Tag: golpes digitais

  • CNPJ alfanumérico entra em vigor: Receita amplia capacidade de registro com novo formato

    CNPJ alfanumérico entra em vigor: Receita amplia capacidade de registro com novo formato

    Avanço no sistema de registros empresariais

    A partir da última quarta-feira (01/07/2026), o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ingressou em uma nova era com a adoção de combinações alfanuméricas. Até então restrito a 14 dígitos numéricos, o sistema agora permite a geração de códigos compostos por números e letras, expandindo exponencialmente suas possibilidades.

    Instrução Normativa RFB nº 2.229: a base legal da mudança

    A transição foi regulamentada pela Instrução Normativa RFB nº 2.229, publicada em 2024, mas só entrou em vigor agora. Segundo a Receita Federal, a medida tem como objetivo principal evitar a saturação do sistema de registros, que já emitiu cerca de 50 milhões de CNPJs desde sua criação. Os 12 primeiros caracteres do novo formato podem ser formados por números de 0 a 9 ou letras de A a Z, enquanto os dois últimos permanecem como dígitos verificadores.

    O que muda para empresas já registradas?

    Empresas com CNPJs emitidos antes de 01/07/2026 não precisam se preocupar: os códigos antigos continuam válidos e não sofrerão qualquer alteração. Apenas os novos registros — ou renovações — poderão adotar o formato alfanumérico. A Receita Federal reforça que não solicitará atualizações ou pagamentos por e-mail ou outros meios, alertando para possíveis golpes envolvendo o novo padrão.

    Riscos e oportunidades no novo formato

    Embora a ampliação do sistema seja bem-vinda para o crescimento do empreendedorismo, especialistas destacam a necessidade de atenção redobrada. Criminosos podem explorar a transição para aplicar fraudes, como envio de comunicados falsos exigindo ‘atualização imediata’ do CNPJ. A Receita Federal recomenda que os empresários consultem sempre o site oficial (gov.br/receitafederal) para verificar a autenticidade de qualquer solicitação.

  • Operação da PF desmantela rede de anúncios falsos que imitavam governo federal

    Operação da PF desmantela rede de anúncios falsos que imitavam governo federal

    Fraudes com identidade oficial: PF mira anúncios que enganam cidadãos

    A Polícia Federal (PF) deu início na manhã desta quarta-feira (01/07) à Operação Ad Phishing, com foco em uma rede criminosa que disseminava 1.770 anúncios online fraudulentos, utilizando símbolos, cores e identidade visual de órgãos governamentais para conferir legitimidade a sites falsos. A estratégia foi identificada em investigação que aponta o uso indevido de elementos associados ao Governo Federal e instituições públicas, como ministérios e autarquias.

    Nove mandados em quatro estados: onde as buscas aconteceram

    Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal e cumpridos pela PF nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. As ações visam colher provas e desarticular a estrutura operacional dos grupos envolvidos, que podem responder por crimes como estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica, além de violação de direitos autorais e uso indevido de símbolos oficiais.

    Golpes digitais: como a fraude se espalhou

    Segundo a PF, os anúncios fraudulentos eram veiculados em plataformas digitais e direcionavam vítimas a páginas falsas de serviços públicos, como emissão de documentos ou cadastros em programas sociais. A similaridade visual com instituições oficiais era o principal artifício para induzir os cidadãos ao erro. A operação marca um esforço para coibir práticas cada vez mais sofisticadas de phishing, que exploram a confiança depositada nos órgãos governamentais para aplicar golpes financeiros.

    Consequências e próximos passos da investigação

    A Polícia Federal não descarta a possibilidade de novas fases da operação, uma vez que a investigação aponta a existência de uma rede estruturada, com atuação em diversos estados. A PF reforça a importância da população verificar a autenticidade de links e comunicações oficiais, especialmente em períodos de grande circulação de informações sobre programas governamentais.

  • Phishing em 2026: como golpes digitais se adaptam e o que fazer para não cair neles

    Phishing em 2026: como golpes digitais se adaptam e o que fazer para não cair neles

    O phishing segue como uma das principais ameaças digitais em 2026, mas sua execução ganhou novos contornos. Diferente dos e-mails genéricos de anos atrás, os criminosos agora utilizam deepfakes em áudios e vídeos, além de mensagens personalizadas baseadas em dados vazados de redes sociais, para aumentar a credibilidade dos golpes.

    Como o phishing se tornou mais perigoso

    Os ataques não se limitam mais a réplicas malfeitas de bancos ou lojas virtuais. Em junho de 2026, foram registrados casos de phishing por voz (vishing), onde robôs com vozes sintéticas imitam executivos ou familiares para solicitar transferências urgentes. Outra tática recorrente é o quishing — phishing via QR codes em locais públicos, que direcionam para páginas falsas de autenticação.

    Técnicas de defesa que realmente funcionam

    Além do cuidado básico de não clicar em links suspeitos, especialistas recomendam:

    • Verificar sempre o domínio: Endereços como banco-seguro.com (com hífen) são comuns em golpes. Prefira digitar o URL manualmente ou usar marcadores oficiais.
    • Ativar autenticação multifator (MFA): Mesmo que os dados sejam roubados, o MFA impede acessos não autorizados.
    • Usar gerenciadores de senhas: Ferramentas como Bitwarden ou 1Password alertam sobre sites falsos e armazenam credenciais com segurança.
    • Desconfiar de comunicações não solicitadas: Empresas legítimas nunca pedem senhas por telefone, SMS ou e-mail. Denuncie qualquer tentativa suspeita ao órgão competente (no Brasil, o Cidadão.gov.br).

    O que fazer se você for vítima

    Caso suspeite de um ataque:

    1. Troque todas as senhas imediatamente, começando pelas contas mais críticas (e-mail, banco, redes sociais).
    2. Bloqueie cartões e contas vinculadas aos dados comprometidos, notificando o banco ou instituição responsável.
    3. Registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou online (Polícia Civil/Delegacia Virtual).
    4. Monitore extratos bancários por pelo menos 30 dias, buscando transações desconhecidas.

    O futuro dos golpes digitais

    Com a popularização de chatbots avançados e IA generativa, a previsão é que os ataques se tornem ainda mais sofisticados. Em 2026, já são comuns casos de phishing em jogos online, onde criminosos se passam por desenvolvedores para roubar contas de usuários. A regra de ouro? Desconfie de tudo que pedir pressa ou informações sensíveis.