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  • EUA ameaçam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros: indústria nacional teme prejuízo bilionário

    EUA ameaçam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros: indústria nacional teme prejuízo bilionário

    Medida protecionista acende alerta na indústria brasileira

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu com preocupação à proposta apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que prevê a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Em comunicado divulgado na última terça-feira, 2 de junho de 2026, a entidade classificou a iniciativa como ameaça concreta ao comércio bilateral, que movimenta cerca de US$ 40 bilhões anuais.

    Risco de desmantelamento de cadeias integradas

    Segundo a CNI, a eventual adoção da medida pode desestabilizar cadeias produtivas profundamente interligadas entre Brasil e EUA, prejudicando setores como autopeças, agroindústria e tecnologia. “A relação comercial entre os dois países não é um jogo de soma zero; ambos se beneficiam de um mercado integrado”, afirmou a entidade, destacando que a parceria estratégica remonta a décadas de colaboração.

    Indústria aposta no diálogo para evitar prejuízos

    A CNI defendeu a intensificação das negociações para conter a escalada tarifária, argumentando que barreiras unilaterais tendem a gerar retaliações e prejuízos mútuos. “Impor tarifas sem diálogo prévio é como queimar pontes que levaram gerações para serem construídas”, declarou um porta-voz da entidade. A indústria brasileira também alerta para o risco de perda de competitividade no mercado norte-americano, que absorve 18% das exportações nacionais.

    Contexto: tensão comercial em ascensão

    A proposta dos EUA surge em um cenário de crescente desconfiança em relação ao protecionismo global, com a China e a União Europeia também impondo barreiras a produtos estrangeiros. Analistas avaliam que, se concretizada, a tarifa de 25% poderia reduzir em até 12% as exportações brasileiras para os EUA no primeiro ano, afetando especialmente commodities como café, suco de laranja e carne bovina.