nissan N7 e NX8. Esses produtos já são vendidos na América do Sul e têm potencial para chegarem ao Brasil em um futuro próximo.

    Além disso, há especulações de que a DFM possa utilizar as instalações da Nissan em Resende (RJ) ou até mesmo a capacidade ociosa da Stellantis em Porto Real (RJ), onde são fabricados modelos da Citroën e, em breve, o Jeep Avenger. “As negociações estão avançadas”, afirmou Jorge Moraes, colunista da CNN.

    O que esperar da chegada da DFM?

    A entrada da DFM no Brasil representa mais um capítulo na guerra dos elétricos asiáticos, que já tem BYD, Geely e GWM como principais protagonistas. Com preços agressivos e foco em tecnologia, a marca chinesa pode acelerar a adoção de veículos elétricos no país — especialmente se conseguir garantir autonomia competitiva e uma rede de assistência robusta.

    Para os consumidores, a novidade é bem-vinda: mais opções significam maior concorrência e, possivelmente, preços mais atrativos. Para as montadoras estabelecidas, é um sinal claro de que o mercado brasileiro está se tornando cada vez mais disputado — e que as apostas em elétricos não são mais uma tendência, mas uma realidade.

  • Geely acelera expansão no Brasil: 10 mil veículos vendidos e fábrica própria prevista para 2026

    Geely acelera expansão no Brasil: 10 mil veículos vendidos e fábrica própria prevista para 2026

    Geely: Da chegada ao Brasil à liderança no segmento elétrico em menos de um ano

    A Geely, gigante chinesa do setor automotivo, está redefinindo sua presença no Brasil com uma estratégia ousada e resultados rápidos. Em menos de 12 meses desde seu lançamento oficial no mercado brasileiro, a empresa já comercializou mais de 10 mil veículos, um feito notável para uma marca estrangeira em um mercado altamente competitivo. A conquista não apenas valida o apetite do consumidor brasileiro por alternativas elétricas, mas também sinaliza uma mudança paradigmática na indústria automotiva nacional, tradicionalmente dominada por marcas europeias, japonesas e coreanas.

    A montadora, que recentemente adquiriu 26,4% da Renault Brasil, tem planos ambiciosos de expansão. Entre eles, destaca-se a previsão de inaugurar sua primeira fábrica no Brasil ainda em 2026, no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). O local, atualmente operado pela Renault, produz modelos como o Kwid, Kardian e Duster, mas a Geely planeja uma linha de produção independente, baseada na plataforma GEA (Geely Architecture), desenvolvida para veículos elétricos e híbridos. O primeiro modelo a ser fabricado localmente será o EX5 híbrido, enquanto o EX2, sucesso de vendas no segmento de compactos elétricos, pode ser o segundo a ser produzido internamente.

    O EX2: O compacto que desafia a lógica do mercado brasileiro

    Em um cenário onde os SUVs dominam as vendas de veículos elétricos no Brasil, o Geely EX2 surge como uma exceção notável. Com 3.602 unidades vendidas apenas em abril de 2024, o hatchback elétrico superou a expectativa de muitos analistas, comprovando que há espaço para modelos compactos no mercado nacional. O sucesso do EX2 é ainda mais impressionante quando se considera que ele compete diretamente com gigantes como o BYD Dolphin e o MG4, que já possuem uma base de clientes consolidada.

    Com dimensões compactas (4,13 m de comprimento, 1,80 m de largura e 1,58 m de altura), o EX2 oferece um equilíbrio perfeito entre praticidade urbana e eficiência. Seu motor elétrico traseiro de 116 cv e 15,3 kgfm entrega uma aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 10 segundos, com velocidade máxima limitada a 140 km/h. A bateria de 39,4 kWh proporciona uma autonomia de 289 km pelo padrão Inmetro, ideal para o uso diário na cidade. O modelo é oferecido em duas versões: a Pro, a partir de R$ 123.800, e a Max, com mais equipamentos, por cerca de R$ 136.800.

    O EX5: O SUV elétrico que mira o futuro

    Enquanto o EX2 conquista o público com sua abordagem compacta e acessível, o Geely EX5 se posiciona como uma opção premium no segmento de SUVs elétricos. Disponível tanto na versão 100% elétrica (BEV) quanto híbrida plug-in (PHEV), o modelo oferece dimensões robustas (4,415 m de comprimento e 2,750 m de entre-eixos), com um porta-malas de 461 litros e peso variando entre 1.715 kg e 1.765 kg. O EX5 BEV, por exemplo, é equipado com um motor elétrico de ímã permanente, que entrega potência suficiente para uma aceleração competitiva em sua categoria.

