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  • Nova geração do Renault Kwid na Índia: plataforma inovadora promete GNV, híbridos e mais conectividade

    Nova geração do Renault Kwid na Índia: plataforma inovadora promete GNV, híbridos e mais conectividade

    Uma plataforma para o futuro do subcompacto

    A Renault está revolucionando a próxima geração do Kwid, desenvolvida na Índia com a nova plataforma RGEP. Essa arquitetura substitui a antiga CMF-A, focada unicamente em redução de custos, e foi projetada para atender às demandas modernas de conectividade, eficiência energética e versatilidade. Segundo a marca, a mudança era inevitável diante da evolução rápida das expectativas dos consumidores, que agora exigem mais do que um carro econômico.

    Tecnologias que redefinem o Kwid

    Entre as principais inovações, destaca-se o suporte nativo para GNV, uma novidade para o segmento. Além disso, a nova geração trará versões elétricas e híbridas, alinhadas às tendências globais de mobilidade sustentável. A Renault também promete melhorias significativas em conectividade e um painel de instrumentos 100% digital, algo impensável na geração atual, lançada há 11 anos.

    Flexibilidade e estilo sem perder espaço

    A plataforma RGEP permitirá diferentes estilos de carroceria, incluindo o futuro Renault Bridger e atualizações para os modelos Triber e Kiger. Uma das grandes preocupações era manter o espaço do porta-malas, um diferencial do Kwid frente a concorrentes como o Volkswagen up!. A Renault garante que as inovações não comprometerão a praticidade do veículo, um dos seus principais atrativos.

    Impacto no preço e no mercado brasileiro

    Embora a próxima geração do Kwid ainda não tenha data oficial para chegar ao Brasil, a reestilização do modelo atual, já anunciada, mostra que a montadora está atenta ao mercado local. O preço final do novo Kwid deve ser impactado pelas tecnologias embarcadas e pela maior qualidade construtiva, o que pode redefinir a competição no segmento de subcompactos no país.

  • Rio negocia queda de até 6,5% no preço do gás e alivia pressão inflacionária no estado

    Rio negocia queda de até 6,5% no preço do gás e alivia pressão inflacionária no estado

    O governo do Rio de Janeiro fechou um acordo histórico com a Petrobras e a concessionária Naturgy para reduzir o preço do gás natural no estado, beneficiando cerca de 1,5 milhão de motoristas, indústrias e consumidores residenciais. A redução média de 6% no custo do gás industrial e de 2,5% no gás de cozinha (GLP) — aliada à queda de 6,5% no GNV — chega em um momento crítico, marcado pela escalada internacional dos preços de derivados de petróleo.

    Um alívio para o bolso do consumidor e para a inflação estadual

    A medida, homologada pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) no dia 14 de julho, será publicada no Diário Oficial na próxima semana e entrou em vigor após o cálculo final das tarifas pela Naturgy, que considerou variáveis como custo de produção, demanda e regulamentação. Segundo a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, o acordo tem “efeito potencial de política pública energética”, capaz de conter pressões inflacionárias no estado.

    Rio: a capital brasileira do gás natural

    O estado não apenas lidera a produção nacional de gás natural — responsável por 76,9% da oferta brasileira em 2025, segundo a ANP — como também concentra a maior frota de veículos movidos a GNV do país. Atributos como a concessão de descontos no IPVA para esses motoristas e a proximidade com as principais bacias produtoras (como a de Santos e Bacia de Campos) tornam o Rio um laboratório para políticas de preço de energia. A redução dos custos agora é vista como um estímulo à competitividade industrial e ao poder de compra da população.

    A geopolítica do petróleo pesa no preço final

    A negociação ocorre em um cenário de tensão global: a guerra no Irã, que afeta o Estreito de Ormuz — passagem de 20% do petróleo e gás mundial — já elevou os preços internacionais de derivados. No Brasil, a Petrobras, maior player do setor, tem sofrido pressões para segurar os custos, especialmente após o governo federal reduzir impostos sobre combustíveis em 2022. No Rio, a estratégia é clara: usar o peso da produção local para negociar condições mais vantajosas, mesmo em meio à instabilidade externa.

    Próximos passos: transparência e fiscalização

    Antes de a nova tarifa entrar em vigor, a Agenersa deve validar os cálculos da Naturgy, garantindo que a redução seja efetivamente repassada aos consumidores. A secretaria estadual destacou que o acordo é um “exemplo de regulação inteligente”, mas especialistas alertam: o impacto real dependerá da manutenção dos preços internacionais e da capacidade de o estado equilibrar incentivos fiscais com a sustentabilidade do setor.