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  • Governo federal amplia Move Agrícola para R$ 14 bilhões e lança R$ 21 bilhões em crédito para frota de veículos

    Governo federal amplia Move Agrícola para R$ 14 bilhões e lança R$ 21 bilhões em crédito para frota de veículos

    Mais recursos para o campo: crédito de R$ 14 bilhões em máquinas agrícolas

    O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, a ampliação do programa Move Agrícola de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões. A medida, divulgada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante a abertura da 20ª Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), tem como objetivo facilitar o acesso de produtores rurais a tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas. Os financiamentos já estão disponíveis no sistema bancário e oferecem juros de 9,5% ao ano, além de um ano de carência e prazo de até cinco anos para pagamento.

    Frota de veículos também recebe R$ 21 bilhões em crédito

    Em paralelo, o governo lançou uma nova etapa do programa de renovação de frota, agora com R$ 21 bilhões em crédito. Desse montante, R$ 2 bilhões serão destinados à renovação de veículos usados, enquanto os R$ 19 bilhões restantes financiarão a aquisição de caminhões e implementos rodoviários. Alckmin destacou que a primeira fase do programa já contratou recursos em cerca de 30 dias, demonstrando a agilidade na execução.

    Impacto econômico e expectativas do setor

    A ampliação dos recursos chega em um momento crítico para o agronegócio brasileiro, que enfrenta pressões por modernização e redução de custos. Com a oferta de crédito a juros atrativos, o governo busca impulsionar a produtividade no campo e reduzir a dependência de maquinário obsoleto. Analistas do setor apontam que a medida pode acelerar a recuperação de investimentos no setor, especialmente em regiões com forte presença agrícola, como o Centro-Oeste e o Matopiba. A expectativa é de que os novos recursos também beneficiem a indústria nacional de máquinas e equipamentos, que tem sofrido com a concorrência de importações.

  • Alckmin trava batalha diplomática: Pix é inegociável e tarifa dos EUA será combatida

    Alckmin trava batalha diplomática: Pix é inegociável e tarifa dos EUA será combatida

    Pix: conquista nacional blindada contra pressões externas

    Em uma demonstração de firmeza na defesa de políticas públicas brasileiras, o vice-presidente Geraldo Alckmin usou o poder do argumento — e não da concessão — para rebater a ofensiva comercial dos Estados Unidos. Em coletiva nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, em Brasília, ele classificou como ‘extremamente injusta’ e ‘totalmente descabida’ a proposta do Escritório do Representante Comercial norte-americano (USTR) de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros via Seção 301.

    Alckmin não apenas rejeitou a medida, como anunciou que o governo Lula atuará ativamente para que a recomendação seja revertida antes mesmo de sua formalização pelo presidente Donald Trump. A estratégia inclui diplomacia agressiva e possíveis contrapartidas comerciais, segundo fontes próximas ao Palácio do Planalto.

    Pix: o sistema que uniu Brasil e não será moeda de troca

    No centro da discussão, o Pix — sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, lançado em 2020 — emergiu como linha intransponível na negociação. Alckmin foi categórico: ‘O Pix é um patrimônio nacional, uma conquista do povo brasileiro. Não prejudica ninguém e é altamente benéfico à população’. Para o governo, qualquer discussão sobre taxar ou restringir o sistema seria equivalente a atacar a soberania brasileira em inovação financeira.

    A defesa do Pix não é retórica vazia. Desde sua implementação, o sistema movimentou mais de R$ 20 trilhões em transações (dados do Banco Central até maio de 2026), democratizou o acesso a pagamentos digitais e reduziu custos para milhões de brasileiros. Sua relevância estratégica — inclusive para o agronegócio, que depende de fluxos financeiros ágeis — torna qualquer tentativa de enfraquecê-lo uma ameaça à economia real.

    Agro e diplomacia: o que está em jogo além das tarifas

    A tensão comercial ocorre em um momento crítico para o setor agropecuário brasileiro, que enfrenta não só pressões externas, mas também uma crise silenciosa de saúde mental entre seus trabalhadores. Dados recentes da Confederação Nacional do Agronegócio (CNA) indicam um aumento de 40% nos casos de ansiedade e depressão na categoria desde 2023, agravado pela instabilidade cambial e pela escalada de conflitos internacionais.

    Enquanto Alckmin mobiliza a máquina estatal para proteger o Pix e o agronegócio, a pergunta que fica é: até onde os EUA estão dispostos a ir? A Seção 301 já foi usada contra a China e a União Europeia, mas nunca contra um parceiro tão estratégico quanto o Brasil — especialmente em um ano de eleições presidenciais nos EUA, onde o protecionismo ganha tons de campanha.