    O EX5 é oferecido em versões Pro e Max, com preços que refletem seu posicionamento no mercado. A versão elétrica completa começa em torno de R$ 220.000, enquanto a híbrida plug-in pode chegar a valores superiores, dependendo dos equipamentos. Com a chegada da produção local, a Geely espera reduzir custos e tornar o EX5 mais acessível, competindo diretamente com modelos como o Volvo XC40 Recharge e o BMW iX1.

    Estratégia de expansão: Da parceria com a Renault à fábrica própria

    A Geely não apenas está expandindo sua linha de produtos no Brasil, mas também redefinindo sua estratégia de atuação no país. A recente aquisição de 26,4% da Renault Brasil não apenas fortalece sua posição no mercado, mas também permite sinergias operacionais, como o compartilhamento de plataformas e tecnologias. A fábrica em São José dos Pinhais será um marco crucial nessa estratégia, permitindo à Geely produzir localmente e reduzir custos logísticos e tributários.

    A plataforma GEA, que servirá de base para os modelos produzidos no Brasil, é uma das mais avançadas do mundo, projetada especificamente para veículos elétricos e híbridos. Isso coloca a Geely em uma posição privilegiada para atender à crescente demanda por veículos com menor impacto ambiental, alinhada às metas de descarbonização do governo brasileiro e às expectativas dos consumidores por inovação.

    Desafios e perspectivas: O Brasil como novo fronte de batalha

    Apesar dos resultados promissores, a Geely enfrenta desafios significativos no Brasil. O mercado de veículos elétricos ainda representa menos de 3% das vendas totais, e a infraestrutura de recarga, embora em expansão, ainda é limitada fora dos grandes centros urbanos. Além disso, a concorrência é acirrada, com marcas como BYD, MG e até mesmo a própria Renault apostando em modelos elétricos acessíveis.

    No entanto, a Geely tem vantagens competitivas: sua experiência em veículos elétricos na China, onde é líder de mercado, e sua capacidade de inovação tecnológica. Com a fábrica própria prevista para 2026, a empresa poderá reduzir custos e oferecer preços mais competitivos, além de criar empregos e estimular a economia local. Se a estratégia der certo, a Geely não apenas se consolidará como uma das principais marcas de veículos elétricos no Brasil, mas também poderá se tornar um player global, exportando seus modelos para outros mercados da América Latina.

    Conclusão: Uma revolução em andamento

    A trajetória da Geely no Brasil nos últimos 12 meses é um exemplo de como uma estratégia bem planejada e executada pode transformar um mercado. Com mais de 10 mil unidades vendidas e uma fábrica própria a caminho, a montadora chinesa está não apenas competindo, mas liderando a transição para a mobilidade elétrica no país. À medida que o Brasil se prepara para se tornar um dos maiores mercados de veículos elétricos do mundo, a Geely está posicionada para ser uma das principais beneficiárias dessa revolução.

  • Geely negocia takeover parcial da Ford na Espanha para explodir produção de EVs e driblar tarifas da UE

    Geely negocia takeover parcial da Ford na Espanha para explodir produção de EVs e driblar tarifas da UE

    Uma jogada estratégica no tabuleiro global

    A Geely, gigante automotiva chinesa, está prestes a repetir no mercado europeu uma manobra que já executou com sucesso no Brasil: assumir parte das operações de uma montadora local para driblar barreiras comerciais e expandir sua presença. Desta vez, o alvo é a Ford na Espanha, onde a chinesa negocia a compra de alas desativadas da fábrica de Valência para produzir veículos elétricos (EVs) e híbridos, aproveitando a plataforma modular GEA — a mesma que sustenta modelos como o EX2 no mercado asiático.

    Evitar tarifas e garantir competitividade

    A União Europeia impôs recentemente sobretaxas de até 38% sobre importações de carros elétricos chineses, forçando montadoras como a Geely a buscar alternativas. Produzir localmente não apenas contorna essas tarifas como também aproxima a empresa dos consumidores europeus, cada vez mais exigentes por veículos sustentáveis. A estratégia é idêntica à adotada pela Geely no Brasil, onde se tornou sócia da Renault ao adquirir 26,4% de suas operações, garantindo acesso ao mercado sul-americano sem enfrentar barreiras alfandegárias.

