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  • Volkswagen prepara híbrido pleno no Brasil: T-Roc serve de teste para sistema que chega antes do ID.4

    Volkswagen prepara híbrido pleno no Brasil: T-Roc serve de teste para sistema que chega antes do ID.4

    A Volkswagen do Brasil acelera na eletrificação para não ficar atrás da concorrência. Enquanto o elétrico ID.4, prometido para 2026, deve ser a primeira ofensiva de peso da marca no segmento, um sistema híbrido pleno — mais complexo que os híbridos leves — já está em testes no mercado nacional. E o carro que serve de mula para essa transição é justamente o T-Roc, modelo derivado do Golf europeu, como revelado pelo flagra do perfil @placaverde.

    Da Europa para o Brasil: a aposta híbrida da VW

    O sistema em questão combina o motor 1.5 TSI evo2 — evolução do atual 1.4 TSI brasileiro — com dois motores elétricos e uma bateria de íons de lítio de 1,6 kWh (NMC), instalada sob o assoalho traseiro. Ao contrário dos híbridos leves ou dos plug-in, essa configuração não exige recarga externa: a bateria é recarregada durante a frenagem e o funcionamento do motor a combustão. O resultado é uma redução significativa no consumo de combustível em relação aos modelos 100% térmicos, sem a complexidade de uma estação de recarga.

    Estratégia de transição: por que o T-Roc?

    O T-Roc, vendido na Europa desde 2024, chega ao Brasil como um laboratório para validar a nova mecânica antes de sua expansão para outros modelos. A Volkswagen optou por um híbrido pleno — que pode rodar no modo 100% elétrico em baixas velocidades — para atender à demanda por veículos mais eficientes sem depender da infraestrutura de recarga, ainda incipiente no país. A estratégia é clara: preparar o consumidor e a rede de concessionárias para a eletrificação gradual, enquanto o ID.4 não chega.

    Ainda não há data para o lançamento oficial do híbrido no Brasil, mas a presença do T-Roc nas ruas brasileiras, sem camuflagem, sinaliza que a estreia pode ser mais rápida do que se imagina. Enquanto isso, a marca reforça sua promessa de 2026 como um marco para a eletrificação no país.

  • Chery Tiggo 7 HEV chega com 349 cv e mira no Corolla Cross: a revolução híbrida plena sem fio

    Chery Tiggo 7 HEV chega com 349 cv e mira no Corolla Cross: a revolução híbrida plena sem fio

    O fim da dependência de tomadas: o Tiggo 7 HEV chega autossuficiente

    Em 22 de junho de 2026, a Chery acena para o mercado brasileiro com o Tiggo 7 HEV, um SUV médio que promete redefinir a eletrificação no segmento. Ao contrário dos híbridos plug-in, que exigem recarga externa, o novo modelo adota um sistema híbrido pleno (HEV) de segunda geração com 349 cv de potência combinada, dispensando completamente o uso de estações de carregamento. A bateria de 5,1 kWh, acoplada ao sistema Kun Peng, é autocarregável durante a frenagem regenerativa e viagens do motor a combustão, uma solução inteligente para um país com infraestrutura de recarga ainda em expansão.

    Chery mira no Corolla Cross com tecnologia disruptiva

    O lançamento do Tiggo 7 HEV não é apenas mais um SUV híbrido no mercado. Com um visual já finalizado para exportação — como mostrado recentemente pelo CarNewsChina em testes na China —, o modelo chega para disputar diretamente com o Corolla Cross, oferecendo uma potência superior (349 cv vs. cerca de 223 cv do rival) e a liberdade de nunca precisar ser plugado na tomada. Enquanto o Corolla Cross depende de sua versão híbrida plug-in (PHEV) para oferecer eletrificação, o Tiggo 7 HEV entrega o mesmo conceito sem fios, atraindo consumidores que buscam transição para veículos elétricos sem mudanças drásticas na rotina.

    O sistema Kun Peng 2.0: por que 349 cv importam?

    A segunda geração do sistema Kun Peng — nome inspirado no lendário pássaro chinês que simboliza força e longevidade — combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, otimizando a distribuição de potência. Os 349 cv não são apenas para impressionar: eles garantem desempenho digno de um SUV premium, com aceleração de 0 a 100 km/h estimada em menos de 7 segundos, além de uma dirigibilidade mais ágil graças ao torque instantâneo dos elétricos. A função V2L (Vehicle-to-Load), que permite usar a bateria para alimentar aparelhos externos, como ferramentas ou até eletrodomésticos em acampamentos, é o diferencial que pode conquistar o público off-road e aventureiro.

    No Brasil, a Chery aposta no HEV como ponte para o futuro

    Embora a data de lançamento no Brasil ainda não tenha sido confirmada, o Tiggo 7 HEV chega em um momento estratégico. O mercado nacional já conta com versões híbridas leves (48V) e plug-in no portfólio da Chery, mas o HEV autocarregável preenche uma lacuna crucial: a eletrificação plena sem dependência de infraestrutura. Com preço projetado para competir com o Corolla Cross — que custa a partir de R$ 180 mil — e benefícios fiscais estaduais em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, o novo Tiggo pode se tornar a opção mais equilibrada para quem quer reduzir emissões sem abrir mão da praticidade. O desafio, agora, é convencer os consumidores de que o futuro pode — e deve — ser wire-free.