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  • Grupo Gandini acelera plano B: chinesa JMC deve substituir Kia no Brasil já em 2026

    Grupo Gandini acelera plano B: chinesa JMC deve substituir Kia no Brasil já em 2026

    Na última segunda-feira, 20 de julho de 2026, o Grupo Gandini deu um passo decisivo para minimizar os impactos da potencial perda da representação da Kia no Brasil. Fontes internas do conglomerado confirmaram à imprensa que negociações avançadas estão em curso para trazer oficialmente a Jiangling Motors Corporation (JMC) ao mercado nacional.

    Por que a JMC se tornou a aposta imediata?

    A JMC, fundada em 1947 e uma das maiores fabricantes chinesas de veículos comerciais, já tem presença consolidada no Brasil. O modelo mais conhecido, o Territory (lançado em 2020 como JMC Yusheng S330), é vendido localmente há anos. Além disso, a marca já forneceu utilitários para a Effa e, em breve, lançará a Transit City (JMC Touring na China).

    Foco em utilitários e modelos polêmicos

    A estratégia inicial da JMC no Brasil será priorizar veículos comerciais, como a picape média Virgus, já avistada em testes na região de Itu (SP). No entanto, a montadora chinesa também deve explorar nichos controversos, incluindo um hatch polêmico, segundo informações não confirmadas. Com a Kia em xeque, a JMC surge como alternativa técnica e comercial, alinhada ao perfil do Grupo Gandini.

    Consequências para o mercado automotivo

    A movimentação da Gandini reflete uma tendência crescente: a diversificação de marcas no Brasil para reduzir riscos. Enquanto a Kia enfrenta incertezas em sua operação local, a JMC oferece uma rede de distribuição já estabelecida e produtos alinhados às demandas do consumidor brasileiro por utilitários e veículos robustos. A decisão final, contudo, ainda depende de acordos comerciais que devem ser anunciados nos próximos meses.

  • Kia no Brasil: Hyundai assume operação e negocia fábrica até 2028 para zerar dívida de R$ 6 bilhões

    Kia no Brasil: Hyundai assume operação e negocia fábrica até 2028 para zerar dívida de R$ 6 bilhões

    A Kia no Brasil enfrenta seu maior rearranjo desde sua chegada ao país em 1992. Até o final de 2026, a fabricante sul-coreana pode ver suas operações locais transferidas para a Hyundai — sua controladora desde 1998 — como parte de uma estratégia audaciosa para desbloquear um entrave histórico: uma dívida fiscal de R$ 6 bilhões, acumulada pela Asia Motors (antiga importadora das vans Topic e Towner) na década de 1990.

    O nó da dívida que emperrava a produção nacional

    A Asia Motors, empresa que detinha os direitos de importação dos modelos da Kia na época, recebeu incentivos fiscais com a promessa de instalar uma linha de montagem em Camaçari (BA). No entanto, a fábrica não se concretizou, e a dívida — que já soma R$ 6 bilhões com juros e multas — tornou-se um passivo intransponível para a Kia operar livremente no Brasil. A solução encontrada, segundo apurou o jornalista João Anacleto, é transferir a gestão brasileira para a Hyundai, que assumiria o controle operacional e, ao mesmo tempo, se comprometeria a construir uma nova fábrica em Piracicaba (SP) até 2028.

    Fábrica em Piracicaba: o que muda na indústria automotiva brasileira?

    O projeto da nova unidade da Kia em Piracicaba não é apenas uma jogada comercial, mas uma condição para o perdão da dívida. A fábrica, com capacidade inicial para 100 mil veículos/ano, poderia produzir modelos como o Sportage e o Sorento, consolidando a presença da marca no maior mercado automotivo da América Latina. Além disso, a Hyundai estuda uma fusão das operações de varejo com a Kia, unificando concessionárias e reduzindo custos — uma tendência global entre as duas marcas, que compartilham plataformas e tecnologias.

    O futuro do Grupo Gandini: do varejo à importação chinesa

    Com a saída da Kia, o Grupo Gandini — que também atua com a distribuidora da Chery no Brasil — passaria a focar em importações, possivelmente incluindo modelos da JMC (Jiangling Motors), fabricante chinesa com a qual já tem parceria. A transição, no entanto, não será imediata: a Kia ainda depende do Grupo Gandini para vendas e suporte até que a Hyundai assuma integralmente as operações, o que deve ocorrer até dezembro de 2026.

    A estratégia da Hyundai-Kia reflete uma tendência global de centralização de gestão para reduzir custos e ganhar escala, mas no Brasil, o movimento ganha contornos ainda mais complexos devido ao passivo fiscal. Se bem-sucedida, a operação poderá redefinir o mapa automotivo brasileiro, com a Kia passando de importadora a fabricante local — e a Hyundai consolidando seu domínio no setor.