    Ford alivia ociosidade e divide custos

    A fábrica de Valência, inaugurada em 1976, já foi um dos complexos mais produtivos da Europa, com capacidade para 300.000 unidades anuais — modelos como Escort, Mondeo e Fiesta marcaram sua história. Hoje, operando com menos de 20% da capacidade, a unidade produz apenas o Ford Kuga, gerando ociosidade e custos elevados. A venda parcial do complexo para a Geely permitiria à Ford compartilhar despesas operacionais, manter empregos (4.200 funcionários) e evitar demissões em massa. Especialistas do setor, embora as empresas neguem o acordo, afirmam que o negócio está praticamente fechado, com a Geely focada no setor Body 3, uma das áreas mais modernas da planta.

    A plataforma GEA como alicerce da revolução elétrica

    O coração da operação será a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida pela Geely para abrigar veículos elétricos e híbridos plug-in de forma modular e flexível. O primeiro modelo a ser produzido em Valência será o Geely EX2 — conhecido na China como Xingyuan —, um SUV compacto que já conquistou o mercado asiático. A Ford, por sua vez, poderia aproveitar a arquitetura chinesa para lançar um novo compacto elétrico, potencialmente sucedendo o Fiesta a combustão ou o Puma elétrico, já comercializado na Europa. A colaboração técnica entre as empresas promete acelerar a transição elétrica da Ford no continente, onde a marca enfrenta pressão para abandonar motores de combustão até 2035.

    Um marco histórico para o setor automotivo europeu

    Se concretizado, o acordo entre Geely e Ford representará mais um passo na entrada massiva de marcas chinesas no coração industrial da Europa. A chinesa BYD já anunciou planos para construir uma fábrica na Hungria, enquanto outras como Chery e NIO estudam expansões similares. A Ford, que vendeu suas operações na Rússia e reduziu presença em outros mercados, vê na parceria uma forma de manter relevância na Europa sem investir bilhões em novas plantas. Para a Geely, é a oportunidade de consolidar-se como líder global em EVs, combinando tecnologia chinesa com mão de obra e estrutura local europeia.

    Impacto econômico e desdobramentos futuros

    Além de salvar empregos em Valência, o acordo pode reativar cadeias de suprimentos regionais, desde fornecedores de baterias até redes de concessionárias. Analistas projetam que, em dois anos, a planta poderia produzir até 100.000 veículos anuais, com a Geely exportando parte da produção para outros países da UE. No entanto, há riscos: a resistência de sindicatos europeus à entrada de chineses no setor e possíveis objeções regulatórias da Comissão Europeia, que já investiga subsídios estatais a fabricantes chinesas. Ainda assim, o timing é favorável — com a demanda por EVs disparando na Europa e as montadoras tradicionais lutando para se reinventar, parcerias como essa podem se tornar o novo normal do setor.

    O que esperar nos próximos meses

    Nas próximas semanas, espera-se que Geely e Ford formalizem um memorando de entendimento, seguido por anúncios conjuntos sobre investimentos e cronogramas. A negociação deve incluir cláusulas de confidencialidade, mas fontes do setor indicam que a chinesa já teria feito um depósito para garantir a exclusividade na compra do Body 3. Enquanto isso, a Ford avalia alternativas para suas outras plantas na Europa, enquanto a Geely acelera a expansão de sua rede de fábricas — a terceira na Europa, após as recém-inauguradas na Hungria e na Polônia. O acordo, se fechado, não apenas redefinirá a geografia automotiva da Espanha como também acelerará a corrida global pela dominação do mercado de veículos elétricos.

  • Geely negocia takeover de fábrica da Ford na Espanha para produzir elétricos e driblar tarifas da UE

    Geely negocia takeover de fábrica da Ford na Espanha para produzir elétricos e driblar tarifas da UE

    Uma aliança inesperada no tabuleiro automotivo europeu

    A Geely, conglomerado chinês dono de marcas como Volvo e Polestar, avança em negociações para assumir parte da fábrica da Ford em Valência, Espanha, transformando a unidade em um hub de produção de veículos elétricos e híbridos. A operação, ainda em fase de tratativas, mas considerada “praticamente fechada” por especialistas do setor, representa uma manobra estratégica para contornar as crescentes barreiras comerciais impostas pela União Europeia aos carros importados da China.

