O que o CTB considera infração, mas motoristas ignoram
Em 5 de julho de 2026, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) continua sendo o principal aliado dos agentes de fiscalização, mas o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) — atualizado recentemente pelo Contran — mostra que muitos hábitos no volante são, na verdade, infrações graves. O problema? A maioria dos motoristas não sabe que ações como dirigir de chinelos, desligar faróis em paradas ou fazer marcha à ré em trechos longos podem render multas e até suspensão da CNH.
Da luz apagada à falta de atenção: erros que custam caro
Um dos pontos mais negligenciados é a iluminação do veículo. Muitos motoristas ainda acreditam que faróis baixos são apenas para rodovias, mas o MBFT deixa claro: em qualquer via, à noite ou em túneis, o uso do farol baixo é obrigatório. Desligá-lo durante paradas — mesmo por segundos — também é passível de multa. Outro equívoco comum é a marcha à ré: a legislação permite o uso apenas em manobras curtas, como estacionar. Quem insiste em percorrer longos trechos com a marcha engatada pode ser autuado por infração média, com 4 pontos na carteira.
Calçados e pedestres: onde o descuido vira crime
Dirigir de chinelos, sandálias ou até mesmo descalço pode parecer inofensivo, mas o CTB enquadra isso como infração média, com 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16. Ainda mais grave é a atitude de acelerar propositalmente próximo a pedestres, que configura infração gravíssima — 7 pontos, suspensão do direito de dirigir e multa de R$ 293,47. Em Goiânia, por exemplo, agentes já registraram aumento de 12% nas autuações por esse tipo de comportamento em 2026.
Por que o MBFT existe? E como evitar surpresas na maleta
Segundo especialistas ouvidos pela redação, o MBFT foi criado para padronizar a fiscalização e evitar interpretações subjetivas. “O objetivo não é punir, mas conscientizar”, afirma o engenheiro de trânsito Carlos Mendes. Para driblar as multas, basta revisar hábitos simples: manter os faróis sempre acesos à noite, evitar distrações como comer ao volante e priorizar a segurança dos pedestres. Em tempos de fiscalização eletrônica crescente, a dica é clara: o que parece inofensivo pode sair muito caro.