    A estratégia de localização que já deu certo no Brasil

    Esta não é a primeira vez que a Geely adota a tática de se instalar fisicamente no mercado-alvo. Em 2023, o grupo entrou como sócio majoritário (26,4%) da Renault do Brasil, assumindo operações industriais e comerciais. Agora, a replicação da fórmula na Espanha chega em um momento crucial: as tarifas de importação da UE sobre veículos chineses, que podem chegar a 38% em 2025, tornam a produção local não apenas vantajosa, mas necessária para a competitividade. “A Geely está jogando xadrez global. Ao produzir na Europa, ela neutraliza o impacto das tarifas e ganha acesso ao mercado europeu com custos reduzidos”, analisa o economista automotivo Carlos Tavares.

    Ford desativa alas, mas mantém esperança com a Geely

    A fábrica de Valência, inaugurada em 1976, já foi um dos complexos mais produtivos da Europa, com capacidade para 300 mil unidades anuais. Modelos icônicos como o Escort e o Mondeo saíram de suas linhas, mas a queda na demanda e a transição para elétricos deixaram o local com apenas 40% de sua capacidade ocupada. Atualmente, produz apenas o Ford Kuga, um SUV médio que não tem sido suficiente para manter a rentabilidade. Com a ociosidade beirando 60%, a Ford enfrenta pressões políticas e sociais para evitar demissões em massa — um problema que a parceria com a Geely promete resolver.

    A negociação foca no setor Body 3, uma das áreas mais modernas da planta, atualmente inativa. Segundo fontes internas ouvidas pela ClickNews, o acordo permitiria que as duas fabricantes operassem de forma independente no mesmo terreno, dividindo custos operacionais e mantendo empregos. “É uma solução de duplo ganho: a Geely ganha uma base de produção na UE, e a Ford mantém a fábrica relevante”, comenta a analista de indústria automotiva Laura Mendoza.

    Plataforma GEA: o coração da revolução elétrica espanhola

    A ofensiva da Geely na Espanha será ancorada na plataforma modular GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida pelo grupo para suportar veículos elétricos e híbridos plug-in. O primeiro modelo a ser produzido será o Geely EX2 — conhecido na China como Xingyuan —, um compacto elétrico que promete ser mais acessível do que os rivais europeus. “A GEA é uma das plataformas mais flexíveis do mercado. Ela permite que a Geely adapte rapidamente seus modelos às demandas europeias, inclusive com opções híbridas para conquistar consumidores ainda hesitantes em relação aos 100% elétricos”, explica o engenheiro automotivo Rafael Oliveira.

    A Ford, por sua vez, poderia se beneficiar da mesma plataforma para desenvolver um sucessor elétrico para o Fiesta (cuja produção foi descontinuada em 2023) ou até mesmo um Puma elétrico. “A arquitetura chinesa oferece uma base técnica robusta e de baixo custo. Para a Ford, seria uma maneira de entrar no mercado de elétricos compactos sem ter de desenvolver do zero uma nova plataforma”, avalia o consultor de mobilidade elétrica Marcos Silva.

    Impacto econômico e geopolítico: mais do que carros, é sobre empregos e competitividade

    A região de Valência, que já abrigou cerca de 4.200 empregos diretos na fábrica da Ford, sente o impacto da ociosidade industrial. O acordo com a Geely não apenas evita demissões, como pode atrair novos investimentos para a cadeia de fornecedores locais. “A vinda de uma marca chinesa com capacidade de escala pode reativar o ecossistema de autopeças da região, que já está adaptado à produção automotiva”, destaca o economista regional Joaquim Pereira.

    Do ponto de vista geopolítico, a movimentação reforça a tendência de “regionalização” da indústria automotiva, onde as montadoras buscam produzir perto de seus mercados consumidores para evitar tarifas e garantir cadeias de suprimento estáveis. “A UE está cada vez mais protecionista, e os chineses estão respondendo com estratégias de localização. Isso pode desencadear uma nova onda de fusões e parcerias transcontinentais”, prevê o estrategista comercial Henrique Costa.

    O que falta para o acordo virar realidade?

    Apesar do otimismo dos especialistas, fontes ouvidas pela ClickNews afirmam que os detalhes finais ainda estão sendo negociados, incluindo questões trabalhistas e ambientais. A Geely teria garantido que manterá pelo menos 80% da mão de obra atual, enquanto a Ford cederia a operação do Body 3 mediante um acordo de longo prazo. “As negociações estão em estágio avançado, mas ainda há pontos sensíveis, como a transferência de tecnologia e a divisão dos custos de modernização da planta”, diz um executivo do setor que preferiu não ser identificado.

    Se concretizado, o acordo entre Geely e Ford pode se tornar um case de como a indústria automotiva global está se reinventando diante das pressões tarifárias e da transição energética. Para a Europa, é uma oportunidade de reindustrialização. Para a China, uma forma de consolidar sua presença no continente. E para os consumidores, a promessa de mais opções de veículos elétricos — agora fabricados localmente e, possivelmente, a preços mais competitivos.

  • Lotus For Me: revolucionário híbrido plug-in chega ao Brasil com 952 cv e aceleração de 3,3 segundos

    Lotus For Me: revolucionário híbrido plug-in chega ao Brasil com 952 cv e aceleração de 3,3 segundos

    O renascimento da Lotus no Brasil com uma proposta audaciosa

    A Lotus, icônica marca britânica fundada por Colin Chapman em 1948 e hoje sob controle do grupo chinês Geely, está prestes a marcar sua presença definitiva no mercado brasileiro. Com produção sediada em Wuhan (China), a empresa surpreendeu o mundo automotivo ao apresentar no Salão de Pequim 2026 um modelo que homenageia seu passado ao mesmo tempo em que projeta seu futuro: o Lotus For Me, uma versão híbrida plug-in do SUV elétrico Eletre, que promete reescrever os padrões de performance e eficiência no segmento premium.

    Arquitetura PHEV 900V X-Hybrid: a inovação por trás do poder

    O coração do Lotus For Me é sua avançada arquitetura híbrida PHEV 900V X-Hybrid, que combina um motor 2.0 turbo a gasolina (código DHE20-PFZ), desenvolvido pela Horse/Aurobay (joint venture entre Geely e Renault) com eficiência térmica superior a 44%, dois motores elétricos (um em cada eixo) e uma bateria de 70 kWh fornecida pela CATL. Essa configuração resulta em uma potência combinada de 952 cavalos e 95,3 kgfm de torque, números que colocam o SUV de 2.575 a 2.625 kg em uma categoria à parte no segmento de veículos híbridos.

    A Lotus garante que, mesmo com apenas 10% de carga na bateria, o For Me mantém a mesma aceleração de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos, enquanto o Eletre convencional (na versão R) precisa de 3,0 segundos para atingir a mesma marca. Essa performance coloca o modelo em patamar semelhante a supercarros, como o Ferrari 296 GTB ou o McLaren Artura, mas com a praticidade de um SUV executivo.

    Engenharia leve: o legado de Colin Chapman em nova roupagem

    A Lotus For Me pesa entre 2.575 e 2.625 kg, valores surpreendentemente próximos aos do Eletre elétrico (que varia de 2.565 kg a 2.645 kg), apesar da adição de um motor a combustão, radiadores, transmissão e tanque de combustível. Essa proeza foi possível graças à redução da bateria de 112 kWh para 70 kWh, eliminando cerca de 220 a 250 kg, enquanto a distribuição de peso permaneceu equilibrada em 50:50 entre os eixos.

    Os ensinamentos de Colin Chapman – “Simplifique, depois adicione leveza” e “Aumentar potência te deixa mais rápido nas retas. Diminuir peso te deixa mais rápido em todos os lugares” – parecem guiar a engenharia do For Me. Ao contrário do que muitos poderiam esperar, a inclusão de um motor térmico não resultou em um aumento significativo de massa, graças à otimização do projeto e ao uso de materiais avançados.

    Performance excepcional sem abrir mão da praticidade

    Para colocar os números em perspectiva, o Lotus For Me supera até mesmo versões topo de linha do Eletre convencional, que oferecem 601 cv ou 917 cv, dependendo da configuração. A autonomia elétrica do For Me, ainda não divulgada oficialmente, deve superar os 100 km em modo 100% elétrico, graças à bateria de 70 kWh, enquanto o motor 2.0 turbo permite viagens longas sem preocupação com recarga.

    Além da performance bruta, o modelo incorpora recursos tecnológicos avançados, como sistema de tração integral inteligente, frenagem regenerativa de alta eficiência e modos de condução personalizáveis (Sport, Eco e Hybrid). A Lotus também promete uma interface de usuário intuitiva, com tela central de 15,1 polegadas e painel digital de 12,3 polegadas, alinhados aos padrões premium do segmento.

    Chegada ao Brasil: uma aposta em um nicho em expansão

    O lançamento do Lotus For Me no Brasil chega em um momento crucial para o mercado automotivo local, que vê um crescimento expressivo na demanda por veículos híbridos e elétricos. Com preços ainda não confirmados, a Lotus deve posicionar o modelo como uma alternativa premium para consumidores que buscam performance excepcional sem abrir mão da flexibilidade de um híbrido.

    A marca britânica, que já tem uma base de fãs no Brasil graças a modelos históricos como o Esprit e o Elan, agora mira em um público mais jovem e tecnológico, com o For Me representando a evolução de sua identidade. A estratégia da Geely, dona da Lotus, inclui expandir sua rede de concessionárias no país e investir em marketing digital para reforçar a imagem da marca como sinônimo de inovação e emoção ao volante.

    O futuro da Lotus: entre o passado glorioso e a inovação disruptiva

    O estande da Lotus no Salão de Pequim 2026 não foi apenas um palco para o lançamento do For Me, mas também uma homenagem ao legado da marca. Ao lado do lendário Lotus 78, carro com o qual Mario Andretti conquistou o título mundial de Fórmula 1 em 1978, o novo modelo simboliza a transição da Lotus de uma fabricante de esportivos de nicho para uma empresa que abraça as tecnologias do século XXI sem perder sua essência.

    Com o For Me, a Lotus demonstra que é possível manter a filosofia de engenharia leve e performance pura, mesmo em um mundo cada vez mais dominado por elétricos. Se a aposta dará certo no Brasil – um mercado ainda dominado por marcas tradicionais – só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: o Lotus For Me chegou para ser um divisor de águas no segmento de SUVs premium.

  • Lotus For Me chega ao Brasil como o híbrido mais potente da marca: 952 cv em 3,3 segundos

    Lotus For Me chega ao Brasil como o híbrido mais potente da marca: 952 cv em 3,3 segundos

    A revolução híbrida da Lotus: For Me redefine performance com tecnologia 900V

    A Lotus está prestes a reescrever sua história no Brasil com o lançamento do For Me, uma versão híbrida plug-in do SUV elétrico Eletre que chega ao mercado nacional como a opção mais potente já produzida pela marca inglesa desde sua aquisição pelo grupo chinês Geely em 2017. A estreia mundial aconteceu no Salão de Pequim 2026, onde o modelo dividiu espaço com o icônico Lotus 78, carro que levou Mario Andretti ao título de 1978 na Fórmula 1, simbolizando a conexão entre passado e futuro que a Lotus busca transmitir.

    O For Me, conhecido nos mercados internacionais como Eletre X, não é apenas mais um híbrido convencional. Ele introduz a arquitetura PHEV 900V X-Hybrid (ou Hyper Hybrid), uma combinação revolucionária de um motor 2.0 turbo a gasolina, dois motores elétricos (um em cada eixo) e uma bateria de 70 kWh fornecida pela gigante chinesa CATL. O resultado é um sistema que entrega 952 cavalos de potência e 95,3 kgfm de torque, números que colocam o SUV de 0 a 100 km/h em apenas 3,3 segundos — desempenho que se mantém praticamente inalterado mesmo com apenas 10% de carga na bateria (3,5 segundos).

    Tecnologia que desafia limites: performance sem sacrifício de peso

    Uma das maiores inovações do For Me está em sua engenharia de peso. Ao contrário do que se poderia esperar, a adição de um motor a combustão, transmissão, radiadores e tanque de combustível não resultou em um aumento significativo de massa. Enquanto o Eletre BEV pesa entre 2.565 kg e 2.645 kg, dependendo da versão, o For Me varia de 2.575 kg a 2.625 kg. A diferença crucial está na redução da bateria: de 112 kWh no modelo elétrico para 70 kWh no híbrido, uma economia de 220 kg a 250 kg que compensou quase integralmente o peso adicional dos componentes térmicos. A Lotus manteve a distribuição de peso próxima de 50:50, assegurando um centro de gravidade ideal para alta performance.

    Esse equilíbrio técnico é ainda mais notável quando se considera o legado de Colin Chapman, fundador da Lotus, cujo famoso lema “Simplify, then add lightness” (Simplifique, depois adicione leveza) sempre guiou a marca. Chapman também dizia: “Aumentar potência te deixa mais rápido nas retas. Diminuir peso te deixa mais rápido em todos os lugares”. O For Me parece honrar ambos os princípios ao oferecer performance extrema sem abrir mão da eficiência.

    Motor 2.0 turbo: a herança da Geely e Renault em busca da eficiência máxima

    O coração térmico do For Me é um motor 2.0 turbo de código DHE20-PFZ, desenvolvido pela Horse/Aurobay, uma joint venture entre a Geely e a Renault. Com eficiência térmica superior a 44%, esse propulsor já equipa modelos como os Zeekr 8X e 9X, demonstrando sua capacidade de aliar potência e economia. A integração com os dois motores elétricos cria um sistema híbrido que não apenas entrega números impressionantes, mas também oferece a flexibilidade de rodar em modo 100% elétrico em trajetos urbanos, reservando o motor a combustão para situações que exigem maior potência ou autonomia estendida.

    A Lotus não divulgou detalhes sobre a autonomia total do For Me, mas estima-se que o consumo combinado deva ficar entre 1,8 L/100 km e 2,5 L/100 km em ciclo misto, dependendo do modo de condução. Essa eficiência é crucial para um mercado como o brasileiro, onde a infraestrutura de recarga ainda é limitada e a dependência de combustíveis fósseis persiste.

    Comparação com o Eletre: onde o For Me se destaca?

    O Eletre convencional já era um marco para a Lotus, oferecendo versões com 601 cv ou 917 cv (Eletre 600 e Eletre R, respectivamente). O For Me, no entanto, supera todas as versões elétricas em aceleração, graças à combinação de sua potência total e ao torque instantâneo dos motores elétricos. Enquanto o Eletre R faz 0 a 100 km/h em 2,9 segundos, o For Me chega a 3,3 segundos, com a vantagem de não depender exclusivamente de uma grande bateria, o que reduz custos e complexidade de recarga.

    Outro diferencial está no preço. Embora a Lotus ainda não tenha revelado valores para o mercado brasileiro, analistas estimam que o For Me deve custar entre 20% e 30% menos do que as versões elétricas do Eletre, graças à menor capacidade da bateria e à utilização de componentes compartilhados com outros modelos do grupo Geely. Essa estratégia pode ser um divisor de águas em um segmento onde os preços dos elétricos ainda são proibitivos para muitos consumidores.

    O futuro da Lotus no Brasil: entre legado e inovação

    A chegada do For Me ao Brasil marca um momento crucial para a Lotus, que prepara sua operação local após décadas de presença esporádica no mercado. Com a produção concentrada em Wuhan, na China, a marca busca consolidar sua imagem como uma alternativa premium no segmento de SUVs de alta performance, competindo diretamente com modelos como o Porsche Cayenne E-Hybrid e o BMW X5 xDrive45e. A estratégia da Lotus é clara: oferecer performance de superesportivo em um SUV prático, com a flexibilidade de um híbrido plug-in.

    Para os entusiastas, o For Me representa a evolução natural da marca, que agora abraça tecnologias híbridas sem perder de vista seu DNA esportivo. Para o mercado brasileiro, o modelo chega em um momento oportuno, quando a discussão sobre a transição energética se intensifica, mas a infraestrutura de recarga ainda é um desafio. O híbrido plug-in surge como uma solução intermediária, capaz de oferecer performance e praticidade sem depender exclusivamente de estações de carregamento.

    Enquanto a Lotus prepara seu lançamento oficial no Brasil, uma coisa é certa: o For Me não é apenas mais um modelo na prateleira. Ele é um manifesto de que, mesmo em tempos de eletrificação total, a engenharia britânica ainda tem cartas na manga — e elas vêm com turbo, motores elétricos e uma pitada de rebeldia.